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Artistas protestam contra uso de trabalhos criativos para IA sem consentimento

Luis Fernando Brod
Luis Fernando Brod
23 de outubro de 2024 5 min de leitura
Thom Yorke do Radiohead. Crédito: Rich Fury/Getty Images for Coachella
Foto: Thom Yorke do Radiohead. Crédito: Rich Fury/Getty Images for Coachella

Uma crescente coalizão de artistas de peso, incluindo todos os membros do Radiohead e nomes como Robert Smith, do The Cure, e Billy Bragg, uniu forças para manifestar sua oposição ao uso não autorizado de suas obras para o treinamento de inteligência artificial (IA). Em uma carta aberta assinada por mais de 10.500 músicos, atores e autores, os criadores protestam contra o que chamam de “uma grande e injusta ameaça” aos seus meios de subsistência.

A carta, intitulada Declaração sobre Treinamento de IA, denuncia o uso não licenciado de trabalhos criativos como parte dos processos que alimentam IA generativa, sistemas que aprendem a partir de vastos bancos de dados, muitas vezes construídos a partir de músicas, filmes e outros conteúdos sem a devida autorização dos proprietários. “O uso não licenciado de obras criativas para o treinamento de IA generativa é uma grande e injusta ameaça aos meios de subsistência das pessoas por trás desses trabalhos, e não deve ser permitido“, afirma o documento, assinado por Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Philip Selway, todos membros do Radiohead.

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Além dos integrantes do Radiohead, a lista de signatários inclui artistas musicais e compositores de renome, como Geoff Barrow, do Portishead, Björn Ulvaeus, do ABBA, Joe Goddard, do Hot Chip, AURORA, Max Richter e Jason Kay, do Jamiroquai. Figuras importantes da indústria do entretenimento, como os atores Julianne Moore, Kevin Bacon, Kate McKinnon e Sean Astin, também apoiaram a causa, assim como escritores prestigiados como Kazuo Ishiguro e Emily St. John Mandel.

O protesto vem em um momento de crescente preocupação entre criadores de conteúdo sobre o impacto da IA generativa. Esses sistemas, que são treinados em grandes quantidades de dados, têm a capacidade de criar novos trabalhos, desde músicas até roteiros, imitando o estilo de artistas reais, muitas vezes sem compensação ou reconhecimento. Em abril deste ano, outros músicos, incluindo Billie Eilish, REM e Nicki Minaj, assinaram uma carta aberta separada, criticando o “uso predatório da IA” na indústria musical.

A crescente mobilização de artistas sinaliza um esforço coletivo para garantir que as novas tecnologias respeitem os direitos autorais e garantam que os criadores continuem a ser devidamente remunerados por seu trabalho. Enquanto o uso de IA continua a expandir, a questão do consentimento e da remuneração justa para criadores de conteúdo se torna cada vez mais urgente, com a pressão sobre a indústria para desenvolver regulamentações mais robustas e equitativas.

A carta aberta está disponível para que outros interessados possam adicionar suas assinaturas e apoiar o movimento contra o uso não licenciado de obras criativas, enquanto a lista completa dos signatários já inclui nomes de grande peso nas artes e entretenimento. O link é este aqui.

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