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Dave Grohl diz que chorou ao tocar “Highway to Hell” com o AC/DC: “Soluçava como um bebê”

5 min de leitura
Dave Grohl.
Dave Grohl. — Foto: Lindsay/Wikimedia Commons.
Resumo
  • ▪ Dave Grohl contou que chorou ao tocar "Highway to Hell" com o AC/DC no MetLife Stadium, em 2 de outubro.
  • ▪ O Foo Fighters abriu dois shows do AC/DC no lugar do The Pretty Reckless, por causa de agenda de Taylor Momsen.
  • ▪ Grohl disse que foi o palco mais barulhento de sua vida e que o AC/DC o marcou aos 11 anos, com "Let There Be Rock".

Dave Grohl, vocalista do Foo Fighters, contou que desabou em lágrimas depois de subir ao palco para tocar “Highway to Hell” com o AC/DC.

O Foo Fighters abriu dois shows da turnê “Power Up” do AC/DC. O The Pretty Reckless, que acompanhava a banda há anos, não pôde tocar em uma das datas, e a vocalista Taylor Momsen pediu que Grohl a substituísse. Ele viu que a agenda estava livre e topou. Quando o problema se repetiu, o Foo Fighters foi chamado de novo.

Na segunda apresentação, em 2 de outubro, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, Grohl tocou com os australianos. “Foi uma loucura, porque minha esposa estava na lateral do palco. Tocamos ‘Highway to Hell’. Saí do palco e desabei em lágrimas, soluçando como um bebê. Eu não acreditava. Pensei: ‘Esse é um dos momentos mais cheios de significado da minha vida inteira’, e nunca vou esquecer”, disse.

Ele também afirmou que aquele foi o palco mais barulhento em que já esteve, mais até do que os do Motörhead. “O AC/DC é a banda mais barulhenta do mundo, eu acho”, completou.

Grohl lembrou ainda por que a banda é tão importante para ele. Aos 11 anos, dormiu na casa de um amigo, cujo pai o levou a uma sessão da meia-noite do filme “Let There Be Rock”. “Eu já conhecia as músicas, mas nunca tinha visto a banda tocar. Ver uma banda subir ao palco e destruir tudo, o equipamento e a si mesma, por uma hora e meia… Eu não sabia que era assim que se tocava rock and roll. Achava que rock era Beatles, Kiss e coisas assim. Nunca tinha visto alguém tão encharcado de suor que precisasse de um tanque de oxigênio. Pensei: ‘É isso que eu quero ser quando crescer'”, recordou.

Questionado sobre o que mantém Angus Young em atividade aos 71 anos, quase uma década após a morte do irmão Malcolm Young, cofundador e guitarrista base da banda, Grohl respondeu: “Porque ele ama fazer isso. A coisa que mantém esses artistas no palco, seja os Rolling Stones, Paul McCartney ou o AC/DC, é o amor pelo rock and roll. Se você ama tanto que, mesmo no pior dia, aquelas três horas são as melhores do seu dia, isso é o que te faz seguir em frente.”

O Foo Fighters entrou na programação do MetLife Stadium depois que o show do AC/DC marcado para 25 de setembro foi adiado por causa de uma tempestade. Menos de um mês antes, em 8 de setembro, a banda já havia aberto o show de St. Louis, porque Taylor Momsen estava em Seattle no dia 9 para cantar com os integrantes do Soundgarden no intervalo do jogo de estreia do Seattle Seahawks em casa. Os detalhes do primeiro show estão na cobertura de Foo Fighters e AC/DC em St. Louis.

Quando a data de St. Louis foi anunciada, Grohl escreveu que o filme “Let There Be Rock”, de 1980, o apresentou à força do rock ao vivo, e que tocar com a banda era “literalmente um sonho realizado”.

Em entrevista ao “Anders Bøtters Tiny TV”, em março de 2021, ele contou que conheceu o AC/DC em um jantar após o Grammy, convidado por Paul McCartney. Para Grohl, foi “uma das maiores noites” da sua vida.

Após a morte de Malcolm Young, em novembro de 2017, Grohl publicou uma homenagem nas redes sociais, lembrando que o filme mudou sua vida aos 11 anos.

O álbum mais recente do Foo Fighters “Your Favorite Toy”, saiu em abril pela Roswell Records e pela RCA Records. Foi coproduzido pela banda e por Oliver Roman, com engenharia de Roman e mixagem de Mark “Spike” Stent.

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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