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Hayley Williams é citada como exemplo por pagar royalties a quem desenha seu merch

5 min de leitura
Hayley Williams em Nova York, 15 de dezembro de 2025
Hayley Williams em Nova York, 15 de dezembro de 2025 — Foto: Taylor Hill/Getty Images for Ally Coalition
Resumo
  • ▪ Stephanie O’Byrne diz que Hayley Williams criou um novo precedente ao pagar designers de merch.
  • ▪ Designers costumam receber no máximo US$ 500 por estampa, segundo a ilustradora, com pagamento em até 60 dias.
  • ▪ Hayley paga royalties além do valor fixo a quem desenhou o merch das turnês de "Ego Death at a Bachelorette Party".

A ilustradora e designer Stephanie O’Byrne afirmou que Hayley Williams “estabeleceu um novo precedente” ao pagar de forma justa os criadores das estampas de seu merchandising. O comentário veio em um vídeo explicativo publicado no Instagram, em que ela detalha as condições comuns do setor.

Segundo O’Byrne, designers de merch costumam ter de entregar ao menos duas ou três artes finalizadas para a gestão do artista ou para a empresa de merchandising que encomenda o trabalho. Cada envio rende em média entre US$ 0 e US$ 250, e o pagamento leva de 30 a 60 dias para cair na conta.

Quando as ideias são apresentadas ao artista, ainda há uma taxa de aprovação de US$ 150 a US$ 250. No total, o valor por uma única estampa costuma ficar em no máximo US$ 500.

“Um músico jamais venderia todos os direitos do seu trabalho por US$ 500. Por que se espera isso de designers?”, questionou a ilustradora.

Como contraponto, ela citou as turnês solo de Hayley Williams com o álbum “Ego Death at a Bachelorette Party”. De acordo com O’Byrne, a vocalista do Paramore paga royalties aos fãs e amigos que desenharam seu merch, além do valor fixo. O modelo é semelhante ao de receitas de streaming, pelo qual compositores são remunerados.

“Uma estampa de US$ 500 que gera dezenas de milhares, às vezes milhões de dólares em lucro não é normal. É exploração”, concluiu. Na legenda, ela escreveu: “Espero que, ao termos mais conversas desconfortáveis, possamos levar a indústria a um futuro mais justo para TODOS os artistas”.

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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