Taylor Swift diz que compositores de Nashville a “criaram” em discurso no Hall da Fama
Resumo
- ▪ Taylor Swift foi introduzida no Nashville Songwriters Hall of Fame na segunda-feira (26), em Nashville.
- ▪ Brad Paisley fez a apresentação e Swift lembrou os primeiros anos de composição com Liz Rose e Nathan Chapman.
- ▪ Lyle Lovett, Shawn Camp e Bruce Channel também entraram, e Lainey Wilson cantou "Love Story" em versão bluegrass.
Taylor Swift foi introduzida no Hall da Fama dos Compositores de Nashville (Nashville Songwriters Hall of Fame) na noite de segunda-feira (26 de outubro). No discurso de agradecimento, ela voltou aos escritórios da Music Row, às editoras e aos parceiros que marcaram seus primeiros anos como compositora.
Brad Paisley fez a introdução da vencedora de 14 Grammys na 56ª cerimônia anual da entidade, realizada no Music City Center, em Nashville. Swift abriu a fala com uma brincadeira: “Estou muito surpresa de ver você aqui, na verdade, porque estamos afastados desde 2007”. Ela lembrou que Paisley encheu o ônibus da turnê com milhares de grilos vivos. “Por meses, eu não conseguia dormir. Só chirp, chirp, chirp, chirp a noite toda”, contou, antes de dizer que a apresentação foi boa o bastante para deixar o passado para trás.
Swift dividiu a homenagem em três palavras: Nashville, compositores e fama. “Eu soube desde que escrevi minha primeira música que, mesmo que não pudesse ser minha carreira, seria minha paixão”, disse. Nashville, segundo ela, era “o lugar para onde eu ia nos meus devaneios do ensino fundamental”. Já a fama seria “uma espécie de subproduto do meu amor pela música”.
Ela contou que, quando a vida fica estranha, volta mentalmente às lembranças de chegar a Nashville, assinar um contrato de edição aos 14 anos e escrever todos os dias. “Eu era como uma esponja”, brincou. “E tinha o cabelo bem cacheado e amarelo, então também parecia uma esponja.”
Para a cantora, aquele período mostrou que compor é um ofício aprendido na repetição. “Acho que você aprende de verdade um ofício quando faz isso várias e várias vezes”, afirmou. “E é isso que os compositores magníficos que trabalham nesta cidade incrível fazem.” Ela acrescentou: “Não existe comunidade musical como esta. Eu sei, chequei todas as comunidades”.
Swift também agradeceu à cena de Nashville por ensiná-la a lidar com bloqueios criativos, a saber quais ideias valem a briga e quando abrir mão. “Aprendi a me adaptar quando o seu coautor está de ressaca, ou quando ele vai precisar falar do divórcio por muito tempo antes de escrevermos qualquer coisa”, disse. Segundo ela, esses compositores “de muitas maneiras, me criaram e me guiaram pelos meus anos de formação”.
Uma das lembranças detalhadas vem de dezembro de 2005. A mãe a buscava na Hendersonville High School e a levava à Jody Williams Music, editora independente em uma casa pequena de estilo Craftsman. Na recepção estava Katherine, cujo namorado na época, revelou Swift, era Eric Church. “As coisas deram muito certo para eles”, brincou. “Têm uns filhos, casados há uns 20 anos. O nome completo dele é Eric Church, só para deixar claro.”
Dali, a então adolescente subia para uma sala pintada de vermelho para compor com Liz Rose. “Eu dizia: ‘Liz, aconteceu isso hoje na escola'”, lembrou. “E ela pegava o caderno e a gente escrevia muito rápido.” Depois, ia a um galpão nos fundos do prédio, onde o produtor de demos Nathan Chapman gravava as músicas e tocava todos os instrumentos. “Ele interpretava minha música de forma tão intuitiva que, mais tarde, eu lutaria para que ele produzisse meu primeiro álbum inteiro”, disse. O álbum de estreia, autointitulado, completou 20 anos em 24 de outubro, dois dias antes da cerimônia.
A cantora de “Love Story” também recordou as sessões no Sony Fire Hall, onde ouvia outros compositores trabalhando através das paredes. “Eu gostava de fingir que estava no prédio de verdade”, contou.
Ao olhar para as duas décadas seguintes, Swift atribuiu à base construída em Nashville a liberdade de transitar entre gêneros, parceiros e métodos criativos. “A única razão pela qual consegui ter essa destreza no meu processo criativo é por causa dos fundamentos e da base que aprendi aqui em Nashville”, afirmou. “E nunca esqueço isso por um segundo sequer.”
“Estou incrivelmente honrada por ser introduzida neste clube sagrado, especialmente neste momento da minha vida”, continuou. “Não passa despercebido para mim o quanto isso é loucura.” Ela encerrou dizendo que Nashville “lapidou e poliu” a parte de si da qual mais se orgulha: “Parece um daqueles momentos incríveis de Nashville que vou reviver em um dia de chuva”.
Taylor Swift foi homenageada ao lado de Lyle Lovett, Shawn Camp, Lee Thomas Miller, Bruce Channel e do falecido J.I. Allison. George Strait recebeu o prêmio Career Maker.