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Mais pesado que o céu e os 30 anos sem Kurt Cobain

2024 é um ano marcante, no dia 05 de abril, fez 30 anos que Kurt Cobain nos deixou, há inúmeras publicação do músico que infelizmente entrou para a estatística do clube dos 27. 

Assim como outros nomes importantes da história do rock como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Amy Whinehouse, Brian Jones e Jim Morrison, Cobain se tornou uma lenda após seu suicídio. Sim, ele merece o status de lenda pois sua morte foi apenas uma parte de sua breve história na terra e essa história é contada por Charles R. Cross no livro Mais Pesado Que O Céu, lançado em 2015 pela editora Globo, 14 anos após ser lançado nos Estados Unidos.

A história de Kurt no livro é contada desde sua tenra idade, falando da situação financeira de seus pais Wendy e Donald Cobain. Traça também uma visão de como era sua cidade natal, Aberdeen, uma cidade que vivia basicamente extração da madeira, no geral muito pobre e conservadora.

Tudo isso foi formou o caráter da criança Cobain que segundo o livro, até a separação dos seus pais era um criança brincalhona e feliz. Com o advento da ruptura da sua base familiar, o menino alegre, inicia uma transformação para um garoto inibido, áspero e retraído.

E fica claro que desde jovem, o líder do Nirvana foi acometido pelo trauma da separação de seus genitores. Aqui vai uma crença pessoal, se essa história tivesse ocorrido nos dias de atuais, muito provavelmente teríamos um acompanhamento profissional para o jovem Kurt e provavelmente não teríamos o desfecho que essa história teve em abril de 1994. 

Na adolescência, Kurt acabou indo morar em alguns momentos na rua, na casa de amigos e parentes, o que agravou ainda mais sua saúde mental e física, aliás, até a sua morte não houve um diagnóstico adequado às dores estomacais que aqui no livro são presença constante.

Da paixão pelo rock, a passagem como roadie do Melvins, da consolidação do Nirvana e o estrelato foram poucos anos. Se pensarmos que o primeiro disco da banda, Bleach, saiu em 1989 pela Sub Pop, ele teria aproveitado 5 anos como artista com discos lançados.

Nesse interím, ele ainda namorou a baterista do Bikini Kill, Tobi Vail, que não é sua primeira namorada relatada no livro, seu primeiro envolvimento foi Tracy Marander na qual chegaram a viver juntos em Olímpia, cidade universitária, a segunda cidade onde ele viveu. Nessa época Tracy tinha um emprego regular enquanto Kurt fazia bicos.

O livro ainda relata a treta com o Sub Pop e a dificuldade de gravar o primeiro disco, a briga de Cobain em sair do selo, a entrada na DGC e a chancela do pessoal do Sonic Youth para que o Nirvana fosse agenciado por Gold Mountain Entertainment.

Claro, não poderia faltar o envolvimento do artista com heroína e como seu vício arruinou sua carreira antes, durante e após o sucesso de Nevermind, o disco que marcou época.

O afastamento de Cobain do resto da banda, a comparação dele e Coutney com Sid e Nacny, o casal drogado dos Sex Pistols e o nascimento do Francis Bean Cobain em meio a adicção, a gravação do aclamado acústico MTV e o fim da vida de Kurt.

Tudo narrado com riqueza de detalhes, trazendo a tona sua relação com os pais e irmãos, os membros da banda, seu lado de artista plástico e o diário que mantinha com cartas nunca enviadas a desafetos e amigos.

Enfim, um livro profundo sobre a história de um grande ídolo de uma geração que é lembrado até hoje.

Heavier Than Heaven – Mais Pesado Que O Céu – Uma Biografia de Kurt Cobain

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