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Quem toca o órgão Hammond em “Romeo and Juliet”, do Dire Straits

5 min de leitura
Dire Straits em Hamburgo, 1978
Dire Straits em Hamburgo, 1978 — Foto: Heinrich Klaffs / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
Resumo
  • ▪ Roy Bittan, da E Street Band, toca órgão Hammond e piano em "Romeo and Juliet", do Dire Straits.
  • ▪ A faixa está em "Making Movies", gravado após a saída de David Knopfler e o fim do namoro de Mark.
  • ▪ Jimmy Iovine, que trabalhou em "Born to Run", levou Bittan e o guitarrista Sid McGinnis às sessões.

O sucesso rápido de uma banda nem sempre significa clima leve nos bastidores. Muitas vezes, a fama repentina traz atrito interno e afasta integrantes. Com o Dire Straits não foi diferente.

O álbum de estreia, autointitulado, foi bem recebido. O single “Sultans of Swing” foi ganhando espaço aos poucos e passou a ser lembrado como uma das grandes músicas da década, graças à guitarra marcante e ao olhar particular de Mark Knopfler.

Com a atenção conquistada, o grupo pôde viajar até o Compass Point Studios, nas Bahamas, para gravar o segundo disco “Communiqué”. O status da banda cresceu, mas as tensões também, sobretudo entre Knopfler e o irmão, David. Quem quiser rever esse período pode recorrer à matéria sobre os 45 anos de “Communiqué”.

Na mesma época, o fim do namoro de Knopfler com Holly Beth Vincent o deixou abatido. Para piorar, David deixou a banda no meio das gravações do terceiro álbum.

Perder um integrante importante e terminar um relacionamento poderia minar a vontade de criar de qualquer artista. Mas o Dire Straits havia se aproximado de um produtor capaz de abrir portas: Jimmy Iovine. Com a ajuda dele, Knopfler transformou a dor em uma canção inspirada no casal mais famoso da ficção, e contou com um convidado muito especial.

“Romeo and Juliet” é talvez a faixa de maior destaque de “Making Movies”. Ela funcionaria com a banda reduzida a trio, mas ganhou vida com os acordes suaves de órgão Hammond e piano tocados por um músico de estúdio que Iovine conseguiu levar às sessões.

Além de Knopfler, John Illsley e Pick Withers, participou das gravações o guitarrista Sid McGinnis, sem crédito no disco, que depois integraria a banda da casa do programa de David Letterman. O nome de maior peso, porém, era Roy Bittan, conhecido sobretudo por décadas na E Street Band, de Bruce Springsteen.

Mesmo ocupado com Springsteen, Bittan também tocou em discos de nomes como David Bowie, Lou Reed, Stevie Nicks e Bob Dylan, entre outros. O Dire Straits ainda não tinha a mesma popularidade desses artistas, mas algo no projeto o atraiu.

A escolha tem lógica. Iovine havia trabalhado como engenheiro em “Born to Run”, o primeiro álbum de Springsteen com participação de Bittan, e sabia que ele era a peça certa para “Making Movies”. Montar o som ideal é função do produtor, e o pianista levou as músicas, em especial “Romeo and Juliet”, ao melhor de seu potencial.

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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