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Lou Gramm diz que apenas um milagre trará o rock de verdade de volta

5 min de leitura
Foreigner. Lou Gramm Says ‘It’ll Take a Miracle’ to Bring Real Rock Back
Foto: Foreigner. Lou Gramm Says ‘It’ll Take a Miracle’ to Bring Real Rock Back

Resumo
  • ▪ • Lou Gramm criticou o cenário atual do rock e afirmou que as paradas atuais trazem faixas excessivamente comerciais e pop.
  • ▪ • O vocalista declarou que clássicos antigos do Foreigner, como "Hot Blooded", dificilmente tocariam nas rádios nos dias de hoje.
  • ▪ • O músico relembrou a era do punk nos anos 1970, elogiando a influência do gênero e destacando sua admiração pelo The Clash.

O vocalista Lou Gramm, conhecido pelo seu trabalho no Foreigner, criticou as tendências atuais da indústria musical e afirmou que apenas uma mudança drástica poderia resgatar o estilo no rádio comercial.

Em conversa com o canal Classic Album Reviews, o cantor avaliou que as faixas que fizeram o grupo alcançar o sucesso global provavelmente seriam ignoradas no mercado atual. O músico apontou que a produção recente do gênero se afastou de suas origens.

“O rock que está nas paradas agora não é do meu agrado. Eu nem sei se chamaria isso de rock. Nem sei como chamar. É apenas mais comercial, comum e pop, muito pop”, declarou Gramm. Ele completou pontuando o distanciamento da mídia tradicional: “Acho que vai ser preciso quase um milagre para colocar o rock de verdade de volta nas rádios como era anos atrás. Músicas como “Hot Blooded” nunca seriam tocadas agora, nunca”.

O cantor afirmou que ainda espera ver um cenário futuro que valorize instrumentistas e compositores da vertente tradicional. Durante o bate-papo, Gramm também foi questionado sobre como o Foreigner lidou com o surgimento do punk e da new wave no final dos anos 1970.

O vocalista mencionou que a banda aproveitou o período sem tentar forçar uma mudança de identidade. “Não acho que tentamos ser uma banda punk, mas aproveitamos essa influência”, comentou, confirmando que acompanhava a cena da época. “Havia ótimas músicas por aí. Mesmo sendo um pouco simplista, achei que tinha tudo o que uma boa canção de rock ‘n’ roll continha”.

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Embora tenha dito que não era um entusiasta do Sex Pistols, o vocalista chegou a cantarolar o refrão de “Should I Stay or Should I Go” para mostrar a sua admiração pelos trabalhos do The Clash.

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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