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Histórias

4 músicas de 1973 que transportam qualquer um de volta ao passado

5 min de leitura
Pink Floyd. LOS ANGELES – CIRCA 1975: Country singer Dolly Parton performs onstage wearing a yellow dress in circa 1975 in Los Angeles, California. (by Michael Ochs Archives/Getty Images)
Foto: Pink Floyd. LOS ANGELES – CIRCA 1975: Country singer Dolly Parton performs onstage wearing a yellow dress in circa 1975 in Los Angeles, California. (by Michael Ochs Archives/Getty Images)

Para viajar no tempo, ninguém precisa de capacitores de fluxo ou de cientistas excêntricos ao estilo de “Back To The Future”. Ouvir canções de fases marcantes da vida funciona de maneira tão eficiente quanto qualquer veículo de ficção científica. Mesmo para quem não vivenciou o lançamento dessas faixas em 1973, elas despertam sentimentos nostálgicos sobre quem éramos, a marcha implacável dos anos e o costume humano de romantizar o passado.

“Time” – Pink Floyd

Embora não tenha sido lançada formalmente como single do disco, “Time” carrega a mesma força grandiosa do álbum recordista em que surgiu, “Dark Side Of The Moon”. A faixa do Pink Floyd sobre o transcorrer dos dias consegue transportar o ouvinte para qualquer ano escolhido na memória. Conforme envelhecemos, certos versos pesam ainda mais: “Então um dia você descobre que dez anos ficaram para trás, ninguém lhe disse quando correr, você perdeu o tiro de largada”.

“Dancing In The Moonlight” – King Harvest

A música tem a capacidade de levar as pessoas para períodos que talvez nem tenham testemunhado de perto, e o cenário construído pelo King Harvest em “Dancing In The Moonlight” é acolhedor. Esse clássico de 1973 fala sobre curtir o momento sem preocupações, uma proposta rara em uma década turbulenta na história mundial, especialmente considerando que a faixa nasceu em meio a traumas severos. O refrão convida para um deleite quase sobrenatural sob o luar.

“Live And Let Die” – Paul McCartney & Wings

Seja para admiradores do grupo de Paul McCartney ou da franquia cinematográfica de James Bond, “Live And Let Die” esteve entre os lançamentos mais inescapáveis daquele ano. Composta especialmente para o longa homônimo de 1973, estrelado por Roger Moore no papel do agente secreto britânico, a obra prende a atenção imediata com seus arranjos teatrais de cordas e versos contundentes sobre a juventude e as mudanças da vida.

“Cat’s In The Cradle” – Harry Chapin

Harry Chapin gravou uma das faixas mais comoventes para a geração pós-guerra com o sucesso “Cat’s In The Cradle”. Os pais desse público pertenciam majoritariamente à chamada Geração Silenciosa, conhecida por demonstrar pouca abertura emocional. Com o avanço das décadas, a história cantada por Chapin faz refletir não apenas sobre a relação com os pais, mas também sobre o papel de criar filhos, a chegada dos netos e o giro incessante do tempo.

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Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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