Eloy Casagrande conta que “Arsenal”, do Slipknot, nasceu de uma música de Corey Taylor
Resumo
- ▪ Eloy Casagrande terminou de gravar todas as baterias do oitavo álbum do Slipknot, cerca de 10 dias antes da entrevista.
- ▪ Segundo ele"Arsenal", lançada em setembro, nasceu de uma música de Corey Taylor, com riffs escritos por Jim Root.
- ▪ O baterista diz que o disco terá sons "100% reais", gravados sem punch-ins e com poucas edições.
O baterista Eloy Casagrande afirmou que “Arsenal”, single-surpresa do Slipknot lançado em setembro, partiu de uma composição de Corey Taylor. Ele também revelou que já terminou de gravar todas as baterias do oitavo álbum de estúdio da banda.
A conversa foi ao ar no The Downbeat Podcast, apresentado por Craig Reynolds, ex-baterista do Stray From The Path. Segundo Casagrande, as gravações terminaram cerca de uma semana ou 10 dias antes da entrevista. “Eu acabei de gravar as baterias, então todas estão gravadas. Estão prontas”, disse. A banda trabalha no disco com o produtor Matt Wallace (Faith No More, Mushroomhead), e o guitarrista James Root tem comentado o processo nas redes sociais.
Será o primeiro álbum de Casagrande desde que ele entrou no Slipknot, em 2024. De acordo com o músico, o trabalho começou no fim de 2025, com troca de riffs e levadas entre ele e Jim Root. Em fevereiro ou março, os dois passaram a tocar juntos em estúdio, ao lado de Clown, em jams de três ou quatro horas por dia. Depois, a banda inteira se reuniu para tocar, e o material gravado serviu de base para as músicas.
Sobre “Arsenal”, ele foi direto: “Essa é uma música do Corey Taylor. Ele me mandou no começo do ano, e o Jim escreveu os riffs. Ela não saiu de uma jam”.
Casagrande disse que mudou praticamente toda a bateria, que era bastante básica na versão original. No início, tentou respeitar o que Corey havia enviado. Durante as jams no estúdio com Clown e Matt Wallace, porém, a faixa voltou à mesa, e Clown sugeriu deixar a bateria mais interessante. A ideia era torná-la mais agressiva e hipnótica. Ele só definiu o que tocaria no dia da gravação, e o single foi registrado em uma única passada, no fim da tarde e começo da noite.
O baterista contou que busca o mesmo método no álbum novo: tocar as músicas inteiras, sem overdubs nem punch-ins. “Eu quero tocar direto”, afirmou. Para ele, as faixas serão “100% reais”, com a imperfeição de uma pessoa tocando. Casagrande lembrou que já deu aulas em São Paulo e que muitos alunos acham que a perfeição ouvida em discos de bandas novas de metal é a realidade. Ele contou que gravava cada música cinco, seis ou sete vezes e escolhia a melhor, às vezes juntando metade de uma tomada com metade de outra, mas sem punch-ins.
Ele fez o comentário num contexto em que Clown já defendeu abertamente o uso de inteligência artificial. Corey Taylor, por sua vez, havia descrito “Arsenal” como “uma experiência esmagadora”.
Após o fim do contrato com a Roadrunner Records, o Slipknot voltou a se associar à gravadora e à Atlantic Records para lançar o selo próprio (sic)est Records. O disco chega sob maior atenção, já que o DJ Sid Wilson foi demitido neste ano e Craig “133” Jones deixou a banda em 2023.
Os comentários foram transcritos pelo Blabbermouth.net. Em outra fala, Casagrande disse que o novo álbum do Slipknot está sendo feito sem pensar em negócios.