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Josh Homme admite possibilidade de voltar a tocar com Kyuss e Them Crooked Vultures

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Josh Homme. Crédito: Daniel Lob/Getty Image
Foto: Josh Homme. Crédito: Daniel Lob/Getty Image

Josh Homme está aberto à possibilidade de voltar a tocar com duas bandas importantes de sua trajetória: Kyuss e Them Crooked Vultures. Em entrevista ao Heavy Consequence, o vocalista e guitarrista do Queens of the Stone Age demonstrou interesse em retomar os projetos, embora reconheça que cada um apresenta obstáculos diferentes.

Homme começou sua carreira no Kyuss, banda de stoner rock da Califórnia da qual fez parte entre 1987 e 1995. Anos depois, em 2009, formou o Them Crooked Vultures ao lado do baterista Dave Grohl, do Foo Fighters, e do baixista John Paul Jones, conhecido por seu trabalho no Led Zeppelin. O grupo lançou seu álbum de estreia em 2009 e encerrou suas atividades regulares após uma breve trajetória, embora tenha voltado a se apresentar em 2022.

Them Crooked Vultures depende de Dave Grohl

Quando questionado sobre a possibilidade de uma nova reunião do Them Crooked Vultures, Homme deixou claro que gostaria de voltar ao estúdio e aos palcos com os antigos companheiros. Segundo ele, tanto Jones quanto Grohl também demonstrariam interesse, mas a iniciativa precisaria partir do baterista do Foo Fighters.

“Eu adoraria fazer isso de novo, e sei que Jones também gostaria, e sei que Dave também gostaria. Vou colocar toda a responsabilidade no Dave. Não cabe a mim reunir a gente. Esse é o trabalho do Dave”, afirmou.

Homme também ressaltou que a experiência de tocar com músicos de trajetórias tão diferentes foi especial. “No fim das contas, é muito legal poder fazer algo assim, então é difícil não querer fazer mais”, acrescentou.

O Them Crooked Vultures lançou apenas um álbum de estúdio, homônimo, em novembro de 2009. O disco recebeu reconhecimento da crítica e venceu o Grammy de Melhor Performance de Hard Rock pela música “New Fang”, em 2011. Uma nova reunião permitiria aos três músicos retomar um projeto que permanece com uma discografia enxuta, mas que ainda desperta interesse entre os fãs.

O passado com o Kyuss torna uma reunião mais delicada

A situação é diferente quando o assunto é o Kyuss. Homme integrou a banda durante sua fase mais importante, participando de álbuns como Wretch (1991), Blues for the Red Sun (1992) e Welcome to Sky Valley (1994). O grupo encerrou suas atividades em 1995, e o guitarrista seguiu em frente com a criação do Queens of the Stone Age.

Em 2010, antigos integrantes do Kyuss começaram a se apresentar sob o nome Kyuss Lives!, projeto que posteriormente enfrentou uma disputa judicial. Em 2012, Homme e o ex-baixista Scott Reeder processaram os antigos companheiros por questões relacionadas ao uso do nome. O conflito tornou uma eventual reunião da formação histórica um assunto mais complicado.

Ao comentar a possibilidade de voltar a tocar com o grupo, Homme demonstrou preocupação com a maneira como uma nova tentativa poderia afetar a memória que guarda daquele período.

“Penso muito nisso porque houve um momento em que o legado da banda foi prejudicado por causa de… bem, não há necessidade de entrar em tudo isso. O principal deveria ser a música. O resto não importa”, declarou.

O músico reconheceu que, apesar de sua resistência histórica a reuniões, ainda considera a hipótese. Parte dessa hesitação está ligada à importância pessoal que atribui aos anos de formação da banda, quando os integrantes ainda eram adolescentes e começavam a descobrir seus caminhos musicais.

“Sempre tive essa coisa de: nada de reuniões, nada de continuações. Tenho lembranças muito bonitas de nós apenas sendo crianças e crescendo juntos”, explicou.

Homme também destacou que a permanência do Kyuss na memória dos fãs é algo que considera especial. Para ele, o fato de o público continuar valorizando a música da banda, mesmo décadas após o fim das atividades, é motivo suficiente para tratar qualquer possibilidade de retorno com cuidado.

“Adoro o fato de os fãs terem assumido o legado do Kyuss, e isso é tão raro e legal… Eu simplesmente não quero estragar isso”, afirmou.

Ao concluir, o guitarrista resumiu sua posição sem descartar completamente a ideia: “Acho que estou permanentemente em cima do muro em relação a isso. Só não quero estragar tudo de alguma forma.”

Entre a vontade de voltar e o respeito ao passado

As declarações mostram duas situações distintas. No caso do Them Crooked Vultures, Homme se diz disposto a retomar a parceria e aponta Dave Grohl como a pessoa que poderia dar o primeiro passo. Já uma reunião do Kyuss envolve questões pessoais e jurídicas que ainda pesam sobre a relação do músico com a história da banda.

Por enquanto, não há anúncio de novos shows ou gravações de nenhum dos dois projetos. A disposição manifestada por Homme, portanto, não representa uma confirmação de retorno, mas mantém aberta a possibilidade de reencontrar antigos companheiros em circunstâncias que respeitem a história construída por cada grupo.

Via: Heavy Consequence

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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