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4 das frases mais marcantes em faixas de rock de 1973

5 min de leitura
Pink Floyd. American rock & roll band the Bobby Fuller Four, circa 1966. From left to right, they are singer Bobby Fuller, bass player Randy Fuller, guitarist Jim Reese and drummer Dalton Powell. (by Don Paulsen/Michael Ochs Archives/Getty Images)
Foto: Pink Floyd. American rock & roll band the Bobby Fuller Four, circa 1966. From left to right, they are singer Bobby Fuller, bass player Randy Fuller, guitarist Jim Reese and drummer Dalton Powell. (by Don Paulsen/Michael Ochs Archives/Getty Images)

A década de 1970 representou um período de ouro para o rock, unindo o peso do hard rock à tradição de composição afiada herdada dos anos anteriores. Essa fusão resultou em versos certeiros que sintetizavam com extrema precisão o poder das composições da época.

O ano de 1973 foi particularmente prolífico, trazendo álbuns antológicos que carregavam linhas líricas profundas sobre a passagem dos anos, sentimentos contraditórios e a própria existência humana. A seguir, destacam-se quatro desses momentos brilhantes.

“Time” (Pink Floyd)

O álbum “The Dark Side Of The Moon”, do Pink Floyd, traz uma vasta coleção de reflexões diretas sobre identidade, dinheiro, fama e o avanço inexorável do tempo. Contudo, uma das passagens mais contundentes surge logo na segunda estrofe de “Time”: “The sun is the same in a relative way, but you’re older, shorter of breath, and one day closer to death” (“O sol é o mesmo de uma forma relativa, mas você está mais velho, com menos fôlego e um dia mais perto da morte”). Trata-se de uma síntese crua e sucinta sobre o envelhecimento físico em contraste com a mente, que muitas vezes ainda se sente décadas mais jovem.

“The Rain Song” (Led Zeppelin)

Lançado em março de 1973, “Houses Of The Holy” rapidamente se consolidou no repertório do Led Zeppelin com faixas como “No Quarter” e “The Song Remains The Same”. A delicada “The Rain Song”, segunda música do disco, guarda alguns dos versos mais tocantes daquele período: “These are the seasons of emotion, and, like the wind, they rise and fall / This is the wonder of devotion, I see the torch we all must hold” (“Estas são as estações da emoção e, como o vento, elas sobem e descem / Esta é a maravilha da devoção, vejo a tocha que todos devemos segurar”). O desfecho com a constatação “Upon us all, a little rain must fall” (“Sobre todos nós, um pouco de chuva deve cair”) traduz a convivência necessária entre os momentos luminosos e as dores da vida.

“Desperado” (Eagles)

Onipresente nas rádios desde seu lançamento, “Desperado” tornou-se uma das assinaturas fundamentais dos Eagles. Grande parte de sua força reside nas linhas diretas cantadas no refrão: “Freedom, oh freedom, well, that’s just some people talkin’ / Your prison is walking through this world all alone” (“Liberdade, oh liberdade, bem, isso é só conversa de alguns / Sua prisão é caminhar por este mundo completamente sozinho”). Partilhando um sentimento que remete a canções anteriores, como “Me And Bobby McGee” de Kris Kristofferson, a faixa serve como um lembrete direto sobre a necessidade de afeto e suporte mútuo nas relações humanas.

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“A National Acrobat” (Black Sabbath)

Pioneiro em sonoridades sombrias e pesadas, o Black Sabbath também abriu espaço frequente em seu catálogo para temáticas ligadas a sentimentos luminosos como paz, afeto e busca pela felicidade. Uma demonstração clara surgiu em “A National Acrobat”, canção presente no quinto álbum de estúdio do grupo, “Sabbath Bloody Sabbath”. O verso “Just remember love is life, and hate is living death / Treat your life for what it’s worth, and live for every breath” (“Apenas lembre-se de que o amor é vida e o ódio é uma morte em vida / Dê à sua vida o devido valor e viva a cada respiração”) sintetiza de forma simples a mensagem vitalista que contrastava com o peso cru do instrumental.

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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