Nicko McBrain diz que o Iron Maiden deveria ter baixado o tom das músicas para a voz de Blaze Bayley
Resumo
- ▪ Nicko McBrain diz que o Iron Maiden deveria ter transposto as músicas para o tom de Blaze Bayley.
- ▪ Blaze, barítono, cantou na banda de 1994 a 1999 e gravou "The X Factor" e "Virtual XI".
- ▪ Nicko também falou da saída de Bruce Dickinson em 1993 e da reconciliação com o vocalista.
O ex-baterista do Iron Maiden Nicko McBrain afirmou que a banda deveria ter transposto as músicas para um tom mais grave durante a passagem de Blaze Bayley pelo grupo. A declaração foi dada em entrevista a Barry Robinson, do canal Classic Album Review, enquanto Nicko promove sua autobiografia “Hello Boys And Girls!”.
Blaze cantou no Iron Maiden de 1994 a 1999, depois da saída de Bruce Dickinson, em 1993. Sua voz é de barítono, enquanto Bruce trabalha em uma região de tenor/alto. Os dois álbuns com Blaze “The X Factor” e “Virtual XI”, venderam bem menos que os anteriores e foram os de pior posição nas paradas britânicas desde “Killers”, de 1981.
“Para ser justo com o Blaze, nós não transpusemos as músicas. Deveríamos ter descido um tom, meio tom ou um tom inteiro, porque tentar cantar aquela extensão que o Bruce tinha… O Bruce é quase soprano, e o Blaze é barítono. Havia uma diferença de timbre entre as vozes”, disse Nicko. Para ele, a turnê de “Virtual XI” foi muito difícil para o cantor, e a banda deveria tê-lo ajudado mudando a tonalidade.
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26 de outubro de 2026O baterista descreveu o período como “uma nuvem escura” em sua vida, que afetava o clima geral do grupo. Disse ainda que fez o papel de mentor e confidente de Blaze. Na reunião em que a banda comunicou a volta de Bruce, com Adrian Smith, o cantor “encarou numa boa” e afirmou que o Maiden “é bom demais para não continuar”. “Ele foi muito, muito gentil. E eu o amo por isso”, disse Nicko.
Questionado sobre ressentimentos pela saída de Bruce, Nicko admitiu que foi o mais crítico da banda. Ele questionou por que o vocalista não esperou o fim da turnê de “Fear Of The Dark” para anunciar a saída. Segundo ele, após a volta, os dois conversaram num pub em Chiswick, e Bruce respondeu: “Não seria de outro jeito, Nick. Eu também te amo”. Nicko diz que nunca mais tocaram no assunto.
Sobre o álbum “Brave New World”, de 2000, o primeiro com Bruce após a era Blaze, Nicko concordou que foi um retorno impressionante. Ele citou as gravações em Paris e o trabalho do produtor Kevin Shirley, que fez todos os discos da banda desde então.
Em outubro de 2025, Bruce contou ao podcast “Talk Is Jericho” que torcia por Blaze e gostava do trabalho dele no Wolfsbane. Disse ainda que algumas músicas feitas para Blaze ficam um pouco abaixo da sua extensão vocal. Em 2018, ele afirmou ao podcast “Rock Talk With Mitch Lafon” que “The Clansman” e “Sign Of The Cross” funcionaram bem com sua voz.
Em 2019, Steve Harris disse à SiriusXM que as faixas da era Blaze funcionam bem ao vivo e que mais gente tem redescoberto esses álbuns. Já Blaze afirmou ao “The Metal Command” que “The X Factor” tem música incrível, mas é um disco sombrio e menos acessível, que exige várias audições.