Juiz reduz indenização de Chris Brown por ataque de cachorro e pode conceder novo julgamento
Resumo
- ▪ • Juiz considerou excessiva a indenização inicial de US$ 12,9 milhões concedida pelo júri a ex-governanta.
- ▪ • Vítima terá a opção de aceitar US$ 9,5 milhões ou enfrentar um novo julgamento focado apenas nos danos.
- ▪ • Decisão manteve o pagamento de US$ 855 mil para a irmã da funcionária, que também presenciou o ataque.
Um juiz da Califórnia determinou que a indenização de 12,9 milhões de dólares concedida a uma governanta atacada por um cachorro na casa de Chris Brown foi excessiva e deve sofrer uma redução milionária, com base nas provas apresentadas no julgamento. Caso a funcionária rejeite o novo montante estipulado, o cantor terá direito a um novo julgamento limitado à definição dos danos.
De acordo com documentos judiciais, o juiz Huey P. Cotton, do condado de Los Angeles, ofereceu a Maria Avila a alternativa de aceitar uma indenização reduzida para 9,5 milhões de dólares ou reiniciar a disputa judicial contra Chris Brown. Em sua decisão, o magistrado afirmou que a quantia estipulada anteriormente pelo júri extrapolou o necessário, emitindo uma ordem condicional para a realização de um novo processo caso o acordo de redução não seja aceito.
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Por outro lado, o juiz manteve de forma integral a quantia separada de 855 mil dólares concedida a Patricia Avila, irmã de Maria. Ela também trabalhava no local quando o incidente ocorreu e foi contemplada por danos econômicos passados e abalo emocional.
A defesa de Maria Avila tentou contestar a análise prévia do tribunal sobre a falta de evidências de danos permanentes nos nervos. A advogada da vítima citou depoimentos médicos do cirurgião responsável pelos primeiros socorros e pelos procedimentos de reconstrução realizados no rosto e no braço da funcionária.
Durante o julgamento de duas semanas realizado em junho, a governanta relatou aos jurados os momentos do ataque sofrido em 12 de dezembro de 2020, na residência do cantor localizada no bairro de Tarzana, em Los Angeles. Ela afirmou que o caso resultou em ferimentos graves, cicatrizes extensas e estresse pós-traumático. O juiz Huey P. Cotton concluiu que a vítima deve ser compensada pelo sofrimento emocional e dor constante, mas apontou falta de provas contundentes para comprovar danos permanentes e severos nos nervos.
Antes do início do julgamento, Chris Brown havia admitido negligência sob a legislação da Califórnia relativa a mordidas de cães. O artista contestou a gravidade das lesões e alegou ter avisado as funcionárias para não irem à área externa sem autorização prévia por conta do temperamento dos animais, afirmação que ambas negam categoricamente.
O tribunal também rejeitou uma alegação dos advogados de Chris Brown sobre suposta parcialidade dos jurados em função da citação à condenação do cantor por violência doméstica em 2009 envolvendo a cantora Rihanna. Segundo os autos, o júri apenas tomou conhecimento da existência da condenação na ficha do artista, sem ter acesso aos detalhes do caso anterior.



