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Invincible Shield, o novo disco do Judas Priest

Judas Priest é uma das bandas pioneiras do heavy metal e, quer você queira ou não, ao lado do Black Sabbath, eles é que tem sido o porta-voz deste gênero. E toda essa devoção, vamos dizer assim, está presente no disco lançado hoje pela banda. E é sobre o Invincible Shield, novo disco do Judas Priest que nós vamos bater um papo hoje.

E como eu disse na introdução acima, a criação do heavy metal é sempre creditada ao ingleses de Birminghan, o Black Sabbath. E tudo bem, os caras meio que “inventaram” o gênero. Mas acho que nenhuma outra banda levou o gênero tão efusivamente quanto o Judas Priest.

O Judas surgiu em meados de 1969, um ano depois que o Black Sabbath. KK Dowing e Ian Hill são os idealizadores de uma das bandas mais influentes do heavy metal. E quando eu falo maiores, é só você ver ai quantas bandas foram influenciadas pelos caras.

Bom a história dos caras acho que eu não preciso contar aqui, mas o fato é que a banda teve alguns momentos em que a crítica especializada não estava disposta a elogiar a banda, principalmente entre o final dos ano 80 e anos 90. Nessa época também foi a década em que Rob Halford resolve partir pra novas empreitadas para voltar em 2005 com Angel of Retribuition. Pula pra 2018: Aqui eu acho que houve outro ponto de virada pra banda: A produção de Andy Sneap. Esse cara foi capaz de trazer a banda à sua melhor forma.

Crédito: Divulgação

E ele é o responsável pela produção de Invincible Shield, o 19º álbum na carreira do Judas Priest. Cara se você ama heavy metal, você vai adorar este disco do início ao fim e tudo o que ele pode te proporcionar.

Invincible Shield é ainda mais esmagador de cabeças e comemorativo do que seu antecessor. Vai por mim. Todos os singles lançados antes de seu lançamento deram um gostinho do que estava por vir. Um disco que dá vontade de ouvir no volume máximo e sair batendo cabeça e chutando bundas por ai, com o perdão do trocadilho.

Que disco foda! O abre alas ai desse play é Panic Attack, com aqueles sintetizadores muito oitentista, tão utilizados em Defenters of The Faith. Aliás, esse é um disco pra quem é fã de Screaming for Vengeance e Defenders of the Faith.

Na sequencia, The Serpent and the King vai aumentando o ritmo aos poucos, até explodir. Halford está magnífico aqui gente, atingindo notas altas que muitos ai diriam ser coisa do passado, e no palco, caramba, ele é demais. O próprio Gandalf do Heavy Metal. Aqui, Richie Faulkner e Glenn Tipton despejam um batalhão de riffs e solos maravilhosos, e a cozinha com Ian Hill e Scott Travis mostrando que o Priesté uma máquina de fazer riffs esmagadores.

Foto: James Hodges

Aliás, as três faixas do primeiro disco são isso, uma atrás da outra te deixa sem respirar. Devil in Disguise mantém o nível enquanto Gates of Hell flerta com um rockão clássico. Já Crown of Horns já tem um leve flerto com o AOR.

Este pode ser o álbum mais consistente e perfeito que a banda fez em décadas. Da bateria triturante e thrash de “As God Is My Witness e do PRIEST sendo PRIEST em Trial By Fire , até em riff sombrios e atormentados Escape From Reality e Sons Of Thunder É uma tempestade comercial, um disco pra ser celebrado. O disco fecha com Giants in the Sky, um tributo a grandes ícones já falecidos Dio e Lemmy.

Não bastasse, a edição deluxe ainda conta com 3 faixas adicionais: Fight of Your Life, Vicious Circle e The Lodger.

Aqueles garotos que montaram uma banda em meados de 69 acho que jamais pensariam que, quase 60 anos depois estaríamos aqui celebrando esse que é um dos melhores disco do ano, com certeza. E como é animador ver que até aqueles desacreditados, que perderam a fé em 97 e 2001 estão redescobrindo o amor por essa banda que ressurgiu com força total em pleno século 21.

Um disco que tenho visto em sites especializados tem ganhando em média uma nota 9, quase beirando a perfeição. Não sei se chega a tanto, acho que nessa hora é o lado fã falando mais alto sabe?

Mas de uma coisa eu tenho certeza. O disco com certeza vai estar na maioria das listas de melhores do ano, escrevam ai. É como canta Halford no refrão de The Lodger: Vengeance is mine. Tipo “vencemos”.

E você o que achou deste disco?

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