Frank Beard, baterista do ZZ Top, morre aos 77 anos
O ZZ Top anunciou nesta terça-feira (18) a morte de Frank Beard, baterista e integrante da banda desde 1969. Ele tinha 77 anos e morreu na segunda-feira (17), enquanto estava sob cuidados paliativos em seu rancho em Richmond, no Texas, acompanhado por familiares. A causa da morte não foi divulgada.
Beard havia se afastado dos compromissos do ZZ Top nos últimos meses por problemas de saúde. Em 2025, ele já havia deixado temporariamente a turnê norte-americana para cuidar da saúde e, mais recentemente, Michael Monahan vinha ocupando seu lugar na bateria.
A morte encerra a trajetória de um dos integrantes mais importantes da história do ZZ Top. Beard entrou para o grupo pouco depois de sua formação e, ao lado de Billy Gibbons e Dusty Hill, ajudou a estabelecer a identidade do trio texano. Sua bateria, especialmente o característico backbeat, tornou-se parte essencial da combinação de blues, rock e southern rock que definiu a banda.
Em comunicado, Gibbons lamentou a perda do amigo e parceiro musical. “Hoje, Elwood e eu perdemos um grande amigo e colaborador, e o mundo perdeu um dos bateristas mais naturalmente inovadores e um grande e verdadeiro filho do Texas”, afirmou. O guitarrista também destacou a importância da batida de Beard para o sucesso do grupo.
A morte de Beard acontece cinco anos depois da perda de Dusty Hill, baixista original do ZZ Top, que morreu em 2021. Com isso, Billy Gibbons passa a ser o único integrante sobrevivente da formação clássica que transformou o ZZ Top em um dos grupos mais reconhecidos do rock americano.
Beard também carregava uma das ironias mais conhecidas da história da banda: apesar do sobrenome Beard (“barba”, em inglês), era justamente o único integrante do trio que não cultivava a longa barba que se tornou marca registrada de Gibbons e Hill.
O ZZ Top havia programado shows em Salt Lake City e Colorado Springs, mas as apresentações foram canceladas após a morte do baterista. A banda pretende retomar a atual turnê “The Big One!” com apresentações no Austin City Limits, em um local particularmente significativo para Beard e para a história do grupo.
Frank Beard deixa uma contribuição que vai muito além da imagem extravagante associada ao ZZ Top. Durante mais de cinco décadas, sua maneira econômica e precisa de tocar foi fundamental para que a banda encontrasse seu equilíbrio entre peso, balanço e groove — uma assinatura que ajudou a transformar o trio texano em uma das formações mais longevas do rock.
(Via: Variety)


