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Os 45 anos de “Overkill”, o segundo do Mötorhead

Overkill chega na sua marca de 45 anos e continua sendo uma extrema influência e um clássico na discografia do saudoso Mötorhead!

O primeiro deles a ser lançado pela Bronze Records, é constantemente lembrado em listas quando o assunto é heavy metal.

Do mesmo modo, o disco é marcante do início ao fim, e ainda em um ano em que havia sido lançado Highway To Hell do ACDC e London Calling do The Clash, a mitologia do Heavy Metal estava mais do que acima da crista da onda.

Levados ainda como a imagem da maldade, com o cigarro pendurado na boca e o cabelo sujo voando e gritando, o que na verdade é o rosnado profundo e rouco de palavras desconexas de Lemmy, Overkill dá aquela sensação de que os pulmões de Lemmy são infestados do fumo excessivo.

Como a maioria das músicas da banda, as letras não são nada além de poemas festeiros. Exemplo das primeiras linhas de da faixa-título:

A única maneira de sentir o barulho é quando está bom e alto,
Tão bom que você não consegue acreditar que está gritando com a multidão”

Ademais, vamos lembrar que Lemmy nunca prometeu ser um mestre letrista. O intuito é fazer o bom e velho rock n’ roll. E está mais do que correto, se encaixando perfeitamente.

Em seguida, com acordes progressivos, Stay Clean segue o padrão de qualidade Mötorhead em apenas 2 minutos e 40 segundos. A eficácia da banda não vinha apenas de suas música, mas é a pulsação bombástica que o grupo parece ser o total criador.

Aliás, vamos pensar: A estrutura musical do grupo não vem das letras e sua sonoridade, que parecem ser totalmente iguais. Tudo isso vem de Lemmy. Não é qualquer guitarra berrando. É Fast Eddie.

Faixa a Faixa de Overkill

Deste modo, afirmo que é desnecessário falar sobre o álbum, sobre faixa a faixa, devido à sua estrutura igualitária.

Contudo, o Mötorhead atualmente segue uma linha nostálgica, divertida com sua simplicidade crua, individualista e atraente.

Finalizando, são nas veias de Overkill que o heavy metal encontra-se em sua fase mais pura e polida. Afinal, se há um vice-presidente para o primeiro álbum do Sabbath e seu peso, o candidato perfeito encontra-se no segundo trabalho do grupo.

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