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3 músicas que mostram um lado do Eagles que você não ouve no rádio

5 min de leitura
Joe Walsh, Timothy B. Schmit, Glenn Frey, Don Henley e Don Felder, da banda de rock Eagles, se apresentando no palco em 1980
Joe Walsh, Timothy B. Schmit, Glenn Frey, Don Henley e Don Felder, da banda de rock Eagles, se apresentando no palco em 1980 — Foto: Michael Ochs Archives/Getty Images
Resumo
  • ▪ Três músicas do Eagles – "Journey Of The Sorcerer", "King Of Hollywood" e "Bitter Creek" – mostram um lado diferente da banda, longe dos sucessos de rádio.
  • ▪ "Journey Of The Sorcerer" é instrumental, com forte inclinação country e sem vocais, destacando a técnica dos músicos.
  • ▪ "King Of Hollywood" aborda a desilusão com o estrelato, e "Bitter Creek" tem Bernie Leadon nos vocais e sonoridade mais country.

Essas faixas do Eagles fogem completamente do repertório convencional. Ouvintes casuais raramente têm contato com elas nas programações habituais. Distantes dos grandes sucessos que consagraram a banda nas paradas, essas composições se destacam por sua qualidade e mostram facetas surpreendentes do grupo, enquanto discussões sobre a trajetória do conjunto continuam ativas, como quando foi especulado que o fim dos Eagles poderá ocorrer em 2026, diz Don Henley.

“Journey Of The Sorcerer”

Esta faixa totalmente instrumental é muito diferente das canções clássicas que o público se acostumou a ouvir do grupo. Para começar, ela dispensa as harmonias vocais nostálgicas que viraram a marca registrada do conjunto. O tom geral também toma outra direção, com uma inclinação country ainda mais acentuada, conduzida por banjos e outros instrumentos típicos da música sulista norte-americana.

A peça evidencia o domínio técnico dos músicos em sua essência instrumental, sem melodias vocais acessíveis ou versos cativantes para apoiar a estrutura. Poucos grupos conseguiriam apresentar uma composição tão atípica mantendo um nível de excelência equivalente ao dos seus grandes sucessos.

“King Of Hollywood”

“Bem, ele se senta ali em seu couro sintético / Olha fotos daquelas que ainda não teve / Quando pensa que quer olhar mais de perto / Ele pega seu pequeno caderno preto de telefones”, descreve a letra da faixa.

A canção mergulha sem rodeios na desilusão com o estrelato, um assunto recorrente na obra do Eagles, retratando o perfil predatório de um executivo de cinema. Embora o grupo já tenha abordado o tema em outras ocasiões, esta composição vai direto ao ponto. É um olhar sóbrio e sem concessões sobre os bastidores da indústria do entretenimento. Como os próprios versos continuam de maneira incisiva: “Venha se sentar aqui ao meu lado, querida / Vamos ter uma conversa sincera / Agora olhe para mim e me diga, querida / O quanto você quer esse papel?”.

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“Bitter Creek”

A não ser que você conheça a discografia da banda a fundo, é fácil não associar essa faixa ao grupo em uma primeira audição. Bernie Leadon assume os vocais principais, distanciando-se das vozes habituais do conjunto. Além disso, a instrumentação apoia-se muito mais no country do que na vertente tradicional do rock, criando uma direção sonora diferente.

“Certa vez eu era jovem e tão inseguro / Eu tentaria qualquer remédio para encontrar a cura / Um velho me disse / Tentando me repreender / ‘Oh, filho, não vá muito fundo em Bitter Creek’”, recitam os versos dessa obra peculiar, que sustenta a mesma força dos grandes clássicos da banda.

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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