Alice Cooper relembra riscos no palco e brinca que cobras pareciam atuar
Resumo
- ▪ • Alice Cooper destacou os riscos reais de seus adereços de palco, como guilhotinas e cordas de enforcamento.
- ▪ • O cantor revelou que precisou superar o medo de répteis e elogiou o comportamento de suas cobras em cena.
- ▪ • Cooper descartou vender os direitos de seu personagem e sugeriu a filha Calico como possível sucessora.
Alice Cooper relembrou detalhes de suas apresentações ao vivo e admitiu que sempre existe uma pequena chance de algo dar errado com os equipamentos cênicos. Guilhotinas, forcas e cobras fazem parte do repertório visual de suas turnês há décadas, mas o cantor reconhece que nenhum planejamento elimina totalmente o perigo.
Em entrevista a Anthony Mason, da CBS, o artista gesticulou para mostrar como a lâmina da guilhotina passa a poucos centímetros de seu pescoço. Ele destacou que a lâmina pesa cerca de 18 quilos, mas garantiu que domina a técnica. O mesmo cuidado se aplica à simulação de enforcamento, em que o mecanismo trava momentos antes do golpe fatal, embora exista uma margem mínima de falha.
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Cooper comparou a experiência à sensação de assistir a um equilibrista sem rede de proteção no circo, gerando a dúvida na plateia se algo inesperado pode acontecer naquela noite. Questionado sobre sentir medo, ele disse que confia no funcionamento do equipamento, mas pontuou que sempre há um por cento de chance de imprevistos.
O músico também relatou como superou o receio de répteis para incorporar esses animais ao espetáculo. Ao notar seu próprio susto ao ver uma pequena jiboia nos bastidores, ele percebeu a força da reação que o público teria diante de um animal maior. O vocalista brincou que alguns espécimes pareciam conscientes durante a apresentação, como uma serpente chamada Eva Marie, que se movimentava pelo seu corpo como se soubesse que estava em cena.
O veterano, que mantém a vitalidade aos 78 anos, também abordou o futuro de sua persona artística, um tema que se relaciona com momentos em que Alice Cooper reflete sobre o momento em que percebeu que não era seu personagem. Caso não consiga mais entregar a performance física adequada, ele afirmou que outra pessoa deveria assumir o papel, sugerindo sua filha Calico Cooper. Contudo, descartou a ideia de vender sua marca artística, como o Kiss fez em 2024, ressaltando que não precisa do dinheiro.
Por fim, ele explicou a razão pela qual a figura do palco nunca conversa de forma amigável com a plateia. O personagem foi concebido como um vilão distante e arrogante, evitando se aproximar do público para preservar sua aura misteriosa. As histórias de bastidores também integram os relatos de sua trajetória, como visto quando Alice Cooper lança autobiografia “Devil On My Shoulder”.


