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Histórias

A história do The Kinks: De Muswell Hill ao fim da banda

5 min de leitura
Os integrantes do The Kinks em foto promocional por volta de 1964. Crédito: Columbia TriStar/Getty Images.
The Kinks em foto promocional por volta de 1964. Crédito: Columbia TriStar/Getty Images.

O The Kinks nasceu em Muswell Hill, no norte de Londres, no começo dos anos 1960, em torno dos irmãos Ray Davies (voz, guitarra e compositor) e Dave Davies (guitarra solo), com o baixista Pete Quaife e o baterista Mick Avory. A banda tocou na linha de frente da invasão britânica, escreveu álbuns conceituais sobre a vida inglesa e deixou de tocar em 1996, sem nunca anunciar formalmente o fim. Esta é a história do The Kinks. Para a lista de integrantes, a discografia e a linha do tempo em tópicos, veja a página do artista The Kinks.

De Muswell Hill a You Really Got Me (1963–1965)

O nome Kinks foi adotado em 1964, depois de uma sequência de nomes anteriores. Naquele ano, You Really Got Me chegou ao primeiro lugar no Reino Unido e entrou no Top 10 dos Estados Unidos. O primeiro álbum, Kinks, saiu em 2 de outubro de 1964, e Kinda Kinks, em 5 de março de 1965. Em 26 de novembro de 1965 veio The Kink Kontroversy.

A proibição nos Estados Unidos (1965–1969)

Depois de uma turnê americana em 1965, a American Federation of Musicians negou permissão de trabalho ao grupo no país por cerca de quatro anos. A causa nunca foi explicada oficialmente, e as versões vão de uma queixa de uma promotora a brigas e ao comportamento da banda no palco. A turnê americana só recomeçou em outubro de 1969, depois de Ray Davies ir a Los Angeles, em abril, negociar o fim do veto.

Os álbuns sobre a Inglaterra (1966–1970)

Nesse período, o Kinks lançou Face to Face, em 28 de outubro de 1966, Something Else by the Kinks, em 15 de setembro de 1967, The Kinks Are the Village Green Preservation Society, em 22 de novembro de 1968, Arthur, em 10 de outubro de 1969, e Lola Versus Powerman and the Moneygoround, Part One, em 27 de novembro de 1970. Em 1966, Pete Quaife se acidentou e John Dalton tocou no lugar dele por um período; Quaife saiu de vez no início de 1969, e Dalton o substituiu em Arthur. O Disconecta contou por que Dave Davies diz que Arthur poderia ter sido o último álbum do grupo e quem foram a Roxanne do The Police e a Lola dos Kinks. O tecladista John Gosling entrou em 1970.

Os anos 1970: óperas-rock e volta ao rock (1971–1979)

A década trouxe Muswell Hillbillies, em 1971, Everybody’s in Show-Biz, em 1972, e as óperas-rock Preservation Act 1, de 16 de novembro de 1973, Preservation Act 2, de 1974, e Soap Opera, de 1975. Ray Davies passou a produzir quase todos os discos do grupo. Em seguida vieram Sleepwalker, em 1977, Misfits, em 19 de maio de 1978, e Low Budget, em 1979. Gosling saiu em 1978, Dalton, em 1976, e o baixista Jim Rodford e o tecladista Ian Gibbons entraram no fim da década. O Disconecta também lembrou a obra que Ray Davies não considera um verdadeiro álbum dos Kinks.

Come Dancing e o Hall of Fame (1980–1993)

Come Dancing, lançado em 19 de novembro de 1982, chegou ao 12º lugar no Reino Unido e ao 6º nos Estados Unidos, em 1983. Mick Avory deixou a banda em 1984, e o baterista Bob Henrit entrou. Em 1990, o Kinks entrou no Rock and Roll Hall of Fame, com apresentação de Graham Nash. O último álbum de estúdio, Phobia, saiu em 1993.

O fim da banda (1996–1997)

O Kinks deixou de tocar em 1996, e as fontes divergem entre 1996 e 1997 para o fim. A banda nunca anunciou a separação. Pete Quaife morreu em 23 de junho de 2010, aos 66 anos, de insuficiência renal; Jim Rodford, em janeiro de 2018, aos 76 anos; Ian Gibbons, em 1º de agosto de 2019, aos 67 anos; e John Gosling, em 4 de agosto de 2023, aos 75 anos.

Reunião que não acontece (2004–2026)

Ray Davies recebeu o título de comendador (CBE) em 2004 e foi incluído no Songwriters Hall of Fame em 2014. Em 2014 estreou o musical Sunny Afternoon, sobre a banda. Em 18 de dezembro de 2015, Ray subiu ao palco com Dave em Londres e os dois tocaram You Really Got Me, a primeira apresentação conjunta em quase 20 anos. Em 16 de março de 2017, ele foi condecorado cavaleiro no Palácio de Buckingham pelo príncipe de Gales, e passou a ser Sir Ray Davies. Em 2023, Ray disse que tinha cerca de 20 músicas quase prontas, com Dave e Mick Avory, e que a reunião estava nas mãos dos deuses. Em julho de 2026, uma exposição em Londres, com pinturas inspiradas no Kinks, reuniu Ray e Dave, e Dave disse que ‘nunca diga nunca’ para uma volta aos palcos. O Disconecta publicou que Dave Davies critica livro sobre a banda após encontrar erros e que Dave Davies sabia que o Oasis se reuniria, e lembrou a música dos Kinks que Paul McCartney queria ter composto. Até outubro de 2026, não há turnê, disco ou reunião anunciados.

O Kinks no Brasil

O Disconecta não encontrou registro de show do Kinks no Brasil, nem de Ray ou Dave Davies em carreira solo no país.

Perguntas frequentes sobre The Kinks

O que significa “The Kinks”?

O nome foi adotado em 1964 e vem de “kinky”, palavra do inglês que se refere a algo excêntrico ou fora do comum. Quem sugeriu o nome é contado de formas diferentes, e Ray Davies disse que nunca gostou dele.

Qual é a biografia da banda The Kinks?

O The Kinks se formou em Muswell Hill, no norte de Londres, no começo dos anos 1960, em torno dos irmãos Ray e Dave Davies, com Pete Quaife e Mick Avory. Estourou com You Really Got Me, em 1964, foi proibido de tocar nos Estados Unidos entre 1965 e 1969, lançou álbuns como Village Green e Arthur e deixou de tocar em 1996.

Quem são os integrantes do The Kinks?

Os fundadores foram Ray Davies, Dave Davies, Pete Quaife e Mick Avory. Depois passaram pela banda John Dalton, John Gosling, Jim Rodford, Ian Gibbons e Bob Henrit, entre outros. Quaife, Rodford, Gibbons e Gosling já morreram.

O Kinks tocou no Brasil?

O Disconecta não encontrou registro de show do Kinks no Brasil, nem de Ray ou Dave Davies em carreira solo no país.

Atualizado em 23 de outubro de 2026. Fontes: Wikipédia (português e inglês), Rock and Roll Hall of Fame, Songwriters Hall of Fame, KindaKinks, Gold Radio, NME, Variety, Louder, Stereogum, Scotsman e reportagens da imprensa especializada. Os fatos desta história precisam de revisão editorial.

Autor

  • Marcelo Scherer

    Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate da cultura física como host do podcast e newsletter Papo de Colecionador, dedicado a LPs e CDs. Além de assinar resenhas críticas no site, expande o debate musical no comando dos programas Disconecta na Rádio na Fm Cultura 107,7 de Porto Alegre/RS e Pôr do Som na Sintonia Fm 94.7 de Torres/RS.

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