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3 músicas de rock dos anos 1970 que deixaram os pais apavorados

5 min de leitura
Black Sabbath. American rock & roll band the Bobby Fuller Four, circa 1966. From left to right, they are singer Bobby Fuller, bass player Randy Fuller, guitarist Jim Reese and drummer Dalton Powell. (by Don Paulsen/Michael Ochs Archives/Getty Images)
Foto: Black Sabbath. American rock & roll band the Bobby Fuller Four, circa 1966. From left to right, they are singer Bobby Fuller, bass player Randy Fuller, guitarist Jim Reese and drummer Dalton Powell. (by Don Paulsen/Michael Ochs Archives/Getty Images)

De muitas formas, os pais temiam o avanço do rock durante os anos 1970. A década trouxe uma explosão de novos subgêneros e estéticas que, para a geração mais velha, pareciam simplesmente incompreensíveis. Mesmo com todas as tentativas de repreensão, os jovens continuavam se apaixonando por essas novidades sonoras.

Essa tensão geracional gerou faixas que causaram verdadeiro pânico moral nos lares da época. Relembre três clássicos dos anos 1970 que realmente deixaram os pais apavorados.

### “God Save The Queen” (Sex Pistols, 1977)

Quando o movimento punk surgiu nos anos 1970, muitos pais ficaram sem reação. Repentinamente, os filhos começaram a voltar tarde para casa, exibindo roupas rasgadas, cabelos despenteados e posturas furiosas. Em um período no qual a sociedade passava por fortes turbulências, a música capturou perfeitamente esse espírito de desgaste social.

Nenhuma banda expressou o clima tenso daquele momento como os britânicos do Sex Pistols. O grupo lançou apenas um álbum de estúdio em sua trajetória, a estreia “Never Mind The Bollocks, Here’s The Sex Pistols” (1977). Uma das faixas centrais, “God Save The Queen”, alarmou profundamente os mais velhos, que temiam o deboche contra a própria monarquia britânica e preferiam que deixassem a rainha em paz.

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### “Black Sabbath” (Black Sabbath, 1970)

Diante da atmosfera sombria construída pelo quarteto, o pavor familiar parecia quase inevitável. Ouvir a faixa-título presente no disco de estreia “Black Sabbath”, lançado em 1970, criava uma sensação imediata de estar dentro de uma igreja para os condenados. Conforto e salvação simplesmente não existiam nessa proposta sonora.

O que restava era a interpretação perturbadora de Ozzy Osbourne e toda a escuridão que o grupo pretendia apresentar. Enquanto os adolescentes se fascinavam com o peso e a proposta inovadora do conjunto, os pais repudiavam a temática obscura, repetindo um choque geracional tão antigo quanto os próprios discos de vinil.

### “I Wanna Be Sedated” (Ramones, 1978)

A agressividade e a velocidade do punk já bastavam para espantar a maior parte dos responsáveis naqueles tempos. No entanto, quando surgiam composições como “I Wanna Be Sedated”, do álbum “Road To Ruin” (1978), o cenário ficava ainda mais complexo para as famílias.

Se os pais já não aprovavam o punk rock por natureza, a preocupação aumentava quando as letras pareciam abordar ou exaltar o uso de substâncias. A criação dos Ramones uniu esses dois universos em um ritmo frenético, consolidando um receio que parece acompanhar o imaginário em torno da canção até os dias de hoje.

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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