Armored Saint: Joey Vera fala sobre novo álbum e a recusa em ser rotulado
Resumo
- ▪ O Armored Saint lança seu nono álbum de estúdio, "Emotion Factory Reset", em 2026.
- ▪ A banda, formada em 1982, tem evitado soar como uma banda de metal clássico, incorporando diversas influências como blues, Southern rock e R&B.
- ▪ O baixista e principal compositor Joey Vera discute a evolução sonora do grupo e a dinâmica interna de composição.
O Armored Saint, banda de metal clássico formada em 1982, está prestes a lançar seu nono álbum de estúdio, “Emotion Factory Reset”. Em entrevista ao Blabbermouth, o baixista e principal compositor Joey Vera discutiu a evolução sonora do grupo e sua recusa em se enquadrar nos rótulos tradicionais do gênero.
Apesar de sua formação na era de ouro do metal, o Armored Saint tem se distanciado do som puramente clássico. Desde o retorno da banda em 2000 com “Revelation” e até mesmo antes, com o aclamado “Symbol Of Salvation” de 1991, o quinteto incorporou elementos de blues, Southern rock e R&B. Essa abordagem diversificada permitiu que o Armored Saint mantivesse uma base de fãs leal, disposta a acompanhar a banda em suas experimentações.
Joey Vera assumiu o papel de principal compositor após o falecimento do guitarrista e co-compositor Dave Prichard em 1990. Vera, juntamente com o vocalista John Bush, os guitarristas Jeff Duncan e Phil Sandoval e o baterista Gonzo Sandoval, consolidou a identidade sonora única do Armored Saint. Ele refletiu sobre essa transição: “Acho que já estava sendo preparado internamente não só para isso, porque, se Dave não tivesse falecido, ele provavelmente teria assumido o papel que tenho agora.”
Sobre a dinâmica de criação, Vera explicou que, embora ele e John Bush funcionem como uma equipe de composição desde 2000, todos os membros têm voz e são incentivados a contribuir. “Não há muitas bandas onde é uma democracia absoluta. É raro. Geralmente se resume a uma ou duas pessoas… Mas, ao mesmo tempo, e isso é um testamento aos outros, é preciso ser uma pessoa madura para reconhecer como a equipe funciona. Esta é uma equipe”, disse ele.
Questionado sobre a sonoridade particular dos riffs da banda, Vera atribui a um ponto de vista de baixista. Tendo começado na guitarra e depois migrado para o baixo, ele ainda compõe na guitarra, mas suas limitações no instrumento resultam em riffs “ligeiramente estranhos” e únicos. Ele citou “Bottom Feeder”, “Ladders And Slides” e “Buckeye” como exemplos de músicas que arriscam e exploram influências como Led Zeppelin e Southern rock, que ele ouve em seu tempo livre.
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Vera destacou que o Armored Saint se tornou o tipo de banda que “você não consegue rotular; somos um pouco de tudo, para o bem ou para o mal”. Ele lembra que, por volta de 2010, durante a composição de “La Raza”, a banda decidiu abraçar essa identidade. “Deveríamos abraçar isso. É quem somos. Somos uma banda que pode fazer o que quiser”, afirmou.
O baixista também relembrou o lançamento de “Revelation” em 2000, que foi feito sem grandes expectativas, apenas “por diversão”, enquanto John Bush ainda estava no Anthrax e Vera no Fates Warning. Esse álbum, apesar de ser um projeto paralelo, levou a turnês importantes, incluindo a primeira turnê adequada da banda na Europa e shows de abertura para o Dio. “Poxa, isso era um projeto paralelo, e estávamos fazendo por diversão, e abrindo para o Dio! Que demais!”, comentou Vera.
Desde então, o Armored Saint tem deixado as expectativas de lado, focando na música e na sinceridade de sua arte, o que, segundo Vera, os diferencia de bandas que “apenas produzem o mesmo disco repetidamente, sem se curvar”.
(Via: Blabbermouth)


