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Robert Plant sobre a morte do filho: “Eu não precisava do grupo”

5 min de leitura
Robert Plant, do Led Zeppelin, em 1975.
Robert Plant, do Led Zeppelin, em 1975. — Foto: Michael Ochs Archives / Getty Images
Resumo
  • ▪ Robert Plant, ex-vocalista do Led Zeppelin, revelou que a morte de seu filho Karac mudou sua visão sobre a banda.
  • ▪ Karac Plant faleceu em 1977, aos cinco anos, devido a uma infecção gastrointestinal aguda.
  • ▪ A turnê do Led Zeppelin foi cancelada e a banda nunca mais excursionou pelos Estados Unidos após a tragédia.

Robert Plant, antigo vocalista do Led Zeppelin, falou sobre como a morte de seu filho Karac mudou sua perspectiva sobre a banda. O músico permaneceu no grupo desde a sua formação, em 1968, até o fim das atividades da banda em 1980, que ocorreu com a morte do baterista John Bonham.

Em uma nova entrevista ao The Sunday Times (via Loud), ao falar sobre a trágica perda, Plant disse: “Não havia mapa, nem instruções para o Led Zeppelin, e nós simplesmente continuamos.” Karac Plant faleceu em 26 de julho de 1977, aos cinco anos de idade, após contrair uma infecção gastrointestinal aguda que se espalhou rapidamente. Seu pai soube de sua morte enquanto estava em turnê com o sétimo álbum do Led Zeppelin”Presence”, e a turnê foi imediatamente cancelada, com sete datas ainda agendadas.

Apesar de continuarem em atividade, o grupo nunca mais excursionou pelos Estados Unidos. Após a tragédia, a banda ainda lançou dois álbuns”In Through The Out Door”, em 1979, e “Coda”, lançado em 1982, dois anos após a separação do Led Zeppelin. “Eu não precisava do grupo depois de perder meu filho”, explicou Plant. “Esses romances musicais são ótimos quando tudo está bem. Quando as coisas saem do controle, quem quer ficar nos bastidores por horas e horas com pessoas com quem você está preso desde 1968? Você não está jogando cartas, não está indo ao cinema, você está apenas esperando. Eu sempre quis dar um jeito de ir embora.”

“Perdi meu filho”, disse na ocasião. “Eu não queria estar no Led Zeppelin. Eu queria estar com a minha família.”

O último álbum de estúdio de Plant foi lançado em setembro do ano passado. O projeto de regravações “Saving Grace”, desenvolvido em conjunto com a cantora Suzi Dian e a banda Saving Grace (com quem ele turnê desde 2019), teve uma agenda de apresentações, mas nada comparado à era Zeppelin. O cantor vive agora em Shatterford, em Worcestershire, uma vila inglesa tranquila: “Sou uma espécie de figurão há tanto tempo que em Worcestershire ninguém liga”, admite. “O máximo que dizem é: ‘Tudo bem, Bob? Ainda na ativa?’ Bem, eu ganhei cinco Grammys com a Alison Krauss… ‘O que é um Grammy?'”

Apesar de ter disponibilizado o EP “All That Glitters..” no começo do mês, a rotina agora é maleável. Plant realizou uma turnê de curta duração e apenas 16 datas nos EUA com Suzi Dian e a banda Saving Grace entre 18 de setembro e 15 de outubro, mas com o fim das apresentações intituladas “Up the Sharp End”, o cantor já está animado para retornar à habitual paz. “Terça à noite é noite de bingo”, revela. “Você pode ganhar 25 libras.”

+++ LEIA MAIS: Por que o Led Zeppelin jamais voltará, segundo Robert Plant

Autor

  • Marcelo Scherer

    Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate da cultura física como host do podcast e newsletter Papo de Colecionador, dedicado a LPs e CDs. Além de assinar resenhas críticas no site, expande o debate musical no comando dos programas Disconecta na Rádio na Fm Cultura 107,7 de Porto Alegre/RS e Pôr do Som na Sintonia Fm 94.7 de Torres/RS.

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