A história do Iron Maiden: Dos primórdios ao momento atual
Reconhecida como uma das maiores bandas de heavy metal de todos os tempos, Iron Maiden sempre foi a porta de entrada para muitas pessoas no universo do metal e em especial ao Brasil, onde se apresentou no lendário Rock In Rio de 1985.
Pelo mundo, a Donzela de Ferro também arrasta multidões e como poucas bandas é o símbolo máximo do estilo.
Abaixo nos aprofundamos em suas diversas fases, servindo como um guia inicial para um mergulho mais profundo no Maeden verso.
Atualizado em 10 de outubro de 2026, com a saída de Nicko McBrain, a chegada de Simon Dawson, a turnê dos 50 anos, o documentário, o Rock and Roll Hall of Fame e a pausa prevista para 2027.
Iron Maiden em resumo
- Formação: Londres, 1975, pelo baixista Steve Harris.
- Integrantes hoje: Bruce Dickinson (vocal), Steve Harris (baixo), Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers (guitarras). Nas turnês, Simon Dawson toca bateria desde 2025, no lugar de Nicko McBrain.
- Estilo: heavy metal, ligado à Nova Onda do Heavy Metal Britânico.
- Discografia: 17 álbuns de estúdio, de Iron Maiden (1980) a Senjutsu (2021).
- Reconhecimento: eleito para o Rock and Roll Hall of Fame na classe de 2026.
- Momento atual: turnê Run For Your Lives até novembro de 2026, com pausa prevista para 2027. Shows em São Paulo (25 e 27 de outubro) e Curitiba (28 de outubro) em 2026.
Quer ver só os integrantes, a discografia e a linha do tempo? Veja a página do Iron Maiden, com a lista completa de integrantes atuais e ex-integrantes e todos os 17 álbuns de estúdio.
Os primórdios e a formação da banda
O Iron Maiden, uma das bandas mais icônicas do heavy metal, teve suas origens em 1975, quando Steve Harris, então um jovem baixista, decidiu formar um grupo que refletisse suas influências musicais e aspirações. Harris, inspirado por bandas como Black Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin, buscava criar um som distinto que combinasse complexidade musical e energia crua. O cenário musical da época, dominado pelo punk rock e pelo hard rock, oferecia um terreno fértil para novas experimentações no gênero.

A formação inicial do Iron Maiden começou a tomar forma quando Dave Murray, um guitarrista talentoso que compartilhava a visão musical de Harris, entrou na banda, em 1976. Juntos, eles começaram a compor e a realizar ensaios intensivos, recrutando outros músicos para completar a formação. Entre os primeiros membros estavam Paul Day, no vocal, e Ron Matthews, na bateria. Esses primeiros dias foram marcados por uma intensidade e dedicação que logo se refletiriam em suas apresentações ao vivo.
Os primeiros shows do Iron Maiden foram realizados em pequenos clubes e pubs em Londres, onde a banda enfrentou inúmeros desafios, desde a falta de equipamentos adequados até a resistência inicial do público. No entanto, a energia e a paixão que demonstravam em cada performance começaram a atrair uma base de fãs dedicada. As dificuldades iniciais, longe de desmotivá-los, serviram como combustível para que continuassem a perseguir seu sonho.
As primeiras gravações da banda, compiladas em fitas demo caseiras, foram fundamentais para estabelecer seu som característico e começaram a circular entre os fãs e pequenos selos independentes. Essas gravações, embora rudimentares, mostravam o potencial do Iron Maiden e abriram portas para oportunidades maiores. A faixa “Prowler”, por exemplo, tornou-se um marco inicial, despertando o interesse de críticos e entusiastas do heavy metal.
Assim, os primórdios do Iron Maiden foram marcados por perseverança e inovação, estabelecendo as bases para o que viria a ser uma das bandas mais influentes e duradouras do heavy metal mundial.
Os discos com Paul Di’Anno e sua saída
O início da jornada musical da banda Iron Maiden foi marcado pela presença do vocalista Paul Di’Anno, que trouxe uma energia inigualável e uma voz rouca que se tornou característica nos primeiros álbuns. O álbum de estreia, Iron Maiden, lançado em 1980, apresentou ao mundo o som cru e agressivo da banda, que rapidamente conquistou uma legião de fãs. Músicas como “Prowler” e “Running Free” destacaram-se pela fusão do punk rock com o heavy metal, criando uma combinação explosiva que definiria a identidade da banda nessa fase inicial.

O segundo álbum, Killers, lançado em 1981, solidificou ainda mais a posição de Iron Maiden no cenário musical. Este álbum não apenas seguiu a trajetória agressiva do primeiro, mas também demonstrou um amadurecimento na composição e na produção. Faixas como “Wrathchild” e “Murders in the Rue Morgue” mostraram a habilidade da banda em criar narrativas envolventes e riffs memoráveis. A contribuição de Paul Di’Anno foi crucial, com sua voz única complementando perfeitamente o estilo musical da banda.
No entanto, apesar do sucesso inicial, a permanência de Di’Anno na banda foi curta. Problemas pessoais e diferenças musicais começaram a surgir, afetando a dinâmica e a produtividade do grupo. Di’Anno enfrentava dificuldades relacionadas ao abuso de substâncias, o que impactava negativamente suas performances ao vivo e sua capacidade de colaborar de maneira eficiente com os outros membros da banda. Além disso, havia uma divergência crescente em relação à direção musical que a banda desejava seguir. Enquanto Di’Anno preferia manter uma abordagem mais punk, os outros membros estavam inclinados a explorar sonoridades mais complexas e técnicas.
Esses fatores culminaram na saída de Paul Di’Anno da Iron Maiden em 1981. Embora sua passagem pela banda tenha sido breve, sua contribuição durante esses anos foi fundamental para estabelecer a base do que Iron Maiden se tornaria. A era Di’Anno é lembrada pelos fãs como um período de intensa criatividade e inovação, que preparou o terreno para o sucesso contínuo da banda nos anos seguintes.
A entrada de Bruce Dickinson e os álbuns ‘The Number of the Beast’ e ‘Piece of Mind’
Em setembro de 1981, a banda Iron Maiden passou por uma transformação significativa com a entrada do vocalista Bruce Dickinson, que estreou em disco em The Number of the Beast, lançado em 1982. Conhecido por sua poderosa presença de palco e um alcance vocal impressionante, Dickinson trouxe uma nova energia e dinâmica para a banda. Sua chegada coincidiu com o lançamento do álbum ‘The Number of the Beast’, que marcou um ponto de virada na carreira do Iron Maiden.
‘The Number of the Beast’ foi um sucesso estrondoso, tanto comercialmente quanto entre os críticos. O álbum apresentava faixas icônicas como “Run to the Hills” e a faixa-título “The Number of the Beast”, que rapidamente se tornaram hinos do heavy metal. A habilidade vocal de Dickinson, combinada com as intricadas guitarras de Dave Murray e Adrian Smith, e a bateria pulsante de Clive Burr, ajudaram a definir o som clássico do Iron Maiden. O álbum alcançou o primeiro lugar nas paradas do Reino Unido e solidificou a reputação da banda como uma das principais forças do heavy metal.
O sucesso de ‘The Number of the Beast’ foi seguido rapidamente por ‘Piece of Mind’ em 1983. Este álbum continuou a trajetória ascendente da banda, apresentando hits como “The Trooper” e “Flight of Icarus”. Com ‘Piece of Mind’, o Iron Maiden consolidou ainda mais sua imagem e som característicos. A troca de Clive Burr por Nicko McBrain na bateria trouxe uma nova dimensão rítmica, enquanto as letras exploravam temas históricos, literários e filosóficos, expandindo o apelo da banda.
Os álbuns ‘The Number of the Beast’ e ‘Piece of Mind’ não apenas destacaram a versatilidade e o talento do Iron Maiden, mas também ajudaram a definir o gênero heavy metal nos anos 1980. A combinação da energia vocal de Bruce Dickinson, a complexidade musical e as performances ao vivo eletrizantes estabeleceu um padrão que influenciaria inúmeras bandas futuras. Esses álbuns continuam a ser celebrados como clássicos intemporais, refletindo a importância duradoura do Iron Maiden no cenário musical.
A época de ouro: ‘Powerslave’, ‘Somewhere in Time’ e ‘Seventh Son of a Seventh Son’
Durante os anos 1980, Iron Maiden viveu sua época de ouro, marcada por lançamentos icônicos que ajudaram a definir o heavy metal. O álbum ‘Powerslave’, lançado em 1984, é amplamente considerado um dos melhores álbuns da banda. Com faixas como “Aces High” e “2 Minutes to Midnight”, o álbum apresentou uma combinação de riffs poderosos e letras épicas. A turnê World Slavery Tour que se seguiu foi uma das maiores da década, consolidando a posição da banda como um gigante do rock.
Dois anos depois, Iron Maiden lançou ‘Somewhere in Time’ (1986), um álbum que marcou uma evolução significativa em seu som. Introduzindo sintetizadores e uma produção mais polida, o álbum trouxe faixas memoráveis como “Wasted Years” e “Heaven Can Wait”. Esta inovação musical demonstrou a capacidade da banda de se adaptar e crescer, mantendo-se relevante em um cenário musical em constante mudança.
Em 1988, o Iron Maiden lançou ‘Seventh Son of a Seventh Son’, um álbum conceitual que explorou temas místicos e sobrenaturais. Com músicas como “The Evil That Men Do” e “Can I Play with Madness”, o álbum foi aclamado tanto pela crítica quanto pelos fãs. A turnê que acompanhou o lançamento do álbum foi um sucesso estrondoso, com apresentações esgotadas ao redor do mundo.
Esses álbuns não apenas solidificaram a reputação do Iron Maiden como uma das maiores bandas de heavy metal de todos os tempos, mas também tiveram um impacto cultural significativo. Eles influenciaram inúmeras bandas subsequentes e ajudaram a expandir os limites do gênero. A capacidade do Iron Maiden de inovar e evoluir musicalmente durante essa época foi crucial para seu sucesso duradouro. Este período de ouro é lembrado como um marco na história do heavy metal, definindo padrões que continuam a inspirar músicos e fãs até hoje.
A saída de Adrian Smith e a fase de ‘No Prayer for the Dying’ e ‘Fear of the Dark’
Em 1990, a banda Iron Maiden enfrentou uma das transições mais significativas de sua carreira com a saída do guitarrista Adrian Smith. Adrian havia sido um membro crucial desde 1980, contribuindo para o som característico da banda com sua habilidade e estilo únicos. Sua saída ocorreu devido a divergências criativas, particularmente em relação ao material que estava sendo desenvolvido para o álbum que viria a ser ‘No Prayer for the Dying’. A ausência de Smith trouxe uma nova dinâmica ao grupo, que rapidamente preencheu seu lugar com Janick Gers, um guitarrista de talento comprovado.
‘No Prayer for the Dying’ foi lançado em outubro de 1990 e marcou uma mudança notável no som do Iron Maiden. O álbum se afastou do estilo de heavy metal progressivo e complexo dos álbuns anteriores, adotando uma abordagem mais direta e simplificada. Essa mudança foi recebida com críticas mistas; enquanto alguns fãs apreciaram a crueza e a energia renovada, outros sentiram falta da sofisticação musical que Adrian Smith havia ajudado a desenvolver. Comercialmente, o álbum teve um desempenho razoável, mas não alcançou o mesmo nível de sucesso dos lançamentos anteriores.
Em 1992, Iron Maiden lançou ‘Fear of the Dark’, um álbum que procurou equilibrar o novo som direto com elementos de suas raízes mais complexas. Este álbum foi melhor recebido do que seu antecessor, tanto pela crítica quanto pelos fãs, e inclui faixas que se tornaram clássicos, como a faixa-título “Fear of the Dark”. No entanto, a banda ainda enfrentava desafios internos. Em 1993, Bruce Dickinson, o carismático vocalista que havia se juntado à banda em 1981, decidiu deixar o grupo para seguir uma carreira solo. A saída de Dickinson marcou o fim de uma era para o Iron Maiden, mas a banda continuaria a evoluir e a enfrentar novos desafios nos anos seguintes.
A entrada de Blaze Bayley e os álbuns ‘The X Factor’ e ‘Virtual XI’
A entrada de Blaze Bayley como vocalista do Iron Maiden em 1994 marcou uma fase tumultuada para a banda. Após a saída de Bruce Dickinson, a escolha de Bayley, anteriormente da banda Wolfsbane, foi recebida com reações mistas tanto pelos fãs quanto pela crítica. Bayley trouxe uma nova dinâmica vocal, mas a mudança foi um desafio significativo para a banda, que estava acostumada com a voz icônica de Dickinson.
O primeiro álbum com Bayley, The X Factor (1995), foi uma tentativa de navegar por essas águas turbulentas. O álbum, marcado por um tom mais sombrio e introspectivo, refletia tanto a mudança na formação quanto os tempos difíceis que a banda enfrentava. Faixas como “Sign of the Cross” e “Man on the Edge” destacavam a nova direção musical, mas a recepção do público foi dividida. Enquanto alguns apreciavam a nova abordagem, outros sentiam falta do estilo energético e teatral de Dickinson.
Três anos depois, em 1998, Iron Maiden lançou Virtual XI, o segundo e último álbum com Bayley. Este álbum tentou retornar a um som mais tradicional de Iron Maiden, mas novamente enfrentou críticas mistas. Canções como “The Clansman” e “Futureal” mostraram o esforço da banda em manter sua essência, mas a resposta do público e da crítica não foi a esperada. A popularidade de Iron Maiden sofreu um declínio notável durante esse período, com muitos fãs questionando a direção artística e o futuro da banda.
A fase com Blaze Bayley foi, sem dúvida, uma das mais desafiadoras na história do Iron Maiden. Embora os álbuns The X Factor e Virtual XI tenham enfrentado recepção negativa e dificuldades em manter a popularidade da banda, eles também representam um período de resiliência e adaptação. A experiência acumulada durante esses anos se tornaria fundamental para o ressurgimento da banda nos anos subsequentes.
O retorno de Bruce Dickinson e Adrian Smith: ‘Brave New World’ e a Turnê Mundial
Em 1999, após um período de incertezas e mudanças na formação, a icônica banda Iron Maiden anunciou o retorno de dois membros essenciais: o vocalista Bruce Dickinson e o guitarrista Adrian Smith. A decisão foi fruto de intensas negociações e um reconhecimento mútuo da importância desses músicos para a identidade sonora da banda. A volta de Dickinson e Smith não só trouxe de volta a energia e a complexidade das performances clássicas de Iron Maiden, mas também preparou o terreno para um renascimento criativo.
Com a formação consolidada, Iron Maiden lançou em 2000 o álbum ‘Brave New World’. Este trabalho marcou um ponto de inflexão, sendo amplamente aclamado pela crítica e pelos fãs. O álbum combina elementos tradicionais do heavy metal com inovações sonoras, resultando em músicas complexas e composições ricas. Canções como “The Wicker Man” e “Blood Brothers” rapidamente se tornaram favoritas dos fãs, demonstrando que a banda ainda estava em plena forma.
A recepção positiva de ‘Brave New World’ foi acompanhada por uma turnê mundial bem-sucedida. A ‘Brave New World Tour’ percorreu diversos continentes, consolidando a posição de Iron Maiden como uma das bandas mais influentes no cenário do heavy metal mundial. A turnê foi notável não apenas pela execução impecável das músicas, mas também pela nova dinâmica no palco, com três guitarristas: Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers. Essa configuração permitiu arranjos mais complexos e uma performance ainda mais poderosa.
O retorno de Bruce Dickinson e Adrian Smith revitalizou Iron Maiden, trazendo uma nova era de sucesso e criatividade. A combinação de experiência e renovação fez de ‘Brave New World’ um marco na história da banda, e a turnê mundial subsequente reafirmou a capacidade do grupo de evoluir e permanecer relevante no competitivo mundo do heavy metal.
Os anos 2000 em Diante: De ‘Dance of Death’ a ‘Senjutsu’ e o Momento Atual da Banda
A partir dos anos 2000, o Iron Maiden continuou a solidificar sua posição como uma das bandas mais influentes do heavy metal. Com o lançamento de Dance of Death em 2003, a banda mostrou sua capacidade de evoluir musicalmente, incorporando elementos orquestrais e uma narrativa mais complexa. Faixas como “Paschendale” exemplificam essa abordagem mais elaborada, enquanto “Wildest Dreams” oferece um som mais tradicional, característico do Iron Maiden.
Em 2006, o álbum A Matter of Life and Death trouxe um conceito mais sombrio e introspectivo, refletindo sobre temas de guerra e religião. Este álbum foi notável por ser tocado na íntegra durante a turnê, um risco que a banda estava disposta a correr para oferecer uma experiência única aos fãs. O sucesso de A Matter of Life and Death confirmou a habilidade do Iron Maiden de se reinventar e manter sua relevância na indústria musical.
The Final Frontier de 2010 marcou mais uma inovação, com uma abordagem mais progressiva e experimental. O álbum foi bem recebido tanto pelos críticos quanto pelos fãs, e a turnê que se seguiu foi um sucesso comercial. Em 2015, The Book of Souls foi lançado como um álbum duplo, um feito raro na discografia da banda. Com faixas longas e elaboradas, como “Empire of the Clouds”, a banda continuou a explorar novos territórios musicais.
O álbum mais recente, Senjutsu, lançado em 3 de setembro de 2021 (o 17º de estúdio e o segundo álbum duplo do grupo, depois de The Book of Souls), confirma que a banda ainda tem muito a oferecer. Com uma temática inspirada na cultura japonesa, o álbum apresenta músicas complexas e uma produção impecável. A turnê que se seguiu ao lançamento de Senjutsu mostrou que o Iron Maiden continua a atrair grandes multidões em todo o mundo.
Atualmente, o Iron Maiden segue ativo e influente. A banda celebra os 50 anos com a turnê Run For Your Lives até novembro de 2026, já com uma nova formação ao vivo, e prepara uma pausa em 2027. Veja os detalhes nas seções abaixo.
A saída de Nicko McBrain e a chegada de Simon Dawson
Em 7 de dezembro de 2024, no Allianz Parque (hoje Nubank Parque), em São Paulo, Nicko McBrain tocou pela última vez em turnê com o Iron Maiden, encerrando a The Future Past Tour. O baterista, que entrou na banda em 1982 e aparece em todos os discos desde Piece of Mind (1983), anunciou naquele dia a aposentadoria dos palcos, segundo reportagem do Disconecta e a cobertura da TheWrap. Foi a primeira mudança na formação da banda em 25 anos.
McBrain sofreu um AVC em janeiro de 2023, que deixou parte do lado direito do corpo temporariamente paralisada, e concluiu que não conseguiria manter o nível exigido nas turnês. Ele contou ao podcast Rock Of Nations que o AVC acelerou a decisão de parar (leia mais). O guitarrista Adrian Smith, à Metal Hammer España, resumiu: “Ele tentou na turnê anterior, mas ele mesmo sabia que não conseguia fazer o que costumava fazer. Então, tivemos que fazer a mudança para a banda continuar” (veja a entrevista). Steve Harris chegou a dizer à Rock Candy que a banda colocou a própria continuidade em discussão (entenda).
No dia seguinte, a banda apresentou Simon Dawson, baterista inglês que toca com Steve Harris no British Lion desde 2012, segundo a Louder. A estreia dele com o Maiden foi em 27 de maio de 2025, em Budapeste, no início da turnê Run For Your Lives. Bruce Dickinson o descreveu como “um tipo de baterista diferente”: “Ele não é uma cópia do Nick. A ênfase e o som da bateria mudaram”, disse ao podcast Talk Is Jericho (leia).
McBrain segue ligado à banda. Segundo a Rock Candy, ele continua como integrante de estúdio e deve gravar baterias em trabalhos futuros, e o músico anunciou a autobiografia Hello Boys And Girls!, prevista para outubro de 2026 (detalhes). Em entrevista à SiriusXM, ele disse que o substituto está “fazendo um trabalho fantástico”.
As turnês temáticas: Legacy of the Beast, The Future Past e Run For Your Lives
Nos últimos anos, o Iron Maiden passou a montar cada turnê em torno de um conceito, com repertório e palco próprios:
- Legacy of the Beast (a partir de 2018): baseada no jogo para celular Legacy of the Beast, trouxe uma produção teatral com versões de Eddie, uma réplica de um Spitfire durante “Aces High” e muita pirotecnia. Bruce Dickinson a chamou de o show mais espetacular e complexo da banda até então, segundo a Louder. No Brasil, passou pelo Rock in Rio em 4 de outubro de 2019.
- The Future Past (2023 e 2024): deu espaço a faixas do Senjutsu e a músicas menos tocadas de Somewhere in Time (1986). Terminou com a despedida de Nicko McBrain, em São Paulo.
- Run For Your Lives (2025 e 2026): a turnê dos 50 anos. O repertório é da chamada “era clássica”, só com músicas dos nove primeiros álbuns, de Iron Maiden (1980) a Fear of the Dark (1992), e foi a primeira com Simon Dawson (veja as datas no Brasil).
A Run For Your Lives começou em 27 de maio de 2025, em Budapeste, e vai até 25 de novembro de 2026, em Yokohama, no Japão, segundo o The Metallist. O conceito e o repertório da turnê estão descritos pela Nuclear Blast. Em 23 de maio de 2026, em Atenas, a banda tocou “Infinite Dreams” ao vivo pela primeira vez em 38 anos (reportagem).
Os 50 anos do Iron Maiden: documentário, Eddfest, Rock Hall e Pophouse
- Documentário: Iron Maiden: Burning Ambition, dirigido por Malcolm Venville, teve estreia mundial em 5 de maio de 2026, em Londres, e ficou em cartaz por tempo limitado nos cinemas a partir de 7 de maio. O filme reúne depoimentos de integrantes e de nomes como Javier Bardem e Lars Ulrich (reportagem).
- Eddfest: festival da própria banda no Knebworth Park, em 10 e 11 de julho de 2026, com The Darkness, The Hu, Airbourne e The Almighty (programação).
- Rock and Roll Hall of Fame: o Iron Maiden foi eleito para a classe de 2026, na terceira indicação (era elegível desde 2004 e foi indicado em 2021 e 2023). A cerimônia será em 14 de novembro de 2026, em Los Angeles, mas a banda não comparecerá por causa de shows na Austrália, em 13 e 15 de novembro (entenda, anúncio no site da banda).
- Pophouse: em 14 de julho de 2026, a empresa sueca Pophouse Entertainment anunciou uma participação nos direitos de publicação, nos masters e no nome e na imagem da banda. A Billboard fala em 50%, número que a banda não confirmou. Estão previstos um filme da turnê e um universo digital em torno de Eddie (reportagem, Music Business Worldwide).
E depois? A pausa em 2027
Depois da turnê, o Iron Maiden planeja uma pausa em 2027, com retorno previsto para 2028 (reportagem). Isso não significa aposentadoria: Adrian Smith disse à Billboard que não consegue imaginar isso acontecendo (leia). Steve Harris não descartou um show de despedida grandioso (entenda), e Bruce Dickinson, que prepara um álbum solo, já defendeu um novo disco da banda, enquanto Harris hesitou (detalhes). Nicko McBrain disse que gravaria algumas faixas se o grupo voltasse ao estúdio.
A discografia completa, com os 17 álbuns de estúdio, está na página do Iron Maiden.
Perguntas frequentes sobre o Iron Maiden
Quem é o novo baterista do Iron Maiden?
Simon Dawson, baterista inglês que toca com Steve Harris no British Lion desde 2012. A banda o apresentou em 8 de dezembro de 2024, um dia depois da última apresentação de Nicko McBrain, e ele estreou na turnê Run For Your Lives, em 27 de maio de 2025.
O que aconteceu com o baterista do Iron Maiden?
Nicko McBrain sofreu um AVC em janeiro de 2023, que afetou o lado direito do corpo, e concluiu que não conseguiria manter o nível exigido nas turnês. Ele fez o último show em 7 de dezembro de 2024, em São Paulo, e segue ligado à banda como integrante de estúdio, segundo a Rock Candy.
O Iron Maiden vai se aposentar?
Não. Em entrevista à Billboard, Adrian Smith disse que não consegue imaginar a aposentadoria. A banda planeja uma pausa nas turnês em 2027, com retorno previsto para 2028.
O Iron Maiden está no Rock and Roll Hall of Fame?
Sim. O Iron Maiden foi eleito para a classe de 2026, na terceira indicação. A cerimônia é em 14 de novembro de 2026, em Los Angeles, e a banda não comparecerá por causa de shows na Austrália.
Quando o Iron Maiden toca no Brasil em 2026?
O Iron Maiden toca no Nubank Parque (antigo Allianz Parque), em São Paulo, em 25 e 27 de outubro de 2026, e na Arena da Baixada, em Curitiba, em 28 de outubro, dentro da turnê Run For Your Lives.
Fontes e atualização
Esta matéria foi atualizada em 10 de outubro de 2026. As informações de 2024 a 2026 vêm de comunicados da banda e de entrevistas publicadas (Blabbermouth, Billboard, Metal Hammer, SiriusXM, Rock Candy/NME e Talk Is Jericho), citadas ao longo do texto e acompanhadas das reportagens do Disconecta. Fontes externas consultadas:
- TheWrap: aposentadoria de Nicko McBrain
- Louder: Simon Dawson como baterista de turnê
- Louder: turnê Legacy of the Beast
- Nuclear Blast: turnê Run For Your Lives
- The Metallist: extensão da turnê até novembro de 2026
- Iron Maiden: indução ao Rock and Roll Hall of Fame
- Music Business Worldwide: acordo com a Pophouse
- Wikipédia: Senjutsu
- Wikipédia: lista de membros do Iron Maiden
Se encontrar algum erro, avise pelo canal de contato do Disconecta. Correções que mudem o sentido do texto serão registradas ao final, com data.
Para aprofundar
- A troca de vozes que mudou a história do Iron Maiden (Paul Di’Anno e Bruce Dickinson)
- O som da mudança: a passagem de Blaze Bayley pelo Iron Maiden
- Iron Maiden (1980), o disco que redefiniu o heavy metal
- A epopeia marítima em “Rime of the Ancient Mariner”
- Steve Harris defende “The X Factor” e “Virtual XI”
- Steve Harris defende “No Prayer for the Dying”
- As dez melhores canções de Steve Harris
- Os 15 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Bruce Dickinson
- Steve Harris esclarece a história da formação do Iron Maiden



