Bruce Springsteen cedeu o uso de seu sucesso Born in the U.S.A. para um comercial de 30 segundos da American Civil Liberties Union (ACLU). A peça defende o princípio da cidadania por nascimento, garantido pela 14ª Emenda da Constituição, em oposição a uma ordem executiva assinada por Donald Trump em janeiro de 2025.
O anúncio foi lançado às vésperas da audiência de 1º de abril no caso Trump v. Barbara, o único processo sobre o tema que a Suprema Corte aceitou julgar. A decisão de ouvir apenas a ação movida pela ACLU foi anunciada em dezembro de 2025. A medida presidencial tentou redefinir o alcance da emenda, mas foi suspensa em instâncias inferiores até chegar ao tribunal máximo.
O envolvimento de Bruce Springsteen começou após o diretor-executivo da ACLU, Anthony Romero, cantar trechos de Born in the U.S.A. em uma entrevista à jornalista Katie Couric. Romero destacou que a letra da canção reflete as promessas de inclusão do país. Em seguida, ele solicitou a autorização de Bruce Springsteen, que concordou em disponibilizar a faixa, lançada em 1984 e certificada três vezes platina.
O comercial apresenta imagens de pessoas de diversas origens que podem ser afetadas pela decisão judicial, buscando alcançar um público que normalmente não acompanha debates jurídicos. A argumentação oral contra a ordem executiva será conduzida por Cecillia Wang, diretora jurídica da ACLU. Caso a Suprema Corte valide a medida, o conceito de cidadania automática para nascidos em solo norte-americano poderá ser modificado pela primeira vez desde 1868.



