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Histórias

A história do Jethro Tull: De Luton à Curiosity Tour

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Ian Anderson, líder do Jethro Tull, com a flauta. Crédito: Peter Simon.
Foto: Ian Anderson do Jethro Tull. Crédito: Peter Simon.

O Jethro Tull é uma banda britânica de rock progressivo e folk rock liderada pelo vocalista e flautista Ian Anderson, formada em 1967. O nome vem de um agrônomo inglês do século XVIII, e não de um integrante. A banda está ativa em outubro de 2026: faz a turnê Curiosity Tour pela Europa, que se estende até fevereiro de 2027, e lançou em 14 de agosto uma reedição expandida de J-Tull Dot Com. Esta é a história do Jethro Tull. Para a lista de integrantes, a discografia e a linha do tempo em tópicos, veja a página do artista Jethro Tull.

Dos primeiros anos ao blues de This Was (1967–1968)

O grupo nasceu em 1967, entre Blackpool e Luton, na Inglaterra, com Ian Anderson (vocal e flauta), Mick Abrahams (guitarra e vocal), Glenn Cornick (baixo) e Clive Bunker (bateria). Depois de uma fase de clubes em Londres e de uma passagem pelo festival de Sunbury, em agosto de 1968, lançou o álbum de estreia, This Was, ainda de forte influência de blues. O Disconecta noticiou a morte de Mick Abrahams, que saiu em dezembro de 1968 para formar o Blodwyn Pig. Tony Iommi passou brevemente pela banda, e Martin Barre entrou na guitarra, onde ficaria por mais de quatro décadas.

Stand Up, Benefit e Aqualung (1969–1971)

Com Barre, o Tull abandonou o blues puro e criou o som próprio, misturando folk, hard rock e música erudita. Stand Up, de 1969, chegou ao primeiro lugar da parada britânica, e Benefit saiu em 1970. Em 1971 veio Aqualung, o disco mais famoso do grupo, com faixas como Locomotive Breath e a própria Aqualung, sobre um morador de rua. Anderson sempre negou que fosse um álbum conceitual, e o Disconecta contou por que Aqualung continua tão relevante, segundo o próprio Ian Anderson.

Thick as a Brick e os álbuns conceituais (1972–1975)

Em 1972, Thick as a Brick trouxe uma única música dividida em dois lados do disco, criada como paródia dos álbuns conceituais da época, e levou o Tull ao primeiro lugar da Billboard 200, nos Estados Unidos. A Passion Play, de 1973, repetiu o feito, e War Child, de 1974, chegou ao segundo lugar. Minstrel in the Gallery saiu em 1975. A formação desses anos tinha Anderson, Barre, John Evan nos teclados, Jeffrey Hammond no baixo e Barriemore Barlow na bateria.

A fase folk: Songs from the Wood, Heavy Horses e Stormwatch (1976–1979)

No fim dos anos 70, a banda foi para o folk rock britânico, com Too Old to Rock ’n’ Roll: Too Young to Die!, em 1976, Songs from the Wood, em 1977, e Heavy Horses, em 1978. Stormwatch, de 1979, fechou o ciclo, e a banda mudou de formação ao entrar nos anos 80. Dee Palmer tocou teclados no grupo entre 1976 e 1980, e o Disconecta noticiou a morte dela, aos 88 anos, em junho de 2026.

Os anos 80 e o Grammy de Crest of a Knave (1980–1989)

O álbum A, de 1980, foi a porta de entrada para uma fase mais eletrônica, que seguiu em The Broadsword and the Beast, de 1982, e Under Wraps, de 1984. Ian Anderson detalhou essa evolução tecnológica em entrevista ao Disconecta. Em 1987, Crest of a Knave devolveu o grupo ao rock de guitarras, e em 1989 o álbum ganhou o primeiro Grammy de Melhor Performance Hard Rock/Metal, batendo o Metallica, o que virou um dos prêmios mais debatidos da história da categoria.

Do fim do século ao hiato (1989–2017)

Rock Island saiu em 1989, Catfish Rising em 1991, Roots to Branches em 1995 e J-Tull Dot Com em 1999, seguido do The Jethro Tull Christmas Album, em 2003. Martin Barre e o baterista Doane Perry deixaram o grupo por volta de 2011 e 2012, e entre 2012 e 2017 Anderson passou a tocar com o próprio nome. Em 2017, ele reativou o nome Jethro Tull. Barre lançou depois a autobiografia A Trick of Memory e segue em turnê com a própria banda em 2026.

A volta aos discos: The Zealot Gene, RökFlöte e Curious Ruminant (2022–2025)

The Zealot Gene, de 2022, foi o primeiro álbum de inéditas do Tull em quase duas décadas, e RökFlöte saiu em 21 de abril de 2023. Em 2024, o guitarrista Joe Parrish deixou a banda, e Jack Clark entrou. O Disconecta noticiou o single de Curious Ruminant, o clipe de The Tipu House e fez a análise do álbum, lançado em 7 de março de 2025, o 24º de estúdio.

O Jethro Tull em 2026

Em dezembro de 2025, Mick Abrahams morreu aos 82 anos, e a banda perdeu em 2026 Dee Palmer. A Curiosity Tour começou em fevereiro de 2026 e foi ampliada em agosto, com datas até fevereiro de 2027, todas na Europa e na Turquia. Em 14 de agosto, saiu J-Tull Dot Com: Another Cast of the Net, reedição expandida e remixada do álbum de 1999, com faixas inéditas. Ian Anderson disse que não fará turnê de despedida, e que a agenda simplesmente vai parar quando a saúde não permitir mais. A formação atual tem Anderson, David Goodier (baixo), John O’Hara (teclados), Scott Hammond (bateria) e Jack Clark (guitarra).

O Jethro Tull no Brasil

A banda tocou no Brasil em abril de 2024, em Porto Alegre, Curitiba e São Paulo, na turnê de RökFlöte, depois de adiar os shows marcados para 2020. Não há data no Brasil anunciada para 2026 ou 2027.

Perguntas frequentes sobre o Jethro Tull

O que significa Jethro Tull?

É o nome de um agrônomo inglês do século XVIII, inventor de uma semeadeira mecânica. A banda adotou o nome nos primeiros meses de existência, e nenhum integrante se chama Jethro Tull.

Quem é o líder do Jethro Tull?

Ian Anderson, vocalista, flautista e violonista, que fundou a banda em 1967 e é o único integrante que passou por toda a história do grupo.

O Jethro Tull ainda existe?

Sim. A banda segue em atividade em outubro de 2026, com a Curiosity Tour pela Europa, que vai até fevereiro de 2027, e lançou em agosto de 2026 uma reedição expandida de J-Tull Dot Com. O último álbum de estúdio é Curious Ruminant, de 2025.

Qual o significado de Aqualung, do Jethro Tull?

Aqualung é o nome do aparelho de mergulho e também da personagem-título do disco de 1971, um morador de rua. Anderson diz que o álbum não é conceitual, e que a personagem surgiu de fotos de moradores de rua tiradas por sua então esposa.

Atualizado em 21 de outubro de 2026. Fontes: Wikipédia (português e inglês), site oficial da banda e reportagens da imprensa especializada. Os fatos desta história precisam de revisão editorial.

Autor

  • Marcelo Scherer

    Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate da cultura física como host do podcast e newsletter Papo de Colecionador, dedicado a LPs e CDs. Além de assinar resenhas críticas no site, expande o debate musical no comando dos programas Disconecta na Rádio na Fm Cultura 107,7 de Porto Alegre/RS e Pôr do Som na Sintonia Fm 94.7 de Torres/RS.

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