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James Hetfield diz que Tony Iommi foi o guitarrista que mais o inspirou

5 min de leitura
James Hetfield e Kirk Hammett, do Metallica, em show em Melbourne, em 2025
Foto: 4TheWynne / Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0
Resumo
  • ▪ James Hetfield, do Metallica, disse que Tony Iommi, do Black Sabbath, foi sua maior inspiração como guitarrista.
  • ▪ Hetfield elogiou a forma como Iommi constrói músicas a partir de um riff central, citando "Children of the Grave".
  • ▪ O vocalista já havia mencionado a importância do Black Sabbath em sua formação musical em entrevista de 1992.

James Hetfield, vocalista e guitarrista do Metallica, elogiou Tony Iommi, do Black Sabbath, durante o episódio mais recente do programa “James Hetfield’s Riff Life”, exibido pela rádio Maximum Metallica, da SiriusXM.

“Tony Iommi é o mestre dos riffs, na minha opinião, e é o guitarrista que mais me inspirou, tanto na minha forma de tocar guitarra rítmica quanto na composição”, afirmou Hetfield.

Ao comentar “Children of the Grave”, do Black Sabbath, o músico destacou a maneira como Iommi constrói a música a partir de um riff central.

“Todos começam a música juntos com o mesmo riff. Basicamente, Tony improvisa em cima desse riff, entra com os acordes poderosos, o que dá o tom à música”, explicou.

Hetfield também chamou atenção para a bateria sobreposta utilizada na gravação, que, segundo ele, ajuda a reforçar a percussão do riff. O guitarrista ainda mencionou os sons de guitarra que aparecem no final da faixa, descritos por ele como “fantasmagóricos”.

O programa “James Hetfield’s Riff Life” apresenta o músico compartilhando riffs, bandas e artistas que o influenciaram ao longo da carreira. Um novo episódio estava programado para ir ao ar às 18h, no horário do leste dos Estados Unidos, com disponibilidade posterior no aplicativo da SiriusXM.

Em uma entrevista à revista Guitar World, em 1992, Hetfield já havia falado sobre a importância do Black Sabbath em sua formação musical. Ele contou que descobriu a banda enquanto procurava discos na coleção de seu irmão mais velho.

“As capas dos álbuns me atraíram muito. Pensei imediatamente: ‘Preciso ouvir isso’. E quando ouvi, não acreditei. Foi tipo: ‘Uau! Pesado pra caramba’”, relembrou.

Na mesma entrevista, Hetfield afirmou que o Black Sabbath representava uma ruptura com o espírito predominante dos anos 1960. “A música deles era tão legal porque era completamente anti-hippie”, declarou.

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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