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Tom Morello defende que bandas de rock não precisam ser políticas e cobra autenticidade

5 min de leitura
Tom Morello. : Why Not All Rock Bands Need to Be Political
Foto: Tom Morello. : Why Not All Rock Bands Need to Be Political

Resumo
  • ▪ Guitarrista afirma que grupos não devem compor sobre política apenas para agradá-lo.
  • ▪ Músico destaca sua atuação para incluir nomes do metal no Rock & Roll Hall of Fame.
  • ▪ Para Morello, a honestidade artística é o fator determinante para conectar com o público.

Tom Morello afirmou que bandas de rock não precisam abordar temas políticos e que não devem tentar fazer isso apenas para agradá-lo. O cofundador do Rage Against the Machine explicou sua visão sobre autenticidade e detalhou seus esforços nos bastidores para incluir representantes da música pesada no Rock & Roll Hall of Fame.

Em entrevista à Star FM, o guitarrista lembrou que defende o estilo desde os 15 anos de idade. Segundo ele, pessoas de fora do universo do metal muitas vezes desrespeitam o gênero ou não compreendem sua força. Morello atua há cerca de 15 anos no comitê da instituição para indicar artistas que considera essenciais.

O músico citou nomes que ajudou a introduzir na cerimônia, como Randy Rhoads, Judas Priest, Iron Maiden, Stevie Ray Vaughan, Rush e Kiss. Ele apontou que esses grupos ocupavam posições secundárias para a premiação, mas tinham relevância suficiente na história da música para serem homenageados.

Para Morello, a cena pesada demonstra vigor atualmente com apresentações históricas. Ele observou que o Iron Maiden lidera grandes festivais, o Judas Priest vive um momento de destaque e o Rush iniciou uma turnê bastante aguardada. Ao tocar faixas do Rage Against the Machine em festivais europeus recentes, o guitarrista notou a presença de jovens entre 15 e 25 anos na plateia, reforçando a passagem da música por diferentes gerações.

Conhecido por suas opiniões contundentes, Morello ressaltou que outras bandas também tocaram em pontos políticos sem transformar isso em um rótulo exclusivo. Ele mencionou a força de faixas como “War Pigs”, do Black Sabbath, e “Run to the Hills”, do Iron Maiden, que trata do massacre de povos nativos norte-americanos.

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Apesar desses exemplos, o guitarrista reforçou que a exigência principal deve ser a verdade de cada criador. Ele explicou que suas composições tratam de injustiças porque essa é sua vivência, mas grupos como o Mötley Crüe funcionam ao cantar sobre festas e bastidores, assim como Rob Halford aborda uma ampla variedade de assuntos no Judas Priest.

Morello concluiu que a única responsabilidade real do artista é ser honesto com a própria arte. O único erro, segundo ele, ocorre quando um músico quer falar sobre questões sociais, mas opta por se censurar por medo de perder espaço em rádios ou receber comentários negativos do público.

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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