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George Harrison calmo e caseiro em seu álbum de 1979

George Harrison lançava no dia 20 de fevereiro de 1979 seu auto intitulado e oitavo álbum da carreira.

Escrito um ano antes, em um período doméstico, onde o ex-beatle se casava com Olivia Arias e marcado também pelo nascimento de Dhani, George Harrison mostra o quanto seu relaxamento estava no auge. Desde reflexões da produção artística, em que esteve afastado há três anos, que você pode conferir na faixa Faster. O disco ainda traz inspiração nos campeões de F1 Nikki Lauda, Jody Scheckter e Emerson Fittipaldi em Blow Away. ​​

Com Russ Titelman na co-produção, ainda tem o peso das participações especiais de Steve Winwood, Neil Larsen, Willie Weeks, Andy Newmark, Eric Clapton e Gary Wright.

George Harrison – principais faixas

Extremamente amoroso é como abre o álbum. Love Comes To Everyone, reflete o contentamento da vida pessoal de Harrison, como dito no início do texto. Contudo, apesar da qualidade, da intimidade e do refrão chiclete, não se tornou um sucesso.

Not Guilty é a faixa mais antiga do álbum, já que foi escrita em 1968, após o curso de Meditação Transcendental dos Beatles na Índia. A letra é a resposta de Harrison à recriminação que recebeu de Lennon e McCartney após o desentendimento público do grupo com Maharishi Mahesh Yogi.

Aliás, falar deste álbum e não mencionar Here Comes The Moon é um sacrilégio. E sim, é dada como uma continuação de Here Comes The Sun. Só mudou o horário.

Blow Away, lançada como single em quatro dias antes do lançamento do álbum, marca como sendo simples. Escrita em um dia chuvoso, surgiu após sentimentos de frustação e inadequação resultantes de um vazamento no telhado de sua casa. Uma goteira acabou gerando uma das faixas mais lembradas de sua discografia. Segundo o próprio George, transformou a experiência em pensamento positivo, raciocinando que se procurasse ser otimista ao expressar amor, o problema diminuiria em importância. Mais tarde, ele disse que escreveu “Blow Away” como uma música que Niki Lauda, Jody Scheckter, Emerson Fittipaldi e outros da “gangue” da F1 poderiam gostar.

Contudo, vale ressaltar o quanto a metamorfose de Harrison entra em uma fase de extrema simplicidade. De All Things Must Pass até Thirty Three & ⅓, a angústia, a busca, a paz, as brigas e os processos, com um certo ar de Monty Python, George Harrison parece finalmente encontrar a calmaria que tanto desejava desde que os Beatles estavam decidindo parar de fazer turnês.

E que descanso merecido.

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