Suede está “bem avançado” em novo álbum que será o disco “anarcho-punk” da banda
Resumo
- ▪ Suede está "bem avançado" na composição do 11º álbum, que a banda chama de disco "anarcho-punk".
- ▪ O disco fecha a trilogia iniciada com "Autofiction" e seguida por "Antidepressants", indicado ao Mercury Prize 2026.
- ▪ A turnê com o Manic Street Preachers começa em 28 de outubro, em Glasgow, e pode estrear músicas novas.
O Suede revelou que está “bem avançado” na composição do 11º álbum de estúdio, que a banda define como seu disco “anarcho-punk”. A informação foi dada em entrevista na passagem pelo tapete vermelho do Mercury Prize 2026, em Newcastle.
O grupo estava na cerimônia porque o 10º álbum, “Antidepressants”, foi indicado ao prêmio, ao lado de discos de Jade, Kojey Radical, Nia Archives e Florence & The Machine. O vencedor foi “This Music May Contain Hope”, de Raye. Antes de se apresentar com “Dancing With The Europeans”, a banda disse não ter criado grandes expectativas. O Suede já havia levado o Mercury em 1993, com o álbum de estreia autointitulado.
“A questão é que a gente não achava que ia ganhar e, se ganhasse, não precisava tocar, então começamos a festejar bem cedo naquela noite”, contou o baixista Mat Osman sobre 1993. “Lembro vagamente de ter feito um discurso bem incoerente. Depois disso, tudo fica meio embaçado.”
O baterista Simon Gilbert também lembrou de ter “bebido metade do bar naquela noite”. Já o vocalista Brett Anderson guarda boas lembranças das vaias. “Achei ótimo”, disse. “Gosto de um pouco de antagonismo. No começo dos anos 90, todas as bandas se odiavam. Eu gostava disso.”
Anderson ainda comparou o momento atual ao daquela época. “Talvez seja porque agora somos velhos e as pessoas não se intimidam, porque você é o veterano”, afirmou. “É um papel diferente o que temos hoje. Isso também é legal, mas no começo dos anos 90 era divertido.”
Sobre o segredo de um grande álbum, o vocalista disse que a resposta é impossível, mas que criar discos é sua maior obsessão. Para ele, escrever um álbum é bem diferente de compor uma faixa avulsa ou um EP. “Todos os meus discos favoritos levam você a algum lugar e deixam você lá”, disse, citando “Unknown Pleasures”, do Joy Division “Music For Airports”, de Brian Eno, e “Never Mind The Bollocks”, do Sex Pistols. Anderson classificou o álbum como “provavelmente a maior forma de arte do século 20”.
O próximo disco deve fechar uma nova trilogia, depois do punk “Autofiction” e do pós-punk “Antidepressants”. O guitarrista Neil Codling afirmou que a sonoridade segue linha parecida “talvez um pouco mais grandiosa”, com canções simples e de refrões fortes. “Estamos bem avançados na composição e, com sorte, vamos começar a gravar logo”, disse.
Anderson contou que o álbum será “mais um disco de base punk” e que ainda não sabe como defini-lo. Ele sugeriu “anarcho-punk”, enquanto Gilbert brincou com “steam punk”. “Quando começamos a escrever, era meio anarcho-punk, na verdade”, admitiu. Segundo o vocalista, rótulos de gênero ajudam o público a entender um disco, mas são um “instrumento bem rombudo”. “Obviamente não vai ser só um disco anarcho-punk, mas é um lugar amplo para as pessoas situarem o álbum.”
Sobre as letras, ele afirmou que “há muitas músicas sobre tribos e pertencimento”. A banda também antecipou que uma ou duas faixas novas podem estrear no repertório da turnê de arenas no Reino Unido ao lado do Manic Street Preachers, que começa em 28 de outubro, na OVO Arena, em Glasgow.
Questionados sobre alguma provocação aos colegas, os integrantes disseram que não é necessário. “Eles são ótimos, e sempre nos divertimos muito em turnê com eles”, disse Anderson, que conhece os galeses desde cerca de 1994.



