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Sharon Osbourne elogia filme de “Back To The Beginning”, mas diz que provavelmente não vai assistir de novo

5 min de leitura
Sharon Osbourne
Foto: Sharon Osbourne — Foto: Neil Mockford/FilmMagic
Resumo
  • ▪ Sharon Osbourne disse à BBC que provavelmente não verá de novo o filme de "Back To The Beginning".
  • ▪ O longa "Ozzy & Black Sabbath: Back To The Beginning" chega aos cinemas em 28 de outubro.
  • ▪ O show foi em 5 de julho de 2025, no Villa Park, em Birmingham, 17 dias antes da morte de Ozzy.

Sharon Osbourne, viúva e empresária de Ozzy Osbourne, afirmou que dificilmente voltará a ver o filme do show de despedida do marido. Em entrevista a Mark Savage, da BBC, ela falou sobre a transformação do concerto beneficente “Back To The Beginning” em produção para os cinemas, quinze meses após a morte do cantor.

“Ozzy & Black Sabbath: Back To The Beginning” estreia nos cinemas em 28 de outubro. O filme é produzido pela Mercury Studios e registra a apresentação de 5 de julho de 2025 no Villa Park, estádio do Aston Villa, em Birmingham, cidade natal de Ozzy. Além de Ozzy, subiram ao palco os colegas de Black Sabbath Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria), em uma reunião da formação original que não acontecia havia mais de duas décadas.

Sobre o dia do show, Sharon disse: “Foi um dia muito emocionante, porque todo mundo estava lá. Não havia egos. Era como se todos estivessem se divertindo. E, claro, os fãs foram incríveis. Foi avassalador o sentimento que recebi de todos”.

Ela contou que Ozzy ficou “arrasado de emoção” no camarim, assistindo aos outros artistas em uma tela. “Ele ficou impressionado com todo mundo. Dizia: ‘Não acredito que eles estão aqui’. Isso o fez sentir que estava vivo de novo”, lembrou.

Questionada se chegou a pensar em cancelar o evento, já que Ozzy sofria com dores após cinco grandes cirurgias e outras três menores em seis anos e meio, Sharon disse que os médicos o alertaram duas semanas antes: “Não faça isso. O seu coração está fraco demais”. A resposta dele, segundo ela, foi: “Eu vou fazer”.

“É incrível o que apoio, amor e determinação podem fazer por alguém, porque ele não conseguia respirar. Em alguns dias, até falar dava trabalho, quanto mais cantar. Não sei como ele conseguiu, mas conseguiu. Dava para ver nos olhos e no rosto dele que ele adorou”, afirmou. Ela acrescentou que “foi a maneira perfeita para Ozzy partir”.

Sobre o luto, Sharon disse que ele a acompanhará para sempre: “Você perdeu o amor da sua vida, então não acorda um dia dizendo ‘Estou bem agora, estou curada’. Você nunca supera, mas aprende a viver com isso”.

Ela assistiu ao filme pela primeira vez na pré-estreia mundial, em 14 de outubro, no Orpheum Theatre, em Los Angeles. “Foi como ir a um show, porque o público cantava junto, com as luzes dos celulares acesas, e ninguém ficou sentado. Foi uma alegria”, descreveu.

Mesmo assim, ela não pretende rever o longa: “Provavelmente não. Você não quer pensar na despedida, nas lágrimas, em todos ao seu redor e em você preso à cama”. Sharon lembrou ainda que Ozzy disse, ao saber que teria alguns meses de vida: “Se eu pudesse fazer tudo de novo, não mudaria nada”.

O show foi apresentado pelo ator Jason Momoa, com direção musical de Tom Morello, guitarrista do Rage Against The Machine. Tiveram sets Alice In Chains, Anthrax, Gojira, Guns N’ Roses, Halestorm, Lamb Of God, Mastodon, Metallica, Pantera, Rival Sons, Slayer e Tool. Entre os convidados estiveram Billy Corgan, Chad Smith, Sammy Hagar, Steven Tyler, Yungblud, Travis Barker, Ronnie Wood, Nuno Bettencourt e Papa V Perpetua, do Ghost, entre outros.

O filme foi dirigido por Ben Wainwright-Pearce, que trabalhou em “Taylor Swift: The Eras Tour” e “George Michael: The Faith Tour”. O show ao vivo teve direção de Tim Van Someren, e a produção é de Jim Parsons, Jamie Silk e Dan Seliger. A Trafalgar Releasing distribui o longa, que terá som Dolby Atmos e 5.1 e chega aos cinemas de todo o mundo como lançamento de evento.

A apresentação aconteceu 17 dias antes da morte de Ozzy.

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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