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Histórias

A história do ZZ Top: De Houston à morte de Frank Beard

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Os integrantes do ZZ Top. Crédito: Mick Hutson/Redferns.
ZZ Top. Crédito: Mick Hutson/Redferns.

O ZZ Top se formou em Houston, no Texas, em 1969, a partir da banda de Billy Gibbons, os Moving Sidewalks, e por mais de 50 anos manteve o mesmo trio: Gibbons na guitarra e na voz, Dusty Hill no baixo e na voz e Frank Beard na bateria. Fez do blues-rock texano um sucesso mundial com Tres Hombres e Eliminator, entrou no Rock and Roll Hall of Fame em 2004 e chega a 2026 sem Hill, que morreu em 2021, e sem Beard, que morreu em 17 de agosto. A banda decidiu continuar. Esta é a história do ZZ Top. Para a lista de integrantes, a discografia e a linha do tempo em tópicos, veja a página do artista ZZ Top.

De Houston a Tres Hombres (1969–1973)

Gibbons formou o ZZ Top quando os Moving Sidewalks acabaram, em 1969, e escolheu para o trio o baixista Dusty Hill e o baterista Frank Beard, que vinham da American Blues, banda de Dallas. O empresário era Bill Ham. O primeiro single foi Salt Lick, ainda em 1969, e o álbum de estreia, ZZ Top’s First Album, saiu em 16 de janeiro de 1971, seguido de Rio Grande Mud, em 1972. Em 26 de julho de 1973 veio Tres Hombres, com La Grange e Jesus Just Left Chicago, o disco que levou o trio além do Texas.

Fandango!, Worldwide Texas Tour e Degüello (1975–1981)

Fandango! saiu em 1975 e Tejas, em 1976. Naquele ano, a banda começou a Worldwide Texas Tour, que durou cerca de 18 meses, com um palco em forma do estado e animais vivos em cena. Degüello, de 1979, foi o primeiro disco do grupo na Warner, e El Loco saiu em 1981.

Eliminator e a era da MTV (1983–1999)

Eliminator, de 23 de março de 1983, transformou o ZZ Top em fenômeno de massa. Os videoclipes de Gimme All Your Lovin’, Sharp Dressed Man e Legs tocaram sem parar na MTV, e Legs levou o prêmio de melhor vídeo de grupo no VMA de 1984. O disco recebeu certificação Diamante nos Estados Unidos, e o Ford 1933 customizado de Gibbons virou símbolo da fase. Foi também nessa época que as barbas longas de Gibbons e Hill viraram marca registrada; Beard, ao contrário, nunca usou barba, e o Disconecta contou por que Frank Beard não usava barba. Vieram Afterburner, em 1985, Recycler, em 1990, Antenna, em 1994, Rhythmeen, em 1996, e XXX, em 1999.

Hall of Fame, Mescalero e La Futura (2003–2019)

Mescalero saiu em 2003. Em 15 de março de 2004, o ZZ Top entrou no Rock and Roll Hall of Fame, em cerimônia no Waldorf Astoria, em Nova York, com Keith Richards fazendo a apresentação. La Futura, de 2012, é até hoje o último álbum de estúdio da banda. Em 2019, o documentário That Little Ol’ Band From Texas, na Netflix, contou a trajetória do trio e foi indicado ao Grammy de melhor filme musical. O ZZ Top nunca ganhou um Grammy, mas teve três indicações.

A morte de Dusty Hill e a chegada de Elwood Francis (2021–2025)

Dusty Hill morreu em 28 de julho de 2021, aos 72 anos, dormindo em casa, em Houston. A banda não divulgou a causa. Cinco dias antes, em 23 de julho, Elwood Francis, técnico de guitarra e baixo do grupo, tinha tocado o baixo em um show em New Lenox, em Illinois, quando Hill voltou ao Texas por causa de um problema no quadril. Francis seguiu na estrada como músico de turnê, e ele mesmo disse que não é e nunca será membro da banda. Em 2023, o ZZ Top rodou os Estados Unidos com o Lynyrd Skynyrd na turnê Sharp Dressed Simple Man. Em março de 2025, Frank Beard se afastou de uma turnê por um problema de saúde não detalhado, e o técnico de bateria John Douglas o substituiu.

A morte de Frank Beard e a continuidade (2026)

Frank Beard morreu em 17 de agosto de 2026, aos 77 anos, em cuidados paliativos, em seu rancho em Richmond, no Texas, cercado pela família. A causa não foi divulgada. A banda cancelou os shows de 18 e 19 de agosto e voltou ao palco em 22 de agosto, em Austin, com Michael Monahan na bateria. Billy Gibbons disse que o ZZ Top continuaria, como Beard queria, e a banda confirmou a continuidade. Em setembro, Gibbons garantiu que o ZZ Top segue com a nova formação, com ele, Francis e Monahan.

O ZZ Top no Brasil

O ZZ Top tocou no Brasil pela primeira vez em 2010: em 20 e 21 de maio, no Via Funchal, em São Paulo, e em 23 de maio, em Porto Alegre. Na turnê The Big One!, a banda anunciou três shows em novembro de 2026: em 18 de novembro, em Porto Alegre, no Auditório Araújo Vianna, para onde o show foi transferido; em 20 de novembro, em Curitiba, no Igloo Super Hall; e em 21 de novembro, em São Paulo, no Suhai Music Hall. A banda ainda não anunciou oficialmente quem toca a bateria nessas datas.

Perguntas frequentes sobre ZZ Top

Como o ZZ Top se formou?

O ZZ Top se formou em Houston, no Texas, em 1969, quando Billy Gibbons, dos Moving Sidewalks, montou um novo trio com o baixista Dusty Hill e o baterista Frank Beard, que vinham da banda American Blues, de Dallas. O primeiro álbum saiu em 16 de janeiro de 1971.

O ZZ Top continua em atividade depois da morte de Frank Beard?

Sim. Beard morreu em 17 de agosto de 2026, aos 77 anos, e a banda cancelou dois shows, mas voltou ao palco em 22 de agosto, em Austin, com Michael Monahan na bateria. Billy Gibbons disse que o grupo continuaria.

Elwood Francis é membro do ZZ Top?

Elwood Francis, que era técnico da banda, toca baixo desde 2021, depois da morte de Dusty Hill, como músico de turnê. Em 2024, ele disse à Guitar World que nunca será membro, porque a vaga é de Hill.

Qual foi a causa da morte de Dusty Hill?

A banda não divulgou a causa. Dusty Hill morreu em 28 de julho de 2021, aos 72 anos, dormindo em casa, em Houston.

Atualizado em 20 de outubro de 2026. Fontes: Wikipédia (português e inglês), Texas State Historical Association, Rock and Roll Hall of Fame, CBS News, ABC News, Variety, Rolling Stone Brasil, Billboard Brasil, Ultimate Classic Rock, Loudwire e reportagens da imprensa especializada. Os fatos desta história precisam de revisão editorial.

Autor

  • Marcelo Scherer

    Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate da cultura física como host do podcast e newsletter Papo de Colecionador, dedicado a LPs e CDs. Além de assinar resenhas críticas no site, expande o debate musical no comando dos programas Disconecta na Rádio na Fm Cultura 107,7 de Porto Alegre/RS e Pôr do Som na Sintonia Fm 94.7 de Torres/RS.

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