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Histórias

3 faixas de gêneros diferentes que mostram a força dos anos 1970

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Vários Artistas. LOS ANGELES – CIRCA 1975: Country singer Dolly Parton performs onstage wearing a yellow dress in circa 1975 in Los Angeles, California. (by Michael Ochs Archives/Getty Images)
Foto: Vários Artistas. LOS ANGELES – CIRCA 1975: Country singer Dolly Parton performs onstage wearing a yellow dress in circa 1975 in Los Angeles, California. (by Michael Ochs Archives/Getty Images)

Os anos 1970 foram um período poderoso para a música. Do rock progressivo à disco music, a década transbordou liberdade criativa e expansão de fronteiras sonoras. Defender qual período histórico foi o melhor é sempre uma tarefa desafiadora, mas três faixas de diferentes vertentes ilustram com precisão a riqueza do que aqueles anos proporcionaram aos ouvintes.

“What’s Going On” (Marvin Gaye)

A jornada começa com aquela que pode ser considerada uma das faixas mais relevantes da época: “What’s Going On”, de Marvin Gaye. A composição abordou de frente as injustiças do período, funcionando como voz para os anseios de uma geração desiludida.

Nos versos, Marvin Gaye canta sobre perdas e a urgência da união: “Mother, mother / There’s too many of you crying / Brother, brother, brother / There’s far too many of you dying / You know we’ve got to find a way / To bring some loving here today”. Essa base do soul mantém sua potência mesmo décadas depois de seu contexto de origem ter entrado para os livros de história, transportando quem a ouve diretamente para a essência dos anos 1970 e lançando luz sobre o mundo contemporâneo.

“Time” (Pink Floyd)

No território do rock, a bravura criativa se manifesta em “Time”, parte da trajetória progressiva do Pink Floyd. O grupo britânico desafiou estruturas convencionais durante toda a década, e a faixa é uma demonstração clara dessa ousadia ao refletir sobre a passagem dos dias.

As linhas “Ticking away / The moments that make up a dull day / You fritter and waste the hours / In an offhand way” servem como um aviso direto sobre a preciosidade de cada instante. Em determinada ocasião, Roger Waters explicou que a proposta por trás da letra funcionava de maneira semelhante a “Breathe”, consistindo em um apelo para estar presente no agora e aproveitar o momento ao máximo. Se nos anos 1960 o rock começou a ser um veículo para mensagens densas além dos sucessos comerciais imediatos, a década seguinte aprofundou essa maturidade.

“September” (Earth, Wind & Fire)

Não há como analisar a produção dos anos 1970 sem passar pela disco music. Em meio a inúmeras opções expressivas, “September”, do Earth, Wind & Fire, desponta como um dos grandes destaques do gênero.

Com versos imortais como “Do you remember / The 21st night of September? / Love was changin’ the minds of pretenders / While chasin’ the clouds away”, a faixa segue enchendo pistas de dança e resgatando a celebração típica de sua época. A ascensão da disco transformou os rumos do pop, inserindo uma vibração comunitária e despreocupada que definiu momentos memoráveis da história cultural.

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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