Processo de direitos autorais contra Sam Smith e Normani vai a julgamento
Resumo
- ▪ • Juiz federal rejeitou o pedido de encerramento sumário da ação movida contra a faixa "Dancing With a Stranger".
- ▪ • Compositores alegam que o hit de 2019 copiou elementos essenciais de uma canção homônima de 2015.
- ▪ • Decisão estabelece que as questões de semelhança técnica e criação independente devem ser avaliadas por um júri.
A ação judicial que acusa Sam Smith e Normani de violar direitos autorais no hit dance “Dancing With a Stranger” seguirá formalmente para julgamento. Em decisão de 27 páginas emitida em Los Angeles, o juiz distrital Wesley L. Hsu rejeitou a moção apresentada pela defesa dos cantores, que pedia a resolução sumária e o encerramento da disputa.
O processo foi movido originalmente em março de 2022 pelos compositores Jordan Vincent, Christopher Miranda e Rosco Banlao, membros do projeto Sound and Color. Eles afirmam que a faixa lançada em 2019 roubou o gancho melódico central de uma composição própria homônima, registrada em 2015.
Ao analisar a solicitação de Smith e Normani para descartar a ação, o magistrado observou que os autores apresentaram provas suficientes de semelhança para que a questão não seja encerrada antecipadamente. Hsu pontuou que analisar sequências de notas, ritmo, métrica ou contorno melódico de forma completamente isolada descaracteriza a obra e contraria as diretrizes de apelação da região.
A defesa dos artistas alegava ainda que a música de 2015 teria utilizado samples não autorizados de faixas de Masters at Work e Lyn Collins, o que invalidaria sua proteção. O juiz concluiu que os réus não comprovaram a dependência direta desses trechos e afirmou que alegações de criação independente devem ser pesadas por um júri popular durante o julgamento.
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