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Creedence Clearwater Revival e os 55 anos de “Bayou Country”

O Creedence Clearwater Revival já passava por uma luta de 10 anos quando Susie Q era lançada. Lembrando que o álbum chegou até a 52ª posição das paradas da Billboard.

Contudo, o sucesso viria a bater na porta, violentamente. Em contrapartida, o grupo já seguia descontente com John Fogerty assumindo o controle da banda em todos os níveis. Com Bayou Country, enquanto todos da banda queriam escrever, cantar e fazer arranjos. A solução viria com o líder voltar ao básico, sozinho, o que resultaria no nascimento do chamado Swamp Rock.

Bayou Country conta com uma das músicas mais emblemáticas na história do Creedence Clearwater Revival: Proud Mary.

John escreveu a faixa em apenas dois dias após ser dispensado da Guarda Nacional, e ela chegou até a segunda posição na parada de singles. Ademais, no início da canção, “I left a good job in the city”, viria deste caso, além de que “Rollin’ on the river” seria de um filme de Will Rogers. Além disso, há a alusão da Quinta Sinfonia de Beethoven nos acordes iniciais da peça e o riff de Proud Mary.

Além disso, em uma tentativa de imitar Steve Cropper, guitarrista do Booker T. & The MGs, a canção recebeu aclamação e foi reinterpretada por Solomon Burke e Ike e Tina Turner.

Composição

Em entrevista para a Rolling Stone, em 1969, Bob Dylan diria que era a sua música favorita do ano.

Eu sentava no meu pequeno apartamento – que era muito esparso – e olhava para a parede. Então, foi assim que escrevi. Eu ficaria olhando para ele a noite toda. Não havia nada pendurado na parede, porque eu não tinha dinheiro para pinturas. Era apenas uma parede bege. Era uma lousa em branco, uma tela em branco. Mas também foi emocionante. Eu poderia ir a qualquer lugar e fazer qualquer coisa porque era um escritor. Eu estava evocando aquele lugar no fundo da minha alma que era eu.

Em 2013, Fogerty explicou a Lynne Margolis do American Songwriter que concebeu a pantanosa abertura do álbum, Born On The Bayou no mesmo cenário

E é meio da noite, estou olhando para minha parede em branco e basicamente entrando em outra dimensão – o que quer que você faça quando está meditando – e todo aquele som, aquele toque, o som do meu amplificador estava pegando eu ali, e naquele exato momento, não sei se tinha escrito primeiro num pedaço de papel, mas esbarrou no meu cérebro com a frase, “Born on The Bayou”. Logo, puxei tudo que eu sabia disso, o que não era muito porque eu não morava lá. Foi tudo através da mídia. Eu adorei um filme antigo chamado Swamp Fever , e todas as outras informações do Southern Bayou que entraram na minha imaginação desde o momento em que nasci, tudo meio que colidiu naquela meditação sobre aquela música. E eu sabia que aquele som e aquela história andavam juntos. Eu não posso te dizer por quê.

Claro que as duas principais faixas do álbum merecem toda a luz possível. Contudo, não deve-se deixar de lado Good Golly Miss Molly , tão estrondosa quanto, versão do clássico de Little Richard e Keep On Chooglin, utilizada diversas vezes para terminar o set dos shows do grupo.

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