3 músicas de rock psicodélico dos anos 1960 que capturam a sensação de acordar de ressaca
Quem viveu a juventude nos anos 1960 certamente guarda lembranças (ou vazios completos de memória) das noites intensas embaladas pelo Verão do Amor. Junto a essas festas inesquecíveis, vinha também o inevitável dia seguinte: aquela dor de cabeça pulsante e a clássica névoa mental. No ápice da era experimental, diversas bandas traduziram essa atmosfera inebriada em sons inovadores. Confira três faixas do rock psicodélico que capturam perfeitamente a sensação de acordar em plena ressaca.
“I’m Only Sleeping” – The Beatles (Revolver, 1966)
Uma verdadeira joia subestimada do revolucionário álbum Revolver, “I’m Only Sleeping” traz uma atmosfera sonhadora, desprendida e preguiçosa. A composição retrata o estado de quem acabou de despertar atordoado e desidratado após uma noite interminável. Embora nunca tenha sido trabalhada como single comercial, a canção continua sendo um dos pontos mais altos da safra de John Lennon no disco, eternizada pela memorável trilha de guitarra invertida gravada por George Harrison.
“2000 Man” – The Rolling Stones (Their Satanic Majesties Request, 1967)
Mergulhando no período mais experimental de Mick Jagger e companhia, “2000 Man” é presença obrigatória quando se fala de sensações lisérgicas e flutuantes. Presente no disco Their Satanic Majesties Request, a faixa combina surrealismo lírico com passagens acústicas e explosões elétricas desorientadas. Mesmo sem ter ganhado lançamento nas rádios na época, permanece como um dos lados B mais cultuados do catálogo dos Stones.
“Are You Experienced?” – The Jimi Hendrix Experience (Are You Experienced, 1967)
A faixa-título da estreia de Jimi Hendrix evoca não só o cansaço do dia seguinte, mas também a sequência caótica de eventos que levou até ele. Com guitarras hipnóticas e fitas tocadas ao contrário, a gravação serviu de trilha sonora para as experiências lisérgicas de toda uma geração. Curiosamente construída em torno de apenas um acorde contínuo, a faixa resgata a estrutura de zumbido comum na música clássica indiana, em voga na época, resultando em um transe sonoro atemporal.
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