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David Ellefson comenta possível reunião do Megadeth e vê banda como projeto solo de Mustaine

Luis Fernando Brod
Luis Fernando Brod
11 de julho de 2026 5 min de leitura
Megadeth. Foto: Reprodução.
Foto: Divulgação

Resumo
  • David Ellefson se mantém aberto a participar de uma turnê de despedida do Megadeth.
  • Ele enxerga o Megadeth como a "banda solo de Dave Mustaine" quando não está no grupo.
  • Mustaine já expressou relutância em reunir ex-membros para uma despedida completa, citando "comportamento" passado.

David Ellefson, ex-baixista do Megadeth, expressou novamente sua abertura para participar de uma possível turnê de despedida da banda. Em entrevista ao programa “Trunk Nation With Eddie Trunk”, da SiriusXM, em 8 de julho, Ellefson reiterou sua visão de que, quando não está no Megadeth, ele encara o grupo como a “banda solo de Dave Mustaine”.

Ellefson afirmou que nunca fechou a porta para um retorno. Ele lembrou ter sugerido a Dave Mustaine em 2004 e novamente em 2014 que o Megadeth trouxesse de volta ex-membros como Jeff Young, Chris Poland, Nick Menza e Marty Friedman para uma turnê de grande escala. Ele citou o sucesso de bandas como ASIA e YES, que reuniram diferentes formações em turnês conjuntas.

O baixista deixou claro que não tem ressentimentos em relação aos músicos atuais do Megadeth, como o baixista James LoMenzo e o baterista Dirk Verbeuren, a quem ele e Kiko Loureiro ajudaram a trazer para a banda em 2016. No entanto, Ellefson observa uma diferença no som quando ele e Mustaine não estão juntos, referindo-se à “versão original dos anos 80 e 90”.

Dave Mustaine, por sua vez, já havia abordado a ideia de reunir ex-membros em uma turnê de despedida. À revista Guitar World, ele disse: “Já fizemos isso com Marty. Seria um empreendimento enorme. Não acho que quero fazer isso. Prefiro continuar o que estamos fazendo e deixar os fãs [experimentarem] a música do Megadeth e ficarem felizes com isso. Não é ‘Megadeth show de fantoches’.” Em dezembro de 2025, no “Trunk Nation”, Mustaine mencionou que o comportamento de um ex-membro no passado impedia tal reunião, mas que a participação de Marty Friedman no Japão em 2023 foi “brilhante”.

Ellefson já havia comentado sobre o assunto em outras ocasiões. Em fevereiro de 2026, em entrevista ao UnDinamo – La Última Radio De Rock, ele disse estar “disponível” e que qualquer motivo para sua ausência atual era “infundado”. Ele defendeu que a banda deveria ouvir os fãs, que “tornaram tudo isso possível”. Em outubro de 2025, ao AlternativeNation.net, Ellefson comparou uma despedida ideal à do Black Sabbath, que reuniu seus membros originais.

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Em agosto de 2025, em seu podcast “The David Ellefson Show”, ele refletiu sobre a história do Megadeth, mencionando os altos e baixos, vícios e problemas financeiros. Ele descreveu o Megadeth como um “negócio familiar de Mustaine” após seu retorno em 2010 e lamentou não fazer parte da despedida de algo que ele ajudou a começar. Ellefson também relembrou disputas legais em 2004 após sua saída e o acordo financeiro que se seguiu.

Apesar dos desafios, Ellefson expressou gratidão pela sua trajetória na banda e reforçou que o Megadeth não era apenas Dave Mustaine. Ele concluiu que, se Mustaine decidir encerrar as atividades, espera que seja feito com dignidade e que os fãs tenham a oportunidade de se despedir de todos os membros que fizeram parte dessa história.

(Via: Blabbermouth.net)

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