A história do The Who: De Londres à turnê de despedida
O The Who nasceu em Londres, em 1964, a partir dos Detours, banda que Roger Daltrey formou no começo da década, e se tornou uma das mais influentes do rock, com Pete Townshend na guitarra, John Entwistle no baixo e Keith Moon na bateria. Criou as óperas-rock Tommy e Quadrophenia, tocou em Monterey e em Woodstock e entrou no Rock and Roll Hall of Fame em 1990. Em 2025, fez a turnê de despedida na América do Norte e, em agosto de 2026, o baterista Zak Starkey voltou à banda. Esta é a história do The Who. Para a lista de integrantes, a discografia e a linha do tempo em tópicos, veja a página do artista The Who.
Dos Detours ao The Who (1961–1965)
Daltrey montou os Detours no começo dos anos 1960, e Pete Townshend e John Entwistle entraram na banda. Keith Moon chegou em 1964, e o grupo passou a se chamar The Who naquele ano, porque já existia outra banda com o nome Detours. Por um período, sob o empresário Peter Meaden, usou o nome The High Numbers, e depois voltou a The Who. Os primeiros shows foram no Goldhawk Social Club, em Shepherd’s Bush, em Londres. O álbum de estreia, My Generation, saiu em dezembro de 1965, com a música que virou hino da juventude da época.
Monterey, Tommy e Woodstock (1966–1970)
A Quick One saiu em 1966 e The Who Sell Out, em dezembro de 1967. Naquele ano, a banda tocou no Monterey Pop Festival, que a apresentou ao público americano. Em maio de 1969 veio Tommy, a ópera-rock que se tornou o disco mais associado ao The Who, e em agosto a banda tocou em Woodstock, com boa parte do álbum no repertório. Em 14 de fevereiro de 1970, o show na Universidade de Leeds foi gravado e virou Live at Leeds, lançado em maio.
Who’s Next e Quadrophenia (1971–1975)
Who’s Next, de 27 de agosto de 1971, traz Baba O’Riley e Won’t Get Fooled Again e recebeu três discos de platina nos Estados Unidos. Quadrophenia, a segunda ópera-rock, saiu em 2 de novembro de 1973 e chegou ao 2º lugar no Reino Unido e nos Estados Unidos. Em 1975, veio The Who by Numbers. Sobre esse período, o Disconecta contou como Pete Townshend quase engavetou Blue, Red and Grey, uma das faixas mais luminosas do disco.
A morte de Keith Moon e o fim da primeira fase (1978–1982)
Who Are You saiu em agosto de 1978. Em 7 de setembro, Keith Moon morreu no apartamento de Harry Nilsson, em Londres, por uma overdose acidental de clometiazol, remédio usado no tratamento da abstinência de álcool. Kenney Jones, ex-Small Faces e Faces, assumiu a bateria. Em 3 de dezembro de 1979, antes de um show em Cincinnati, a correria por poucas portas abertas deixou 11 mortos. Face Dances saiu em 1981 e It’s Hard, em 1982, e a banda fez naquele ano uma turnê de despedida, que não foi definitiva: ela voltou em 1985, no Live Aid, e em 1989.
Hall of Fame, Entwistle e a volta aos discos (1990–2019)
O The Who foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em 18 de janeiro de 1990, em cerimônia com apresentação do U2. Em 27 de junho de 2002, John Entwistle morreu em Las Vegas, um dia antes do início da turnê americana, vítima de um infarto, e Pino Palladino assumiu o baixo. Zak Starkey, filho de Ringo Starr, tocava com a banda desde os anos 1990. Endless Wire, de 30 de outubro de 2006, foi o primeiro álbum de estúdio em 24 anos, e em 2008 Daltrey e Townshend receberam as Honras do Kennedy Center. O 12º álbum de estúdio, Who, saiu em 6 de dezembro de 2019, e a banda passou a tocar também com orquestra.
O The Who no Brasil
O The Who fez três shows no Brasil, todos em setembro de 2017, na primeira passagem da banda pelo país e pela América Latina: em 21 de setembro, no Allianz Parque, em São Paulo, no festival São Paulo Trip; em 23 de setembro, no Rock in Rio, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro; e em 26 de setembro, no Anfiteatro Beira-Rio, em Porto Alegre.
A despedida e a volta de Zak Starkey (2025–2026)
Em maio de 2025, o The Who anunciou a turnê de despedida da América do Norte, que começou em agosto em Sunrise, na Flórida, e se encerrou em outubro de 2025. Antes, em abril, a banda anunciou a saída de Zak Starkey e voltou atrás poucos dias depois; em maio, Townshend confirmou a saída definitiva e a entrada de Scott Devours na bateria. Townshend confirmou a despedida das turnês, e a banda parou de tocar com orquestra.
Em 2026, o The Who lançou o álbum ao vivo Live at Eden Project, gravado com orquestra, em 29 de maio, e anunciou o box Who by Numbers, com 92 faixas e mixagens inéditas, que sai em 30 de outubro. No fim de agosto, Roger Daltrey confirmou a reunião com Zak Starkey: a banda ensaiou com o baterista, e Starkey confirmou à Rolling Stone e à Variety que voltou ao grupo. Daltrey disse que os ensaios foram bons, e uma possível despedida na Europa chegou a ser comentada, mas não há turnê nem data anunciadas.
Perguntas frequentes sobre The Who
Qual é a história da banda The Who?
O The Who nasceu em Londres, em 1964, a partir dos Detours, de Roger Daltrey, com Pete Townshend, John Entwistle e Keith Moon. Lançou My Generation em 1965, as óperas-rock Tommy (1969) e Quadrophenia (1973) e Who’s Next (1971), entrou no Rock and Roll Hall of Fame em 1990 e fez uma turnê de despedida na América do Norte em 2025.
Qual foi a causa da morte de Keith Moon?
Keith Moon morreu em 7 de setembro de 1978, no apartamento de Harry Nilsson, em Londres, por uma overdose acidental de clometiazol, remédio usado no tratamento da abstinência de álcool. Ele tinha tocado com a banda desde 1964.
O The Who acabou?
O The Who fez em 2025 uma turnê de despedida na América do Norte, mas não anunciou o fim da banda. Em agosto de 2026, o baterista Zak Starkey voltou ao grupo, que ensaiou com ele, e não há turnê nem data anunciadas.
O The Who já tocou no Brasil?
Sim. A banda fez três shows em setembro de 2017, a primeira passagem pelo país: São Paulo (21 de setembro, Allianz Parque), Rio de Janeiro (23 de setembro, Rock in Rio) e Porto Alegre (26 de setembro, Anfiteatro Beira-Rio). Não há show no Brasil anunciado.
Atualizado em 20 de outubro de 2026. Fontes: Wikipédia (português e inglês), Britannica, Rock and Roll Hall of Fame, Rolling Stone, Variety, Consequence, Ultimate Classic Rock, Louder e reportagens da imprensa especializada. Os fatos desta história precisam de revisão editorial.


