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Speak & Spell, o disco de estreia do Depeche Mode

Se você fosse jovem em 1981 a sensação era a de estar vivendo uma época de ouro. E seria difícil ser colecionador diante de tudo o que estava acontecendo. Estrelas elegantes estampavam as capas de revistas, enquanto o pop, elegante e polido, enchia as ondas das rádios e também da TV com o Top of the Pops, por exemplo.

O Duran Duran havia entrado nas paradas com Planet Earth, Adam Ant havia se tornado um nome familiar e o Spandau Ballet continuava o sucesso de seu álbum de estréia, To Cut a Long Story Short. Definitivamente, este era o ano de ouro do synthpop.

E, além dos já citados, houve uma série de discos marcantes sendo lançados que surfaram na onda e sairam de serem estranhos e viraram pop mainstream: Soft Cell, Human League, Japan, OMD. E ai no meio, em outubro, chegava às prateleiras a estreia do Depeche Mode.

Inicialmente o grupo era formado por David Gahan (vocalista), Martin L. Gore (tecladista, guitarrista, vocalista e compositor a partir de 81), Andrew Fletcher (tecladista) e Vince Clarke (tecladista e compositor de 80 a 81). Vince Clarke deixou a banda após o lançamento do álbum de estreia em 1981 e montou a banda Yazoo e mais tarde o Erasure. Ele foi substituído por Alan Wilder, membro de 82 a 95. Após a saída de Wilder, o Depeche Mode continuou a carreira como um trio.

O disco foi para o Top 10, permanecendo nas paradas por 32 semanas – uma grande conquista para uma nova banda em um selo independente. Embora naquela época provavelmente ninguém tenha apreciado isso – talvez nem a banda! – A estreia do Depeche Mode é ao mesmo tempo um disco pop conservador e funcional e um lançamento inovador.

Crédito: Divulgação

Enquanto vários pioneiros do sintetizador vieram antes – Gary Numan , o início da Human League , o Euro disco do final dos anos 70 e, acima de tudo, o Kraftwerk, todos tiveram influência clara em Speak & Spell – Depeche se tornou o fundador indiscutível do synthpop direto com as 11 canções do álbum, números leves, cativantes e dançantes sobre amor, vida e clubes.

Just Can’t Get Enough é deste disco, que ainda contém I Sometimes Wish I Was Dead, Nodisco, What’s Your Name, New Life e Photografic.

Speak & Spell é um disco divertido, é um “POP BUBBLE GUM”, muito por influência do Vince Clark mesmo. E, muitas de suas ideias são derivadas (ou influenciadas) das harmonias e pop rock dos anos 60, por sua vez influenciou uma série de artistas e estilos musicais ao longo dos anos oitenta, como o Pet Shop Boys e até o Kraftwerk. Nenhum fã do modo ‘dark’ poderia se identificar com muito aqui, mas este álbum deve ser reverenciado pelo que é. É um álbum jovem e entusiasmado, cheio de energia e que explorou uma atitude totalmente nova para produzir música na época. Diria até meio Punk. Vince estava prestes a sair, e a banda logo criaria sua própria identidade, mas Speak And Spell continua sendo um álbum à parte de toda a discografia da banda.

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