Johnny Marr lança “The Age of Everything” e comenta retorno ao Brasil após 11 anos
Resumo
- ▪ Guitarrista lançou seu quinto álbum solo de estúdio com dez faixas inéditas testadas ao vivo.
- ▪ Músico destacou a influência mútua com Andy Rourke e a inspiração urbana em Londres.
- ▪ Retorno aos palcos brasileiros ocorre em São Paulo com repertório solo e faixas clássicas.
Johnny Marr lançou o seu quinto álbum solo, intitulado “The Age of Everything”. O trabalho traz dez faixas inéditas que sucedem o projeto “Fever Dreams Pts 1-4”, disponibilizado em 2022. Definido pelo próprio guitarrista como o registro mais catártico de sua trajetória recente, o disco explora a sobrecarga gerada pelo avanço tecnológico e a dinâmica da vida urbana.
Para conceber as faixas, o músico testou a maior parte do repertório diretamente nos palcos antes de entrar no estúdio de gravação. Durante uma turnê pelos Estados Unidos, o grupo chegou a tocar oito das dez faixas inéditas diante do público. De acordo com Johnny Marr, esse método direto permitiu ajustar versos e definir títulos antes do registro definitivo, facilitando o entrosamento rítmico do baixo e da bateria nas gravações finais.
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A vivência em Londres serviu de base direta para as composições. Músicas como “All in a Life” surgiram durante deslocamentos de metrô, absorvendo referências ao cotidiano metropolitano, monitores de segurança e caixas eletrônicos. Já a faixa “It’s Time” foi elaborada durante corridas pelas ruas da capital britânica, refletindo a atmosfera visual da cidade.
Durante o processo criativo, as linhas de baixo ganharam papel central. O guitarrista relembrou a convivência próxima com o baixista Andy Rourke desde a adolescência nos anos de The Smiths, destacando que o desenvolvimento instrumental dos dois aconteceu de forma integrada. Marr afirmou que mantém essa referência de diálogo entre as cordas em suas produções solo, embora ressalte que nunca conseguiria replicar o estilo imprevisível do antigo companheiro de banda. Em outros momentos de sua carreira, o músico também avaliou que [o riff que Johnny Marr considera o melhor de sua carreira nos Smiths](https://disconecta.com.br/johnnh-marr-riff-preferido-the-smiths/) nasceu dessa sintonia única com os instrumentos.
O artista também comentou sua relação com o passado e garantiu que não busca rivalizar com os trabalhos de quatro décadas atrás, afirmando que não se compete com a mitologia. Marr prefere avaliar sua produção em comparação direta com artistas contemporâneos e nomes que admira na música atual, citando referências que vão de Franz Ferdinand, Gorillaz e Modest Mouse até a cantora pop Charli XCX.
O público brasileiro poderá conferir essas canções ao vivo no dia 24 de novembro, quando Johnny Marr se apresenta no Tokio Marine Hall, em São Paulo. O concerto marca sua primeira apresentação solo no país após 11 anos, sucedendo as participações em festivais realizadas em 2014 e 2015. O repertório da apresentação deve mesclar as novas composições a faixas de sua carreira com o Electronic e clássicos de sua trajetória.


