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Morre Ziraldo, criador de O Menino Maluquinho

O renomado desenhista e escritor Ziraldo faleceu aos 91 anos, deixando um legado marcante através de suas criações, como os queridos personagens de “O Menino Maluquinho” e “Turma do Pererê”. A triste notícia foi confirmada pela família do artista na tarde deste sábado (6). “Ziraldo nos deixou pacificamente enquanto dormia, em seu apartamento no bairro da Lagoa, na Zona Sul do Rio, por volta das 15h.

Além de seu talento como desenhista e escritor, Ziraldo também se destacou como chargista, caricaturista e jornalista. Ele foi um dos fundadores do jornal “O Pasquim” nos anos 1960, um veículo importante na luta contra a ditadura militar no Brasil.

O velório está agendado para às 10h deste domingo (7) na Associação Brasileira de Imprensa, localizada no Centro. O sepultamento ocorrerá às 16h30, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul.

Foto: Iarli Goulart / Estadão Conteúdo

Sobre Ziraldo

Começou a trabalhar no jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), em 1954, com uma coluna dedicada ao humor. Ganhou notoriedade nacional ao se estabelecer na revista O Cruzeiro em 1957 e, posteriormente, no Jornal do Brasil, em 1963.[4] Seus personagens (entre eles Jeremias, o Bom; a Supermãe e o Mirinho) conquistaram os leitores.

Em 1960 lançou a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor, Turma do Pererê, que também foi a primeira história em quadrinhos a cores totalmente produzida no Brasil.  Embora tenha alcançado uma das maiores tiragens da época, Turma do Pererê foi cancelada em 1964, logo após o início do regime militar no Brasil. Nos anos 1970, a Editora Abril relançou a revista, desta vez, porém, sem o sucesso inicial. A revista da Turma do Pererê teve outras passagens pelas bancas numa edição encadernada pela Editora Primor no ano de 1986 e em formato de almanaque pela Editora Abril na década de 1990.

Em 1960 recebeu o “Nobel” Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e também o prêmio Merghantealler, principal premiação da imprensa livre da América Latina.

Foi fundador e posteriormente diretor do periódico O Pasquim, tabloide de oposição ao regime militar, uma das prováveis razões de sua prisão, ocorrida um dia após a promulgação do AI-5.

Em 1980 lançou o livro “O Menino Maluquinho”, seu maior sucesso editorial, o qual foi mais tarde adaptado na televisão e no cinema. Para televisão, foi adaptado em 2006 pela TV Brasil, chamada Um Menino muito Maluquinho, que durou uma temporada com vinte e seis episódios sob a direção de Anna Muylaert e Cao Hamburger. No cinema, foi adaptado três vezes, a primeira em Menino Maluquinho – O Filme em 1995 e uma sequência em 1998 dirigida por Fernando Meirelles, Menino Maluquinho 2 – A Aventura.  A adaptação mais recente da série é Uma Professora Muito Maluquinha de 2010, estrelado por Paolla Oliveira.

Fonte: Wikipedia

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