Diddy é condenado a pagar US$ 477 mil à NBC após perder processo
Resumo
- ▪ • Justiça de Nova York ordena que Sean "Diddy" Combs pague quase meio milhão de dólares em honorários à NBCUniversal.
- ▪ • Processo de US$ 100 milhões movido pelo rapper contra o documentário "Diddy: The Making of a Bad Boy" foi arquivado.
- ▪ • Artista segue detido cumprindo pena de 50 meses e enfrenta problemas financeiros com advogados em outros casos.
A juíza Phaedra F. Perry-Bond, do Supremo Tribunal de Nova York, determinou que Sean “Diddy” Combs pague US$ 477.700,50 em honorários advocatícios à NBCUniversal, à Peacock e à produtora Ample Entertainment. O rapper havia processado as empresas em fevereiro de 2025 cobrando US$ 100 milhões, mas a ação foi arquivada em abril de 2026, segundo a People.
A disputa judicial começou por conta do documentário “Diddy: The Making of a Bad Boy”, lançado pelo serviço Peacock em janeiro de 2025. O filme reunia entrevistas com pessoas que acusavam o empresário de abuso sexual e relatos de ex-associados, incluindo o cantor Al B. Sure!, que levantou suspeitas sobre a morte de Kim Porter. A defesa de Combs argumentou que o documentário o ligava a mortes, crimes sexuais e tráfico de menores sem respaldo em fatos.
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O processo foi arquivado com base na lei anti-SLAPP do estado de Nova York, criada para proteger o trabalho jornalístico e conter ações judiciais sem base destinadas a coagir a imprensa. O tribunal avaliou que a NBCUniversal cumpriu práticas jornalísticas ao destacar que o artista negava as acusações e que os depoentes tinham desavenças particulares com ele.
Inicialmente, a NBCUniversal solicitou US$ 990.292 pelo reembolso de despesas jurídicas. A magistrada responsável, entretanto, cortou mais de US$ 512 mil do pedido inicial por entender que certas horas cobradas eram irrazoáveis, determinando o valor final de US$ 477 mil. O porta-voz do músico, Juda Engelmayer, destacou que a corte cortou mais da metade da reivindicação original da emissora.
Atualmente, Combs está preso na penitenciária federal FCI Fort Dix, em Nova Jersey, cumprindo 50 meses de reclusão após ser condenado por dois crimes relacionados à organização de encontros sexuais remunerados. Sua previsão de liberação está marcada para março de 2028. Em paralelo, dezenas de ações civis continuam abertas contra o artista, que nega a totalidade das alegações.


