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Histórias

A história de Alice Cooper: de Phoenix a 2026

5 min de leitura
Retrato de Alice Cooper, de cabelo preto comprido, durante evento no festival Wacken Open Air, em 2017
Alice Cooper no festival Wacken Open Air, na Alemanha, em 5 de agosto de 2017. Foto: Sven Mandel/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

Alice Cooper é o nome de uma banda de rock formada em Phoenix, no Arizona, e, depois, o nome artístico do vocalista que seguiu em carreira solo. A banda original reuniu Glen Buxton, Michael Bruce, Dennis Dunaway e Neal Smith e lançou sete álbuns de estúdio entre 1969 e 1973. Billion Dollar Babies (1973) chegou ao 1º lugar nos Estados Unidos e no Reino Unido. A carreira solo começou com Welcome to My Nightmare (1975). A banda original foi incluída no Rock and Roll Hall of Fame em 2011 e voltou a gravar em 2025. Esta história acompanha a carreira de Alice Cooper, da banda original ao trabalho solo. A discografia, a banda original e a linha do tempo estão na página de Alice Cooper.

De Phoenix a Los Angeles (anos 1960)

O grupo nasceu em Phoenix, entre colegas de colégio, e usou os nomes Earwigs e Spiders antes de se chamar Alice Cooper. Em 1967, mudou-se para Los Angeles; em 1968, adotou o nome Alice Cooper. O primeiro contrato foi com a Straight Records, selo de Frank Zappa, como lembra Frank Zappa ajudou a lançar Alice Cooper nos anos 60. Pretties for You saiu em 1969 e Easy Action, em 1970, ambos pela Straight.

Love It to Death e o auge da banda (1971–1973)

Bob Ezrin produziu Love It to Death, de 1971, e também trabalhou em Killer, School’s Out e Billion Dollar Babies. Killer saiu em 1971 e School’s Out, em 1972. Billion Dollar Babies saiu em fevereiro de 1973 e chegou ao 1º lugar nos Estados Unidos e no Reino Unido. Muscle of Love, também de 1973, foi o último álbum de estúdio da banda original até 2025, e ganhou uma edição ampliada em 2024, como mostra Alice Cooper lança edição deluxe de ‘Muscle of Love’.

Em 1974, o grupo tocou no Brasil pela primeira vez: no Anhembi, em São Paulo, e no Canecão e no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

A carreira solo (1975–2001)

Em 1975, Cooper lançou Welcome to My Nightmare, o primeiro álbum solo; até então, todos os discos com o nome Alice Cooper eram da banda. Vieram Alice Cooper Goes to Hell (1976), Lace and Whiskey (1977) e From the Inside (1978). Depois vieram Trash (1989), Hey Stoopid (1991), The Last Temptation (1994), Brutal Planet (2000) e Dragontown (2001). Em 1995, ele tocou no festival Monsters of Rock, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Glen Buxton morreu em 1997.

Reconhecimento (2003–2017)

Cooper recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 2003. A banda original entrou no Rock and Roll Hall of Fame em 14 de março de 2011, apresentada por Rob Zombie. No período, saíram The Eyes of Alice Cooper (2003), Dirty Diamonds (2005), Along Came a Spider (2008), Welcome 2 My Nightmare (2011) e Paranormal (2017).

Em 2015, Cooper tocou no Rock in Rio com o Hollywood Vampires, ao lado de Joe Perry e Johnny Depp. Em 2017, voltou ao festival, no Palco Sunset.

A volta da banda original (2021–2025)

Detroit Stories saiu em 2021 e Road, em 2023. Em abril de 2025, foi anunciado o primeiro álbum com os integrantes originais em mais de 50 anos, como mostra Alice Cooper anuncia primeiro álbum com os companheiros de banda originais em 51 anos. The Revenge of Alice Cooper saiu em 25 de julho de 2025, pela earMUSIC, com Bruce, Dunaway e Smith e produção de Bob Ezrin. Buxton, morto em 1997, aparece em faixas do disco, entre elas uma criada a partir de um riff de uma demo antiga. A nova música da banda foi destaque em Banda original de Alice Cooper lança nova música “Up All Night”.

Brasil e 2026

Além de 1974 e 1995, Alice Cooper esteve no Brasil em 2011, no Rock in Rio de 2015 e de 2017 e, em 14 de junho de 2025, no festival Best of Blues and Rock, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Em 2026, o artista faz a turnê norte-americana Alice’s Attic, que começou em 14 de abril, em San Antonio, no Texas. O trecho de outono termina em 21 de novembro, em Reno, Nevada. A autobiografia Devil On My Shoulder foi lançada em outubro de 2026, no Reino Unido pela Ebury Spotlight, com uma turnê de bate-papos no país, como mostra Alice Cooper lança autobiografia “Devil On My Shoulder”.

Perguntas frequentes sobre Alice Cooper

Quem eram os integrantes da banda original do Alice Cooper?

O vocalista Alice Cooper, os guitarristas Glen Buxton e Michael Bruce, o baixista Dennis Dunaway e o baterista Neal Smith. Os cinco foram incluídos no Rock and Roll Hall of Fame em 2011. Buxton morreu em 1997.

Alice Cooper é uma banda ou uma pessoa?

As duas coisas. Alice Cooper era o nome da banda, formada em Phoenix, e passou a ser o nome artístico do vocalista, que seguiu em carreira solo a partir de Welcome to My Nightmare, em 1975.

Qual foi o primeiro disco do Alice Cooper?

O primeiro álbum foi Pretties for You, de 1969, pela Straight Records, selo de Frank Zappa. O primeiro álbum solo foi Welcome to My Nightmare, de 1975.

Quando o Alice Cooper entrou no Rock and Roll Hall of Fame?

A banda original foi incluída em 2011, em cerimônia realizada em 14 de março, em Nova York. Rob Zombie apresentou a homenagem.

O Alice Cooper já tocou no Brasil?

Sim. Tocou em 1974 (São Paulo e Rio de Janeiro), em 1995 (Monsters of Rock), em 2011, no Rock in Rio de 2015 (com o Hollywood Vampires) e de 2017 e, em 14 de junho de 2025, no Best of Blues and Rock, em São Paulo.

O Alice Cooper ainda faz shows?

Sim. Em 2026, faz a turnê norte-americana Alice’s Attic, cujo trecho de outono termina em 21 de novembro, em Reno, Nevada. Lançou o álbum The Revenge of Alice Cooper, com a banda original, em 25 de julho de 2025.

Atualizado em 6 de novembro de 2026. Fontes: Rock and Roll Hall of Fame, Official Charts, alicecooper.com, Alice Cooper Archive, Blabbermouth, Ultimate Classic Rock, Rolling Stone Brasil, Jornal do Brasil, Biography.com, iHeart, JamBase, Penguin e Wikipédia (inglês). Os fatos desta história precisam de revisão editorial.

Autor

  • Marcelo Scherer

    Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate da cultura física como host do podcast e newsletter Papo de Colecionador, dedicado a LPs e CDs. Além de assinar resenhas críticas no site, expande o debate musical no comando dos programas Disconecta na Rádio na Fm Cultura 107,7 de Porto Alegre/RS e Pôr do Som na Sintonia Fm 94.7 de Torres/RS.

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