A história do Pearl Jam: De Seattle à saída de Matt Cameron
O Pearl Jam foi formado em Seattle, nos Estados Unidos, em 1990, por Stone Gossard e Jeff Ament, ex-Green River e Mother Love Bone, com Eddie Vedder e Mike McCready completando a formação. A banda virou símbolo do grunge, lançou 12 álbuns de estúdio e entrou no Rock and Roll Hall of Fame em 2017, no primeiro ano de elegibilidade. Em julho de 2025, o baterista Matt Cameron saiu depois de 27 anos, e em setembro de 2026 a banda voltou aos palcos com Abe Laboriel Jr. na bateria, como convidado. Esta é a história do Pearl Jam. Para a lista de integrantes, a discografia completa e a linha do tempo em tópicos, veja a página do artista Pearl Jam.
De Mookie Blaylock a Ten (1990–1992)
A banda começou com o nome Mookie Blaylock, em homenagem ao jogador de basquete, e virou Pearl Jam quando assinou com a gravadora. O título Ten, do álbum de estreia, remete à camisa de número 10 do jogador. A origem do nome Pearl Jam tem outras versões, inclusive uma história da geleia da bisavó de Vedder que ele mesmo chamou de balela em 2006. Ten saiu em 27 de agosto de 1991 e chegou ao segundo lugar da Billboard 200. Em 16 de março de 1992, a banda gravou o MTV Unplugged, no Queens, em Nova York.
Vs., Vitalogy e a briga com a Ticketmaster (1993–1998)
Vs., lançado em 19 de outubro de 1993, vendeu cerca de 950 mil cópias na primeira semana nos Estados Unidos, um recorde que durou cinco anos, e a banda cortou a promoção e não fez clipes dos singles. Vitalogy veio em 1994, e o Disconecta lembrou os 30 anos do disco. No mesmo ano, o Pearl Jam abriu uma queixa contra a Ticketmaster no Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A turnê de verão foi cancelada, o boicote durou cerca de três anos e a banda só voltou à Ticketmaster na turnê de Yield, em 1998.
No Code saiu em 1996, e a banda ganhou o Grammy de Melhor Performance de Hard Rock por Spin the Black Circle. Yield, de 1998, marcou o momento em que o Pearl Jam virou a página, e foi nesse ano que Matt Cameron, ex-Soundgarden, entrou no lugar de Jack Irons.
Roskilde e os anos 2000
Em 30 de junho de 2000, durante o show no Roskilde Festival, na Dinamarca, nove fãs morreram esmagados pela multidão. A banda cancelou os dois últimos shows da turnê europeia e cogitou parar, mas voltou à estrada em agosto. Binaural saiu em 2000, e o Disconecta analisou a reinvenção do disco. Riot Act (2002), Pearl Jam (2006), Backspacer (2009) e Lightning Bolt (2013) completam a fase. Lightning Bolt rendeu à banda o Grammy de Melhor Embalagem, em 2015.
Rock Hall e Gigaton (2017–2020)
Em 7 de abril de 2017, o Pearl Jam entrou no Rock and Roll Hall of Fame, no Barclays Center, no Brooklyn, no primeiro ano de elegibilidade. David Letterman fez o discurso no lugar de Neil Young, que não pôde ir por doença. Gigaton saiu em 27 de março de 2020 e estreou em quinto lugar na Billboard 200.
Dark Matter e a saída de Matt Cameron (2024–2025)
Dark Matter, o 12º álbum de estúdio, saiu em 19 de abril de 2024, com produção de Andrew Watt. O single Running e o single Wreckage antecederam o disco, e a Dark Matter World Tour começou em 4 de maio de 2024, em Vancouver, e terminou em maio de 2025. Em 7 de julho de 2025, Matt Cameron anunciou a saída depois de 27 anos, sem dar motivo, a primeira mudança de formação desde 1998.
A banda sem baterista fixo (2026)
Em 2026, Eddie Vedder falou sobre o futuro do Pearl Jam depois da saída de Cameron. Em maio, a banda anunciou o primeiro show sem ele, no Ohana Festival, em Dana Point, na Califórnia, festival fundado por Vedder. Em 25 de setembro, no show Eddie Vedder & Friends, e em 27 de setembro, no show do Pearl Jam, Abe Laboriel Jr., baterista de Paul McCartney, tocou como convidado. O Disconecta cobriu a apresentação, e Jeff Ament contou como a banda escolheu o baterista. A banda não anunciou Abe Laboriel Jr. como integrante fixo, e Ament disse à Rolling Stone que esperava que ele fosse o baterista fixo, mas que não sabia se seria.
Em novembro de 2026, a banda lança em vinil o show de Filadélfia de 29 de abril de 2016, em que tocou Ten na íntegra, com o título Ten Live, para marcar os 35 anos do álbum de estreia. Não há turnê nem álbum novo anunciados.
O Pearl Jam no Brasil
O Pearl Jam tocou no Brasil em 2005, na primeira turnê no país, com shows em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro; em 2011, em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba; em 2013, no Lollapalooza Brasil, em São Paulo; em 2015, em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro; e em 2018. Em 2018, a banda tocou no Maracanã, em 21 de março, e foi atração do Lollapalooza Brasil, em Interlagos, em 24 de março. Não há show confirmado no Brasil em 2026 nem em 2027.
Perguntas frequentes sobre o Pearl Jam
O que aconteceu com o baterista do Pearl Jam?
Matt Cameron anunciou a saída em 7 de julho de 2025, depois de 27 anos na banda, sem dar motivo. Foi a primeira mudança de formação desde 1998.
Quem é o baterista do Pearl Jam hoje?
A banda não anunciou um baterista fixo. Abe Laboriel Jr., baterista de Paul McCartney, tocou como convidado nos shows de 25 e 27 de setembro de 2026, no Ohana Festival.
Qual a origem do nome Pearl Jam?
A banda começou com o nome Mookie Blaylock, em homenagem ao jogador de basquete, e virou Pearl Jam ao assinar com a gravadora. Jeff Ament e Mike McCready contam que o nome veio de uma sugestão de Ament e de um show de Neil Young em que cada música virou um jam longo. A história da geleia da bisavó de Vedder foi chamada por ele mesmo de balela.
Quando foi o último show do Pearl Jam no Brasil?
Em março de 2018: no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 21 de março, e no Lollapalooza Brasil, em São Paulo, em 24 de março. Não há show anunciado no Brasil para 2026 ou 2027.
Atualizado em 10 de outubro de 2026. Fontes: Wikipédia (português e inglês) e reportagens da imprensa especializada.


