Dave Mustaine reflete sobre o álbum “The Sick, the Dying… and the Dead!” e os desafios durante sua produção
Resumo
- ▪ Dave Mustaine detalha em seu novo livro de memórias, "In My Darkest Hour", os desafios enfrentados durante a produção do álbum "The Sick, the Dying… and the Dead!".
- ▪ O processo de gravação foi marcado pelo diagnóstico de câncer de Mustaine, a pandemia de Covid-19 e a demissão do baixista David Ellefson após o vazamento de vídeos.
- ▪ Steve DiGiorgio, baixista do Testament, regravou todas as linhas de baixo do álbum em cerca de duas semanas após a saída de Ellefson.
Em seu livro de memórias recém-lançado, “In My Darkest Hour: A Memoir”, o vocalista e guitarrista do Megadeth, Dave Mustaine, oferece uma perspectiva sobre os desafios enfrentados durante a produção do 16º álbum da banda, “The Sick, the Dying… and the Dead!” (2022). O período foi marcado por seu diagnóstico de câncer em 2019, a pandemia de Covid-19 e a polêmica envolvendo o baixista David Ellefson.
Mustaine descreve como a batalha contra o câncer mudou sua visão de mundo e como sua família, fé e determinação em manter o Megadeth ativo o ajudaram a focar. A gravação do álbum, que coincidiu com seu tratamento, sofreu interrupções devido à doença e à pandemia, que limitou as possibilidades de turnês e exigiu rigorosas precauções de segurança no estúdio.
O baterista Dirk Verbeuren também comenta sobre o período, relatando que gravou suas partes em maio de 2020, dirigindo de Los Angeles a Nashville para evitar voos e proteger Mustaine, que havia acabado de passar por tratamento contra o câncer. Ele menciona que a pandemia forçou a banda a trabalhar de forma mais isolada, diferente do que gostariam.
Na primavera de 2021, enquanto o mundo começava a se recuperar da Covid-19 e o álbum estava quase pronto, um novo problema surgiu. Em 10 de maio de 2021, vídeos sexualmente explícitos de David Ellefson vazaram online. A situação, que envolveu uma fã de dezenove anos, rapidamente viralizou, levando a banda a emitir um comunicado oficial e, posteriormente, a demitir Ellefson.
Mustaine explica que sua relação com Ellefson, que durava quase 40 anos, já estava desgastada por atritos passados, incluindo um processo judicial em 2004. Embora tivessem feito as pazes em 2010, a confiança foi abalada. O escândalo acelerou a decisão de desligar Ellefson do Megadeth.
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A demissão de Ellefson exigiu que todas as suas linhas de baixo fossem removidas e regravadas. Para essa tarefa, o Megadeth recrutou Steve DiGiorgio, baixista do Testament. Mustaine elogia DiGiorgio, que aprendeu e regravou mais de uma dúzia de faixas em aproximadamente duas semanas, demonstrando sua habilidade e profissionalismo. Mustaine deixou claro que era um trabalho de curto prazo, sem intenção de tirá-lo permanentemente do Testament.
(Via: Rolling Stone Brasil)



