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Como o clássico ‘Don’t Stop Me Now’ deixou o Queen preocupado com Freddie Mercury

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Queen. DON GIBSON, Country Sänger, 70er. (by kpa/United Archives via Getty Images)
Foto: Queen. DON GIBSON, Country Sänger, 70er. (by kpa/United Archives via Getty Images)

Em 1979, o Queen lançou “Don’t Stop Me Now”, faixa integrante do álbum Jazz. Composta pelo vocalista Freddie Mercury, a canção alcançou status multiplatina e tornou-se um dos registros mais enérgicos da carreira do grupo, destacando versos emblemáticos sobre viver no limite sem nenhuma intenção de desacelerar.

Apesar da recepção positiva e do ritmo contagiante, a letra refletia o estilo de vida desenfreado que Freddie levava na época. O guitarrista Brian May confessou que, embora achasse a faixa divertida, não conseguia afastar a sensação de alerta. Em entrevista à Absolute Radio, o músico revelou os bastidores dos sentimentos da banda ao ouvirem a composição pela primeira vez:

“Achei muito divertida. Mas eu tinha um sentimento subjacente de: ‘Não estamos falando de perigo aqui?’. Porque estávamos preocupados com o Freddie naquele momento. Esse sentimento permanece, mas ela se tornou quase a faixa de maior sucesso do Queen no que diz respeito ao que as pessoas tocam no carro ou em casamentos. Virou uma faixa gigantesca e um hino para quem quer abraçar o hedonismo. Foi uma espécie de golpe de genialidade do Freddie.”

O baterista Roger Taylor também expressou sentimentos mistos em relação ao resultado final. Em conversa resgatada pelo Songfacts, Taylor comentou: “Não acho necessariamente que seja uma das nossas melhores canções. Mas adoro o sentimento de ‘Call me Mr. Fahrenheit’. É hilário e virou uma espécie de grito de guerra.”

Mesmo dividindo opiniões internas na época, “Don’t Stop Me Now” fincou raízes na cultura pop global. Ao longo das décadas, marcou presença em trilhas sonoras de produções cinematográficas, como Venom: A Última Rodada (2024), reafirmando a força do catálogo construído por Mercury e seus companheiros de banda.

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