A história do Rush: De Toronto à turnê Fifty Something
Resumo
- ▪ O Rush surgiu em agosto de 1968 em Toronto e gravou 19 álbuns de estúdio na carreira.
- ▪ O baterista Neil Peart morreu no dia 7 de janeiro de 2020 aos 67 anos na Califórnia.
- ▪ A turnê Fifty Something com a baterista Anika Nilles terá cinco shows no Brasil em 2027.
O Rush foi formado em agosto de 1968, em Willowdale, bairro de Toronto, no Canadá, por Alex Lifeson, John Rutsey e Jeff Jones; Geddy Lee entrou no lugar de Jones logo depois. A formação clássica, com Lee no baixo, na voz e nos teclados, Lifeson na guitarra e Neil Peart na bateria e nas letras, durou de 1974 a 2015, e a banda lançou 19 álbuns de estúdio. Peart morreu em 7 de janeiro de 2020, e em outubro de 2025 Lee e Lifeson anunciaram a turnê de reunião Fifty Something, com Anika Nilles na bateria, que está na estrada em outubro de 2026. Esta é a história do Rush. Para a lista de integrantes, a discografia completa e a linha do tempo em tópicos, veja a página do artista Rush.
De Willowdale a Neil Peart (1968–1975)
Os primeiros anos foram de bares e clubes de Toronto. John Rutsey tocava bateria, e Geddy Lee assumiu o baixo e a voz depois de Jeff Jones. O álbum de estreia, Rush, saiu em 1974 pelo selo independente Moon Records, do empresário Ray Danniels, e a gravadora Mercury o relançou nos Estados Unidos. Ainda em 1974, Rutsey deixou a banda e Neil Peart assumiu a bateria, trazendo também a tarefa de escrever as letras. Fly by Night e Caress of Steel vieram em 1975.
2112 e o rock progressivo (1976–1978)
2112, de 1976, tem uma suíte de ficção científica que ocupa o lado A inteiro e deu à banda a independência para seguir o próprio caminho. O Disconecta conta como esse álbum salvou o Rush. A Farewell to Kings (1977) e Hemispheres (1978) aprofundaram o rock progressivo, com faixas longas e arranjos complexos. No palco, o disco ao vivo All the World’s a Stage, de 1976, registrou essa fase.
Permanent Waves e Moving Pictures (1980–1981)
Em Permanent Waves (1980), o Rush encurtou as músicas sem perder a técnica. Moving Pictures, de 1981, trouxe Tom Sawyer e é o álbum de maior sucesso do grupo; o Disconecta lembrou os 45 anos do disco. O ao vivo Exit… Stage Left, de 1981, fechou o ciclo.
Os anos 1980 e 1990
Signals (1982), Grace Under Pressure (1984), Power Windows (1985) e Hold Your Fire (1987) abriram espaço para sintetizadores. Hold Your Fire dividiu opiniões e merece uma nova escuta, e Grace Under Pressure ganhou reedição expandida, com mix novo e o show completo de 21 de setembro de 1984. Depois vieram Presto (1989), Roll the Bones (1991), Counterparts (1993) e Test for Echo (1996), com a guitarra de volta ao primeiro plano.
Vapor Trails e o Brasil (2002)
Vapor Trails saiu em 2002, e a turnê que o acompanhou trouxe o Rush ao Brasil pela primeira vez. A última noite, em 23 de novembro de 2002, no Maracanã, no Rio de Janeiro, virou o álbum e DVD Rush in Rio. Snakes & Arrows (2007) e Clockwork Angels (2012) fecharam a discografia de estúdio.
Rock Hall e a última turnê (2013–2015)
Em 2013, o Rush entrou no Rock and Roll Hall of Fame. A turnê R40, de 2015, foi a última com a formação clássica: Neil Peart parou de tocar. O Rush quase estendeu essa turnê de despedida.
A morte de Neil Peart (2020)
Neil Peart morreu em 7 de janeiro de 2020, em Santa Monica, na Califórnia, aos 67 anos, de glioblastoma, um tipo de câncer cerebral. A morte foi divulgada em 10 de janeiro, depois de uma luta de cerca de três anos e meio contra a doença. O documentário Neil Peart: No One’s Disciple reviveu o legado do baterista, e Geddy Lee criticou os bateristas que se ofereceram a tocar com a banda depois da morte de Peart.
Fifty Something: a reunião (2025–2026)
Em 6 de outubro de 2025, o Rush anunciou a turnê de reunião e uma nova baterista: a alemã Anika Nilles, que toca bateria e percussão. Um vídeo mostrou por que a banda a escolheu. A turnê Fifty Something começou em 7 de junho de 2026, no Kia Forum, em Inglewood, na região de Los Angeles. O formato é de “uma noite com o Rush”, com dois sets e mais de 40 músicas, e Geddy Lee disse que haveria músicos extras. Lee defendeu o uso do nome Rush na turnê, e Hugh Syme explicou o novo símbolo da turnê.
Em junho de 2026, Geddy Lee teve problemas de saúde e a banda adiou shows em Fort Worth: segundo a imprensa, laringite e bronquite, e os shows de 30 de junho e 2 de julho passaram para 11 e 13 de julho. A turnê continuou, com a primeira parte nos Estados Unidos, no Canadá e no México até 17 de dezembro de 2026. Não há álbum novo anunciado, e Geddy Lee explicou por que o Rush não está pensando em novas músicas.
O Rush no Brasil em 2027
Depois da América do Norte, a turnê chega à América do Sul em janeiro de 2027. O Rush confirmou cinco shows no Brasil: Curitiba, em 22 de janeiro, na Arena da Baixada; São Paulo, em 24 e 26 de janeiro, no Allianz Parque; Rio de Janeiro, em 30 de janeiro, no Estádio Nilton Santos; Belo Horizonte, em 1º de fevereiro, no Mineirão; e Brasília, em 4 de fevereiro, na Arena BRB Mané Garrincha. A data extra em São Paulo foi aberta depois que os ingressos esgotaram.
Perguntas frequentes sobre o Rush
Por que o Rush acabou?
A formação clássica encerrou as atividades depois da turnê R40, em 2015, quando Neil Peart parou de tocar, e a morte dele em 7 de janeiro de 2020 deixou o futuro da banda em aberto. Em outubro de 2025, Geddy Lee e Alex Lifeson anunciaram a turnê de reunião Fifty Something, com Anika Nilles na bateria, e o Rush está em atividade em 2026.
Qual foi a causa da morte do baterista do Rush?
Neil Peart morreu em 7 de janeiro de 2020, aos 67 anos, em Santa Monica, na Califórnia, de glioblastoma, um tipo de câncer cerebral. A morte foi divulgada três dias depois, em 10 de janeiro.
Quem substituiu Neil Peart no Rush?
Anika Nilles, baterista alemã, assumiu a bateria e a percussão na turnê de reunião Fifty Something, anunciada em 6 de outubro de 2025. Ela é a baterista da turnê, ao lado de Geddy Lee e Alex Lifeson.
Quando o Rush toca no Brasil?
Em 2027: Curitiba (22 de janeiro), São Paulo (24 e 26 de janeiro), Rio de Janeiro (30 de janeiro), Belo Horizonte (1º de fevereiro) e Brasília (4 de fevereiro).
Atualizado em 16 de outubro de 2026. Fontes: Wikipédia (português e inglês), The Canadian Encyclopedia e reportagens da imprensa especializada.


