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Bono diz que negociar com Trump em causas humanitárias seria “demais” para ele

5 min de leitura
Foto: Viviane Sassen
Foto: Viviane Sassen
Resumo
  • ▪ Bono disse ao The Guardian que negociar com o governo Trump em causas humanitárias seria "demais" para ele.
  • ▪ O músico comparou o cenário atual às negociações com Jesse Helms sobre o combate à AIDS e citou o congelamento do PEPFAR em 2025.
  • ▪ "Carnaval de Luz", novo álbum do U2, sai em 13 de novembro, e a turnê começa na Cidade do México em 23 de fevereiro de 2027.

Bono, vocalista do U2, afirmou que não se sente preparado para negociar com o governo de Donald Trump em pautas humanitárias. A declaração foi dada ao jornal The Guardian, às vésperas do lançamento de “Carnaval de Luz”, novo álbum da banda.

Ao longo da carreira, o músico usou sua visibilidade para defender populações mais vulneráveis. Ele fez campanha pelo fim da pobreza extrema e de doenças evitáveis com a ONE Campaign, arrecadou fundos contra a AIDS na África com a (RED) e pressionou políticos americanos a apoiar o financiamento de tratamentos de HIV/AIDS.

“É preciso sentir uma permissão para realizar certa tarefa, e senti-la espiritualmente”, disse Bono. “Você sente: acho que posso ajudar aqui.”

Ele contou que já recebeu convite da administração Trump, mas não se considera à altura. “Sei que não estou à altura disso, não tenho a habilidade de negociar com eles, é demais. Talvez seja melhor deixar isso para outra pessoa. Não sinto o chamado, é essa a palavra? Aquela coisa em que você acha que sabe o que fazer.”

A reportagem lembra as negociações bem-sucedidas de Bono com o senador republicano Jesse Helms, descrito pelo jornal como “um homófobo virulento”, que resultaram em apoio ao financiamento do combate à AIDS. Hoje, porém, os republicanos parecem ter uma postura mais rígida. Em 2025, o governo congelou inicialmente o financiamento da USAID e do Plano de Emergência do Presidente para Alívio da AIDS (PEPFAR).

“É um mundo novo”, admitiu o cantor. “Isto é diferente. Há um cheiro no ar, e todos tentamos discernir o que é. Há uma dança novinha e nós sabemos o nome dela. É um pouco… fascista. E exige uma resposta diferente.”

Sobre o tema, Bono já havia chamado os cortes do DOGE, de Elon Musk, de “inconcebíveis”.

“Carnaval de Luz” é o sucessor de “Songs Of Surrender” (2023), chega em 13 de novembro e já está em pré-venda. A banda também anunciou a turnê mundial “The Greatest Show on Earth”, que começa na Cidade do México em 23 de fevereiro de 2027.

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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