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Gene Simmons fala sobre o que esperar do documentário “Kiss: End of the Road”

5 min de leitura
Kiss
Foto: Kiss — Foto: Divulgação
Resumo
  • ▪ Gene Simmons falou sobre o documentário "Kiss: End Of The Road", que estreia em 19 de novembro no site da banda.
  • ▪ A transmissão especial custa US$ 14,99, e quem for ao KISS Kruise em Las Vegas verá o filme antes.
  • ▪ O filme tem direção de DJ Viola e produção de Pophouse e Mercury Studios.

Gene Simmons, baixista e vocalista do Kiss, falou sobre o documentário “Kiss: End Of The Road” em entrevista ao programa “The Hill With Blake Burman”, da NewsNation. O filme chega em 19 de novembro, primeiro no site oficial da banda, com tecnologia de streaming da Kiswe, e depois em outras plataformas.

A produção é uma parceria da Pophouse com a Mercury Studios. A direção é de DJ Viola (“Terror In The Woods”), e a produção é de Leslie Greif, da Big Dreams Entertainment e da Elemeno Productions.

Perguntado sobre o que os fãs vão ver, Gene resumiu a trajetória do grupo: “O Kiss é uma banda muito peculiar. Éramos quatro desajustados das ruas de Nova York, sem currículo, sem plano, sem experiência, sem nada. Tivemos uma ideia estranha: ‘Vamos montar a banda que nunca vimos no palco’. Porque todos nós ficávamos cansados de ver artistas que parecem estar fazendo um favor ao público. Eles olham para os sapatos.”

Ele continuou: “Queríamos exagero, e diziam: ‘Essa banda faz um espetáculo de si mesma’. Com certeza fazemos. Em todo show, damos ao público o que ele pagou. E, quando as pessoas ainda compravam álbuns, o Kiss se tornou o grupo americano com mais discos de ouro da história. Isso inclui duplas.” Gene acrescentou que a banda nunca apostou nos singles: “Tivemos alguns que estouraram, mas sempre foi sobre os shows ao vivo”.

Sobre o motivo de registrar a turnê de despedida, o músico disse que os fãs são fervorosos e citou a Pophouse, empresa que comprou o Kiss. Ele comparou a saída dos palcos ao trabalho de um fruticultor: “Os espertos sabem a hora de colher. Se é cedo demais, a fruta está azeda; se é tarde demais, apodrece”.

“Você tem que saber a hora de sair do palco com elegância e orgulho”, afirmou. Gene descreveu o esforço dos shows, com fogo, voo, 50 a 70 libras de armadura e botas plataforma de sete polegadas por duas horas. “É exaustivo. Tenho 77 anos agora, e olha, estou ótimo. Mas você precisa respeitar os fãs o bastante para saber a hora de sair.”

Ele disse que a Pophouse comprou a maquiagem e as publicações, e que a banda segue participando das atividades, entre elas um show de avatares e o documentário, que vai “até o início do tempo do Kiss”.

A estreia será em uma transmissão ao vivo especial no site da banda, com acesso a US$ 14,99 para quem se cadastrar. Quem estiver no “KISS Kruise: Land-Locked In Vegas”, de 13 a 15 de novembro, no Virgin Hotels Las Vegas, terá a primeira chance de ver o filme.

O Kiss fez seus dois últimos shows em dezembro de 2023, no Madison Square Garden, em Nova York. O último, em 2 de dezembro de 2023, foi transmitido em pay-per-view. A turnê “End Of The Road” começou em janeiro de 2019 e foi pausada em 2020 por causa da pandemia de Covid-19. Ela foi anunciada em setembro de 2018, após a banda tocar “Detroit Rock City” no “America’s Got Talent”.

No início de 2024, o Kiss vendeu todo o catálogo musical, a imagem e a marca à empresa sueca Pophouse Entertainment. Uma cinebiografia, um show de avatares e uma experiência temática estão em desenvolvimento, com Simmons e Paul Stanley em papéis centrais.

A formação da turnê tinha Stanley e Simmons, ao lado do guitarrista Tommy Thayer e do baterista Eric Singer. O Kiss foi criado em 1973 por Stanley, Simmons, o guitarrista Ace Frehley e o baterista Peter Criss, e entrou no Rock And Roll Hall Of Fame em 2014. Frehley morreu em outubro de 2025, aos 74 anos, após uma queda em casa, em Nova Jersey.

Autor

  • Marcelo Scherer

    Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate da cultura física como host do podcast e newsletter Papo de Colecionador, dedicado a LPs e CDs. Além de assinar resenhas críticas no site, expande o debate musical no comando dos programas Disconecta na Rádio na Fm Cultura 107,7 de Porto Alegre/RS e Pôr do Som na Sintonia Fm 94.7 de Torres/RS.

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