Jim Bakker morre aos 86 anos; televangelista inspirou músicas de Ozzy Osbourne, Iron Maiden e Genesis
Resumo
- ▪ • O ex-televangelista Jim Bakker morreu aos 86 anos de causas não reveladas.
- ▪ • Ele foi condenado em 1989 por fraudar seguidores em pelo menos 158 milhões de dólares.
- ▪ • Seus escândalos inspiraram faixas críticas de Ozzy Osbourne, Genesis, Iron Maiden e Black Sabbath.
O ex-televangelista Jim Bakker morreu aos 86 anos em 5 de outubro, vítima de causas não divulgadas, conforme noticiado pelo The New York Times. Um dos pregadores mais populares da televisão durante a década de 1980, ele teve a trajetória marcada por condenações judiciais e controvérsias que chamaram a atenção de diversos compositores do rock.
A carreira televisiva de Bakker ruiu formalmente em 1989, quando a Justiça o condenou por aplicar fraudes que somaram ao menos 158 milhões de dólares contra fiéis, quantia que incluía o desvio de 3,7 milhões de dólares para despesas pessoais. Ele também enfrentou diversas acusações de conduta sexual inadequada, incluindo o estupro denunciado por Jessica Hahn, caso que ele negou após pagar 279 mil dólares pelo silêncio da mulher. Inicialmente sentenciado a 45 anos de prisão, pena reduzida mais tarde para oito anos, Bakker foi solto em 1995 após cumprir cinco anos em regime fechado.
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Os escândalos envolvendo Bakker e outros líderes religiosos mudaram as leis de transmissão nos Estados Unidos e forneceram farto material lírico para bandas de destaque. Em 1991, o Genesis satirizou o comportamento dos pregadores eletrônicos no single “Jesus He Knows Me”, abordando diretamente temas de infidelidade conjugal e hipocrisia financeira.
O Iron Maiden também explorou as controvérsias do televangelismo na faixa “Holy Smoke”, lançada em 1990. Na ocasião, o vocalista Bruce Dickinson declarou publicamente que a composição tratava de pastores de TV e das mentiras contadas por eles.
Dois anos antes, Ozzy Osbourne abordou o assunto na faixa “Miracle Man”, direcionada tanto a Bakker quanto a Jimmy Swaggart. Em conversa com a revista Uncut, o vocalista relembrou que esses líderes costumavam criticar seus discos e chamá-lo de Anticristo, mas que os desfechos revelaram que nenhum deles era santo.
Em 1992, o Black Sabbath comandado por Ronnie James Dio também condenou o comércio religioso na faixa “TV Crimes”. Bakker ainda figurou em faixas de outros projetos, como The Mavericks na canção “The End of the Line (Jim Bakker)”, Sam Kinison em “The Story of Jim (Bakker)” e Jeremy Messersmith na faixa intitulada “Jim Bakker”. O ex-pastor retornou às transmissões em 2003, focando em temas apocalípticos e vendas de suprimentos para sobrevivencialistas.


