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Roxy Music e seu “Manifesto” artístico faz 45 anos

O Roxy Music alcançava mais uma vez as paradas no dia 16 de março de 1979. O seu Manifesto, o sexto trabalho de estúdio do grupo chegava após um hiato de quase três anos.

Com Thrash e Dance Away, a que teve mais sucesso e foi retirada do primeiro lugar por Sunday Girl do Blondie, entregava a capa icônica de diversos manequins. Além disso, a sua criação veio da mente de Bryan ferry, o estilista Antony Price e a atriz Hillary Thompson, e com a tipografia inspirada na revista Blast.

Fora do tradicional “Lado A, Lado B”, o trabalho vinha curiosiamente rotulado como East Side e West Side.

Abrindo com a faixa título, passando por Thrash, Angel Eyes e Still Falls The Rain, o disco é uma tentativa de como fazer com que a sua forma e conteúdo possam corresponder ao sentimento interno. O motivo vem de Ferry e seu dilema pessoal de suas escolhas mais ínfimas como “usar couro no dia de hoje ou jeans?” ou até “mulheres que ousam ou que se importam?”. Como uma gigante fase esquizofrênica, cada “side” do álbum sustenta seu sentido diferente um do outro.

Enquanto “West Side” segue descontraído e agradável, o “East Side” é uma dificuldade, até por mostrar uma visão distante de Ferry.

Deste modo, mesmo não sendo tão lembrado quanto Siren, Country Life e For Your Pleasure, tem seus momentos descarados. É um trabalho onde Ferry não quer negociar, murmura as letras dando a alusão de que “só nós podemos ouvi-lo”. É um som vivo para uma história silenciosa.

Apesar de tudo, caloroso, com refrões alegres e harmonias maravilhosas, não há como se desconcertar com as suas estranhezas.

Deste modo, posso afirmar: O manifesto é contraditório, mesmo não sendo contraditório. Deu para entender? Não? Ferry acertou em cheio então.

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